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Slide 1: O OBJETO DE OO O DESIGN
Da percepção à necessidade. Objeto, desejo e sociedade
Wladmir Perez
Slide 2: OBJETIVO OBJETO OBJETO
O objetivo deste estudo é discutir as questões relacionadas ao entendimento do OBJETO, e seu estatuto perceptivo, ao entendimento do OBJETO, e seu estatuto perceptivo, desde sua concepção num sentido metafísico ao seu pç entendimento fenomenológico, ESTÉTICO e EMOCIONAL. entendimento fenomenológico, ESTÉTICO e Desse entendimento, tanto do objeto como da sua necessidade podemos compreender a importância do necessidade podemos compreender a importância do DESIGN e sua inserção na sociedade como NECESSIDADE. e sua inserção na sociedade como NECESSIDADE. Esse entendimento possibilita também a definição clara no desenvolvimento do OBJETO de Design e suas CATEGORIAS desenvolvimento do OBJETO d d l d de Design e suas CATEGORIAS e REQUISITOS que vão muito além do redesign. e REQUISITOS
Slide 3: O OBJETO
Da percepção
Slide 4: O OBJETO O OBJETO
DA PERCEPÇÃO Ç
Os princípios do método, a organização de que a mente se apóia em i ãd ói categorias no ato da percepção e do categorias no ato da percepção pensamento elaborado, foram, no ocidente apresentados por diversos ocidente, apresentados por diversos filósofos em destaque: Aristóteles, Kant e filósofos em destaque: Aristóteles, Kant posteriormente Peirce. posteriormente Peirce.
Slide 5: O OBJETO O OBJETO
E A E A PERCEPÇÃO
NOSSA CONCEPÇÃO DO MUNDO DERIVA DOS NOSSOS SENTIDOS, DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO PRODUZIDO
Há um amplo campo de pesquisa quanto a validade das experiências sensoriais, ora quanto a nossa própria capacidade em entender o quanto necessário é o que quanto necessário é ái percebemos, sentimos e temos. O que podemos conferir como necessário, tanto aos nossos necessário, tanto aos nossos sentidos quanto a nossa natureza social e cultural?
Slide 6: O OBJETO O OBJETO
E A E A PERCEPÇÃO
O OBJETO O OBJETO é percebido como tendo características e sentido, isto é, as sensações específicas são percebidas, sensações específicas são percebidas respectivamente, pelos vários sentidos; o sensível comum, as suas qualidades e REQUISITOS gerais desses OBJETOS, Q g gerais desses OBJETOS, , tamanho, figura, repouso, movimento, e o contexto onde se aplicam os significados.
Slide 7: O OBJETO O OBJETO
E A E A PERCEPÇÃO COGNIÇÃO E CRIAÇÃO SÃO FACES DE UMA MESMA MOEDA
Perceber um OBJETO não se Perceber um OBJETO caracteriza, portanto, exclusivamente caracteriza portanto exclusivamente uma questão fisiológica, ou cognitiva, o perceber envolve uma questão ética e ESTÉTICA onde o juízo sobre os e e ESTÉTICA onde o juízo sobre os significados construídos, envolve entendermos o OBJETO percebido nas entendermos o OBJETO suas características físicas, matéricas e nas relações sócio‐culturais com e nas relações sócio‐ nossa mente.
Slide 8: O OBJETO O OBJETO
E A E A PERCEPÇÃO
A escolha daquilo que nos emociona, A escolha daquilo que nos emociona, por puro prazer, ou por algum tipo de NECESSIDADE, não nos parece ser algo NECESSIDADE, não nos parece ser algo , p g simples de ser entendido considerando apenas as questões econômicas e apenas as questões econômicas e culturais, envolve entendermos a real culturais, envolve entendermos a real dimensão que um objeto nos provoca, envolve entendermos um pouco de nós envolve entendermos um pouco de nós mesmos.
Slide 9: O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO
Slide 10: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO
Segundo Aristóteles (2000) as S d A i tót l (2000) categorias consistem no primeiro passo, APÓS a percepção, para a criação ou organização de conceitos e proposições organização de conceitos e proposições e no conhecimento de seus três aspectos básicos: os elementos p particulares, a definição ou as , ç propriedades; os genéricos; e por último, seus acidentes.
Slide 11: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO
Peirce (1990) analisando as experiências percebidas encontrou três elementos que percebidas encontrou três elementos que denominou de categorias do denominou de categorias conhecimento, que são os modos como os conhecimento, que são os modos como os fenômenos se apresentam à consciência. fenômenos se apresentam à consciência. São categorias lógicas, modos de operação da mente aplicados ao campo das manifestações psicológicas.
Peirce propôs três categorias semióticas: primeiridade, secundidade e terceiridade. primeiridade, secundidade e terceiridade.
Slide 12: O OBJETO O OBJETO
DOS OBJETOS: POTÊNCIA E ESTÍMULOS, MATÉRIA OBJETOS: POTÊNCIA ESTÍMULOS, MATÉRIA
E METAFÍSICA
O ato perceptivo é instantâneo. Tudo que é percebido nos chega aos sentidos por meio de aos sentidos por meio de estímulos, por meio de sua energia. Este estímulo ou energia antes de se transformar em informação pode ser abordado segundo o conceito aristotélico da potência e do ato que compõe seu estudo da metafísica. estudo da metafísica
potência e ato matéria e forma matéria e forma particular e universal e universal
Slide 13: O OBJETO
As Categorias do Pensamento e a Concepção P t C ã de Objeto
Slide 14: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
As categorias como estatuto do As As categorias como estatuto do pensamento não se configuram como um princípio por si só, ou seja, o estado q que vem antes de qualquer coisa. qq As categorias As categorias estão num estágio posterior, ao das emoções. posterior, ao das emoções. Entender como o pensamento se articula a partir de categorias nos leva a compreensão da noção de objeto e compreensão da noção de objeto e seus REQUISITOS seus REQUISITOS
Slide 15: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
SUBSTÂNCIA OBJETO
Um OBJETO Um OBJETO pertence à uma CATEGORIA, ESSENCIAL além dos CATEGORIA, ESSENCIAL além dos predicados, qualidades, estado, ação, etc ação, etc, ação etc, A primeira como SUBSTÂNCIA, A primeira como SUBSTÂNCIA, posteriormente ele será identificado e enquadrado em identificado e enquadrado em outras, em razão de seus outras, em razão de seus REQUISITOS e características.
Slide 16: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
CATEGORIAS DO OBJETO
As CATEGORIAS As CATEGORIAS definidas por Aristóteles são
substância, quantidade, qualidade, substância quantidade qualidade relação, lugar, tempo, estado, ação , passividade Um OBJETO é SUBSTÂNCIA t d Um OBJETO é SUBSTÂNCIA antes de ser o U OBJETO é SUBSTÂNCIA antes de ser o que é, é um ou mais, tem suas propriedades, está relacionado com outras coisas está presente num outras coisas, está presente num contexto, num momento, parado, apoiado, se movimenta, sofre alguma interferência. interferência.
Slide 17: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
SUBSTÂNCIA OBJETO
A SUBSTÂNCIA é aquilo que não pode ser afirmado de algo, mas aquilo de que tudo é afirmado. Aristóteles afirma que é em virtude da substância que as outras d bâ i categorias também são. Aristóteles identifica pelo menos quatro sentidos para a palavra substância: sentidos para a palavra substância: a ESSÊNCIA, o universal, o GÊNERO e o substrato
Slide 18: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
A SUBSTÂNCIA A SUBSTÂNCIA é a categoria anterior a todas, é anterior ao conhecimento. a SUBSTÂNCIA conhecimento. a SUBSTÂNCIA é anterior a nomeação na definição, pois ao definirmos as outras categorias precisamos definir uma SUBSTÂNCIA ao mesmo tempo, Â conhecemos melhor uma coisa ao saber o que ela é, mais do que sabendo suas qualidades, bd lid d quantidades e REQUISITOS. quantidades e REQUISITOS.
Slide 19: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
CATEGORIAS DO OBJETO
SUBSTÂNCIA Podemos afirmar em design que é o próprio objeto, ou sua categoria primeira, por exemplo uma cadeira é antes um assento, um objeto para descansar, ou trabalhar. QUANTIDADE Todo objeto tem uma dimensão, uma proporção, um volume que podemos identificá‐lo. um volume que podemos identificá‐ QUALIDADE Um objeto tem suas propriedades visíveis e sensíveis, como sua cor, sua maciez, aspereza, etc.
Slide 20: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
CATEGORIAS DO OBJETO
RELAÇÃO Um objeto se relaciona com seu meio em termos concretos, é pequeno, é igual, o dobro, se identifica com seu meio pela aparência e outras propriedades.
LUGAR Aqui podemos identificar onde se situa o objeto, em qual contexto, macro ou micro. TEMPO Nos possibilita entendermos o objeto em termos de tempo de uso, e seu momento, o próprio movimento do objeto no espaço. movimento do objeto no espaço.
Slide 21: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
CATEGORIAS DO OBJETO
ESTADO Um objeto tem seu estado que o caracteriza de acordo com sua essência. Ele pode estar deitado, acordo com sua essência. Ele pode estar deitado, acordo com sua essência. Ele pode estar deitado, deitado, suspenso, sentado, etc. AÇÃO Esta categoria determina uma função ou mais Et t i dt i fã i funções que o objeto se determina. Além dessa ação suas categorias matéricas também determinam uma ação, ele corta, queima, etc. determinam uma ação, ele corta, queima, etc. ç, ,q , PAIXÃO Ou passividade é a categoria que determina as capacidades do objeto como matéria plástica, seja capacidades do objeto como matéria plástica seja como possibilidade ou ato, tais como;é cortado, é como possibilidade ou ato, tais como;é cortado, é queimado, é moldado.
Slide 22: O OBJETO
Requisitos do produto
Slide 23: O OBJETO O OBJETO
OBJETIVOS
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
REQUISITOS DO OBJETO
Que OBJETO Que OBJETO se pretende desenvolver, sua ESSÊNCIA. A NECESSIDADE principal do usuário. ESSÊNCIA. A NECESSIDADE Ê
REQUISITOS
ADVÉM DO ENTENDIMENTO E DETALHAMENTO DE TODAS AS NECESSIDADES DO OBJETO.
ESPECIFICAÇÕES
Propriedades técnicas e tecnológicas decorrentes dos detalhes e REQUISITOS dos detalhes e dos detalhes e REQUISITOS atendidos
Slide 24: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
REQUISITOS DO PRODUTO
Aquilo que deve ser definido ç antes de começar a desenvolver um produto
REQUISITO é uma condição ou é uma condição ou capacidade que um OBJETO capacidade que um OBJETO deve apresentar FUNCIONAL FORMAL TECNOLÓGICO AMBIENTAL SOCIAL, CULTURAL
Slide 25: O OBJETO O OBJETO
AS CATEGORIAS DO PENSAMENTO E A CONCEPÇÃO DE OBJETO
REQUISITOS DO PRODUTO
PRIMÁRIOS O que o OBJETO deve apresentar enquanto O que o OBJETO ESSÊNCIA para satisfazer as NECESSIDADES para satisfazer as NECESSIDADES imediatas, básicas do usuário. Pode atender i di bá i d ái P d d pelo uma NECESSIDADE funcional. pelo uma NECESSIDADE
SECUNDÁRIOS REQUISITOS decorrentes dos primários, porém segue uma escala de importância e é ld â valor das NECESSIDADES valor das NECESSIDADES
Slide 26: O OBJETO
E FENOMENOLOGIA
Slide 27: O OBJETO O OBJETO
O OBJETO COMO FENÔMENO
FENOMENOLOGIA
A fenomenologia é o estudo das essências dos fenômenos, e todos os problemas segundo ela, resumem‐se em definir segundo ela, resumem segundo ela resumem‐se em definir essências: a essência da percepção, da consciência.
Slide 28: O OBJETO O OBJETO
O OBJETO COMO FENÔMENO
FENOMENOLOGIA
Toda consciência é, portanto consciência de alguma coisa. Assim sendo, a consciência não alguma coisa. Assim sendo, a consciência g , é uma substância, mas uma atividade é uma substância, mas uma atividade constituída por atos de percepção, imaginação, especulação, volição, paixão, etc., com os quais visa algo. ii l As essências ou significações noema são objetos As essências ou significações noema visados de certa maneira pelos atos intencionais da consciência noesis. intencionais da consciência noesis. A fenomenologia é, uma ciência de objetos ideais de essências.
Slide 29: O OBJETO O OBJETO
O OBJETO COMO FENÔMENO
FENOMENOLOGIA
As representações As representações têm certos componentes: maior; menor; alto ou baixo; vista de cima ou de baixo; lt bi it d i d bi por uma pessoa míope ou por outra daltônica. Não importa como classifiquemos posteriormente, o percebido terá sempre os componentes o percebido terá sempre os componentes básicos que garantirão o significado da representação. Esse é o sentido da redução fenomenológica, Esse é o sentido da redução fenomenológica epoché, o significado comum refere‐ epoché, o significado comum refere‐se apenas a essência do fenômeno percebido.
Slide 30: O OBJETO O OBJETO
O OBJETO COMO FENÔMENO
FENOMENOLOGIA
Em Phénoménologie de la Em Phénoménologie de la perception (1945 ) Merleau‐Ponty apresenta um estudo da Merleau‐P t Ml t td d percepção baseado na fenomenologia e na psicologia da Gestalt. psicologia da Gestalt. Segundo o autor o organismo humano deve ser Segundo o autor o organismo humano deve ser considerado como um todo, para se descobrir o que decorre de cada conjunto de estímulos. Seu método, é essencialmente fenomenológico e , g pressupõe que a percepção é a fonte maior de todo o conhecimento.
Slide 31: O OBJETO
E ESTÉTICA
Slide 32: O OBJETO O OBJETO
ESTÉTICA, PERCEPÇÃO E JULGAMENTO
E ESTÉTICA
O julgamento estético pressupõe emitir uma O julgamento estético pressupõe emitir uma opinião sobre algo a partir daquilo que opinião sobre algo a partir daquilo que percebemos ou que definimos como bom. Santaella afirma que Kant preocupava‐se na afirma que Kant preocupava‐ definição do julgamento estético com: “...a explicação de um poder de discernimento ou capacidade de julgar no seu funcionamento particularmente estético, que podem ser expressos numa afirmação ou proposição”. expressos numa afirmação ou proposição”.
SANTAELLA (2000, P. 49)
Slide 33: O OBJETO O OBJETO
ESTÉTICA, PERCEPÇÃO E JULGAMENTO
ESTÉTICA
Estética refere a capacidade de perceber, sentirmos algo. Julgar é emitir definir uma opinião sobre o percebido. O julgamento é necessário para definirmos as melhores opções de encararmos a realidade, para nos definirmos como sujeito, identificarmos, termos nossa id tifi t identidade. No entanto a definição do que é bom (e belo) é algo que não diz respeito apenas a nossa personalidade respeito apenas a nossa personalidade, ou ao nosso eu.
Slide 34: O OBJETO O OBJETO
ESTÉTICA, PERCEPÇÃO E JULGAMENTO
ESTÉTICA
Classificação dos Objetos de acordo com as necessidades
O gosto, proposição a cerca do que é julgado O gosto, proposição a cerca do que é julgado é a faculdade de julgar o belo. Para estudá‐lo, Kant, faculdade de julgar o belo. Para estudá‐lo, Kant, define categorias de julgamentos que define d fi categorias de julgamentos que i d jl organizou na Analítica Transcendental dos conceitos da “Crítica da Razão Pura” (1787). As quatro categorias do julgamento que Kant As quatro categorias do julgamento que Kant (2003) define são: a qualidade, a quantidade, a (2003) define são: a qualidade, a quantidade, a relação, e a modalidade o que nos levam a relação, e a modalidade, o que nos levam a e a modalidade, o que nos levam a quatro definições complementares do belo.
Slide 35: O OBJETO O OBJETO
ESTÉTICA, PERCEPÇÃO E JULGAMENTO
QUALIDADE
O belo é o objeto de uma satisfação desinteressada. Opõe‐se ao julgamento "lógico", ao julgamento de conhecimento, pois se relaciona com o que existe em nós de mais individual, de mais irredutível ao mais individual de mais irredutível ao conhecimento: o sentimento "vital" do prazer e do sofrimento.
Slide 36: O OBJETO O OBJETO
ESTÉTICA, PERCEPÇÃO E JULGAMENTO
QUANTIDADE
Éb l É belo o que agrada universalmente d i l sem conceito. É uma conseqüência importante da primeira. Na medida em que a satisfação que lhe deu a em que a satisfação que lhe deu a representação do objeto é "livre" de qualquer interesse, aquele que julga é levado a atribuir a cada um uma é levado a atribuir a cada um uma satisfação semelhante.
Slide 37: O OBJETO O OBJETO
Este julgamento decorre da consideração, no id ã julgamento estético, da relação (com um fim). A beleza é definida como a beleza é definida como "a forma da finalidade de um objeto, na medida em que ela é percebida neste sem ela é percebida neste sem representação de um fim".
ESTÉTICA, PERCEPÇÃO E JULGAMENTO
RELAÇÃO
Slide 38: O OBJETO O OBJETO
"É belo o que é reconhecido sem conceito como objeto de uma satisfação necessária." A necessidade do julgamento estético é d jl t téti é uma necessidade exemplar, todos devem aderir a um julgamento que se julgamento que se apresenta como um exemplo de uma regra.
ESTÉTICA, PERCEPÇÃO E JULGAMENTO
MODALIDADE
Slide 39: O OBJETO O OBJETO
ESTÉTICA, PERCEPÇÃO E JULGAMENTO
ESTÉTICA
O ponto de partida para o que se entende por estética ou o que se produz esteticamente é a experiência pessoal de uma emoção é iê i ld ã peculiar. Todos os OBJETOS, de uma peculiar. Todos os OBJETOS, de uma maneira ou de outra, provocam esse sentimento estético. sentimento estético sentimento estético. No entanto cada um produz uma emoção diferente. O que vimos nas colocações de Kant é que as distinções entre os diferentes tipos de emoções são determinadas pela forma como julgamos esses objetos.
Slide 40: O OBJETO
NECESSIDADES E REQUISITOS DO REQUISITOS DO PRODUTO
Slide 41: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
Atender as necessidades Atender as necessidades dos usuários é um dos requisitos primordiais do design. Bonsipe, Bruno Munari, Victor p Gui Bonsipe, Bruno Munari, Victor Papanek, Mike Baxter, entre outros, Papanek, Mike Baxter, entre outros, colocam a definição das necessidades colocam a definição das necessidades sejam elas do mercado ou do público (usuário ou consumidor), como um fator decisivo na processo de design.
Slide 42: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
A necessidade A necessidade é uma condição estabelecida no indivíduo na ausência de algum bem ou ausência de algum bem ou benefício.
Slide 43: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
E AS NECESSIDADES
A ausência de um bens ou benefícios advém A ausência de um bens ou benefícios advém o desejo, ou seja, o desejo é o desejo, ou seja, o desejo conseqüência de uma necessidade não conseqüência de uma necessidade atendida, não suprida na sua atendida não suprida na sua integralidade. O desejo é a tendência guiada pelo O desejo conhecimento sensível e é uma conhecimento sensível, e é uma característica da mente humana, de um estágio que podemos chamar de instintivo primitivo. instintivo primitivo
Slide 44: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
E AS NECESSIDADES
O desejo O desejo e a emoção estão presentes tanto no contato dos objetos com o usuário como na concepção do projeto, na fase criativa. Iida ( (2006) salienta que os métodos projetuais, por )l é se tratarem de uma sistematização, em muitos casos, levam o designer a desenvolver projetos pouco sensíveis, frios, ou mesmo desprovidos pouco sensíveis frios ou mesmo desprovidos de emoção. de emoção. A criatividade tem também um componente emocional de desejo e realização, portanto emocional de emocional de desejo e realização, portanto necessário. necessário.
Slide 45: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
Requisitos são as características NECESSÁRIAS para a configuração de um produto. Para o design ser bem sucedido, ele deve primeiro atender as necessidades básicas das pessoas funcionalidade e significação ‐ antes de tentar satisfazer necessidades de níveis mais altos.
Slide 46: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
E quais seriam estas necessidades?
Para chegar aos cinco elementos chave Para chegar aos cinco elementos chave na hierarquia das necessidades no design, vamos seguir o padrão de Maslow que no final da década de 40 no final da década de 40 estabeleceu uma escala de valor para as necessidades do indivíduo conhecida como a “Pirâmide de Maslow ”. “Pirâmide de Maslow”.
Slide 47: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
5 CRIATIVIDADE, INTERAÇÃO Ã 4 SEMIÓTICA, ESTÉTICA 3 USABILIDADE 2 CONFIABILIDADE 1 FUNCIONABILIDADE
Slide 48: O OBJETO O OBJETO
Funcionalidade
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
Fisiologia
Significa atender os requisitos mais básicos do Significa atender os requisitos mais básicos do design. Exemplo: um aparelho de DVD deve, pelo Exemplo: um aparelho de DVD deve, pelo menos, ser capaz de gravar e reproduzir vídeos. Valor agregado pelo design é muito baixo
Slide 49: O OBJETO O OBJETO
Estabilidade
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
Segurança
Significa estabelecer uma performance estável Significa estabelecer uma performance estável e consistente. Exemplo: um aparelho de DVD deve reproduzir Exemplo: um aparelho de DVD deve reproduzir vídeos com qualidade e o mecanismo (software/hardware) não deve apresentar defeitos. Valor agregado pelo design é baixo
Slide 50: O OBJETO O OBJETO
Usabilidade
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
Relacionamento
Significa disponibilizar uma interface simples, fácil de ser usada e que perdoe erros do usuário. Exemplo: programar um aparelho de DVD para Exemplo: programar um aparelho de DVD para começar a gravar um filme a uma determinada hora deve ser fácil e o sistema deve ser tolerante em relação a erros cometidos pelo usuário Significa também a erros cometidos pelo usuário. Significa também disponibilizar recursos para melhorar o modo como os usuários fazem as coisas. Exemplo: um aparelho de DVD que consiga pesquisar e gravar programas baseado em palavras chave escolhidas pelo usuário. b d l h lhid l ái Valor agregado pelo design é moderado. Valor agregado pelo design é moderado.
Slide 51: O OBJETO O OBJETO
Semiótica
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
Estima e Status
Deve possibilitar que o usuário interaja de forma emocional com o objeto. As relações que ele mantém com o objeto devem contribuir para eu bem estar psicológico, e cultural, no sentido que ele considera que o mesmo traga benefícios tanto pessoais como sociais. Exemplo: um DVD pode a partir dos filmes que reproduz um DVD pode a partir dos filmes que reproduz, trazer recordações, ou então que o aparelho que ele adquire o posiciona como um usuário exigente, que prima pela qualidade, bom design:
Valor agregado pelo design é alto. Valor agregado pelo design é alto.
Slide 52: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
Realização pessoal
Interação e criatividade
É o nível na hierarquia onde todas as necessidades foram atendidas e onde as pessoas começam a interagir com o design de formas inovadoras. O design passa a ser usado para criar e explorar áreas que estendam a experiência do usuário. Envolve o conjunto estendam a experiência do usuário. Envolve o conjunto das necessidades anteriores de maneira holística.
Valor agregado pelo design é muito alto. Vl d ldi é i l
Slide 53: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
De acordo com a teoria de Maslow, as De acordo com a teoria de Maslow, as necessidades fisiológicas, as necessidades de segurança e algumas das necessidades sociais (funcionalidade, confiabilidade e usabilidade se aplicado ao design) são bilid d li d d i )ã fatores de desmotivação. A teoria diz que a satisfação destas A teoria diz que a satisfação destas necessidades é básica; já a ausência da satisfação destas necessidades não motiva satisfação destas necessidades não motiva ninguém, pelo contrário, desmotiva. ninguém, pelo contrário, desmotiva. pelo contrário desmotiva
Desejo e Motivação Desejo e Motivação
Slide 54: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE, O OBJETO E O MEIO
NECESSIDADESE REQUISITOS
Desejo e Motivação
Já as necessidades sociais, as necessidades de Já id d ii id d d “status” e de estima e as necessidades de auto‐realização são fortes fatores motivacionais. motivacionais Ou seja, se não forem atendidas, as pessoas procuram fazer com que sejam satisfeitas; as procuram fazer com que sejam satisfeitas; as pessoas são motivadas a alcançar a satisfação destas necessidades.
Slide 55: O OBJETO
NECESSIDADE DA EMOÇÃO
Slide 56: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE EMOCIONAL E ESTÉTICA
NECESSIDADE DA EMOÇÃO
Temos emoções primárias e secundárias, para o autor as emoções primárias são inatas no homem. Expressamos nossas emoções a partir da interação com nosso ambiente sócio‐ interação com nosso ambiente sócio‐ cultural, seja na relação que mantemos com nossos amigos, inimigos, amantes, familiares, ou mesmo com os objetos que nos rodeiam, pela simples observação, nos rodeiam, pela simples observação, manipulação ou aquisição de algo
Slide 57: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE EMOCIONAL E ESTÉTICA
NECESSIDADE DA EMOÇÃO
A indústria cultural produz não apenas objetos, mas hábitos, b háb comportamentos, ídolos, símbolos e ícones, representando anseios, desejos, valores individuais e de dj l i di id i d grupos. São os chamados valores “simbólicos” (semióticos), que globalizados pelos meios de comunicação ou produção em escala mundial, provocam nosso em escala mundial, provocam nosso desejo a todo instante.
Slide 58: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE EMOCIONAL E ESTÉTICA
NECESSIDADE DA EMOÇÃO
A promessa de uma condição diferente da que estamos nos seduz. O novo é atraente, instiga é sedutor. p p j , Temos expectativas de possuí‐lo. Desejamos, e como conseqüência, nos convencemos de que este desejo é lícito, necessário. ç Essa é a condição da sociedade industrial e Pós‐Moderna, nos seduz, nos dá prazer. A forma possibilita o novo pela experiência estética que proporciona
Slide 59: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE EMOCIONAL E ESTÉTICA
NECESSIDADE DA EMOÇÃO
A indústria aposta cada vez mais na estética, na forma como é f atributo fundamental de um objeto para atender estas expectativas. i A forma não é mais derivada da função. A função em muitos casos é sublimada pelos atributos estéticos e semióticos.
Slide 60: O OBJETO O OBJETO
A NECESSIDADE EMOCIONAL E ESTÉTICA
NECESSIDADE DA EMOÇÃO
A forma é um atributo de sedução, o prazer e a fruição estética nos emocionam. Donald Norman em Emotional Design (2005), fala sobre o caráter psicológico da forma. Os psicólogos da Gestalt no início do séc. XX já haviam se dado conta disso. A forma provoca nosso sistema A forma provoca nosso sistema cognitivo, atrai, seduz, e como conseqüência, emociona, portanto é necessária aos nossos sentidos. necessária aos nossos sentidos
Slide 61: O OBJETO
O DESIGN E O DESIGNER
Slide 62: O OBJETO O OBJETO
O PAPEL DO DESIGN
O DESIGN E O DESIGNER
Os OBJETOS fazem parte como nós, designers, consumidores e empresas, de um di id d sistema único como afirma Latour em sua proposição dos ATORES REDE. Cabe ao designer o papel fundamental nesse Cabe ao designer o papel fundamental nesse processo, o de tornar esta rede não apenas perceptível, compreensível, mas agradável, bela e sedutora e acima de tudo, sustentável. bela e sedutora e acima de tudo, sustentável.
Bruno Latour é sociólogo, professor do Centre de Sociologie de l'Innovation Bruno Latour é sociólogo, professor do Centre de Sociologie de l'Innovation da École da da École Nationale Supérieure des Mines de Paris e da Universidade da Mines de Paris e da Universidade da Califórnia, San Diego. Publicou em português Jamais fomos modernos: Califórnia, San ensaio de antropologia simétrica, Rio de Janeiro, Ed. 34, 1994.
Slide 63: O OBJETO O OBJETO
O PAPEL DO DESIGN
DESIGN E DESIGNER
Para tanto ele deve considerar que um produto de design contemple pelo menos 6 NECESSIDADES: menos 6 NECESSIDADES: menos 6 NECESSIDADES: PRÁTICA, DE USO FORMAL SIMBÓLICA ECONÔMICA SOCIAL AMBIENTAL
Podemos rever cada uma das categorias aristotélicas que se enquadrariam nessas necessidades. necessidades
Slide 64: O OBJETO O OBJETO
O PAPEL DO DESIGN
DESIGN E DESIGNER
PRÁTICA, DE USO Onde o designer deverá considerar todas as questões relativas às necessidades fundamentais, questões relativas às necessidades fundamentais do objeto, do sistema, do seu funcionamento.
Slide 65: O OBJETO O OBJETO
O PAPEL DO DESIGN
DESIGN E DESIGNER
FORMAL Na necessidade formal o designer deverá necessidade considerar os atributos estéticos e plásticos que considerar os atributos estéticos e plásticos que atendam as necessidades, filosóficas e psicológicas. A forma e arte provocam emoções.
Slide 66: O OBJETO O OBJETO
O PAPEL DO DESIGN
DESIGN E DESIGNER
SEMIÓTICA Na necessidade necessidade semiótica o designer deverá considerar as necessidades representativas, considerar as necessidades representativas sígnicas dos objetos. Os significados e símbolos necessários a sua condição ontológica e social.
Slide 67: O OBJETO O OBJETO
O PAPEL DO DESIGN
DESIGN E DESIGNER
ECONÔMICA Na necessidade Econômica como gestor e projetista, o designer contempla as demandas do projetista o designer contempla as demandas do mercado, empresas e consumidores, não necessariamente usuários.
Slide 68: O OBJETO O OBJETO
O PAPEL DO DESIGN
DESIGN E DESIGNER
SOCIAL Na necessidade Social o designer também como necessidade gestor, projetista e principalmente como agente gestor projetista e principalmente como agente social, trabalha com os desejos de uma coletividade, de uma comunidade, num sentido mais humanista e holístico.
Slide 69: O OBJETO O OBJETO
O PAPEL DO DESIGN
DESIGN E DESIGNER
AMBIENTAL Na necessidade Ambiental reside a oportunidade do designer atender as demandas oportunidade do designer atender as demandas e expectativas do planeta. Embora pareça uma pretensão para nós, ela é lícita, e acima de tudo imprescindível. Fazemos parte do sistema. É necessidade do meio que o designer assuma esse papel.
Slide 70: O OBJETO O OBJETO
RESUMO
Para que possamos resolver os reais problemas e NECESSIDADES do DESIGN precisamos entender a do DESIGN ESSÊNCIA do objeto, seus REQUISITOS básicos. do objeto, seus REQUISITOS Atender à NECESSIDADES, não pode se resumir às Atender à NECESSIDADES, não pode se resumir às econômicas e de mercado, importantes, porém não as únicas O desejo atendido seja ele qual for as únicas. O desejo atendido, seja ele qual for, emociona, nos faz rir, nos faz chorar. A EMOÇÃO é emociona, nos faz rir, nos faz chorar. A EMOÇÃO fundamental, nos deixa sensíveis aos demais requisitos e características do objeto. Cada grupo de usuário pode em um determinado momento valorizar uma ou outra NECESSIDADE, momento valorizar uma ou outra NECESSIDADE, porém o homem e a sociedade mudam a todo porém o homem e a sociedade mudam a todo instante, o DESIGNER tem que estar atento à estas instante, o DESIGNER mudanças e as TENDÊNCIAS de mudanças. mudanças e as TENDÊNCIAS