Slide 1: COBRIAGEM – NIQUELAGEM CROMAGEM – ZINCAGEM SERRALHARIA CIVIL SOLDADURAS A ELECTROGÉNEO AUTOGÉNEO E ALUMÍNIO REPARAÇÃO DE JANTES EM FERRO E ALUMÍNIO
INSTALAÇÕES PRÓPRIAS:
O Despertar
REPUBLICANO INDEPENDENTE
Director: Fausto Correia
FUNDADO EM 1917
Director-Adjunto: António Carlos de Sousa
RELVINHA Telef. e Fax: 239 825 294 3020-365 COIMBRA
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6.ª FEIRA
O SEMANÁRIO DE COIMBRA
N.º 8388 – 0,50
Ano 89
PORTE PAGO
Figueira da Foz
Prémio
Academia
Geriátrico assinala aniversário
Página 6
Dolce Vita melhor da Europa
Página 15
Cortejo dá cor à cidade
Página 18
Crianças especiais na escola de todos
O Desper t ar
Página 5
Ninguém está satisfeito com o sistema de saúde
José Manuel Silva, Presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos, em entrevista, nas páginas centrais
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O Despertar
ALVORADA
semanas, dias e horas. Mas tem valido a pena! O Despertar inicia hoje uma nova fase da sua vida, marcada por uma radical remodelação gráfica e por uma significativa alteração de conteúdos, passando das 16 para as 24 páginas. A partir desta edição contamos, igualmente, com novos colaboradores e novos colunistas, além de secções e rubricas que são inéditas no mais antigo jornal de Coimbra, agora impresso em rotativa. Ao mesmo tempo, passamos a integrar o ciberespaço através de o Despertar Online, ainda que em período experimental. Todas estas transformações necessitam do apoio acrescido dos nossos assinantes, amigos, anunciantes, leitores e colaboradores sem o que o novo Despertar não poderia manter-se. Uma vez que não temos qualquer via alternativa: é que, estando os custos totalmente esmagados, resta tão-só
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O CONIMBRICENSE
A Sobrevivência
A Académica e a Naval deram tudo por tudo no passado fim de semana pela sobrevivência no escalão maior do futebol nacional. Aos de Coimbra bastava-lhes um empate e aos da Figueira só a vitória interessava. Ambos os emblemas conseguiram (e bem) os seus intentos - e estão de parabéns. A Briosa e a Naval tiveram que sofrer até ao último segundo do campeonato. Mas valeu a pena! Cá por casa, ao longo dos 89 anos da nossa existência, também foi e é por demais conhecido o combate constante pela sobre-vivência, a luta permanente pela manutenção no escalão dos jornais vivos. Sofremos todos os anos, meses,
Fausto Correia
fcorreia@europarl.eu.int
subir a coluna das receitas. A situação económico-financeira do jornal não é propriamente fácil. Importa reconhecê-lo clara e inequivocamente. Mas a aposta feita (do tipo “agora ou nunca”) visa produzir um semanário de qualidade, atento à realidade circundante e em confronto com a concorrência, semanário que atraia mais colaboradores, leitores, anunciantes, amigos e assinantes - todos juntos os verdadeiros pilares da sobrevivência de “O Despertar”. Queremos disputar o campeonato dos jornais vivos, intervenientes, dinâmicos e lidos da Imprensa Regional. No respeito inalterado pelas causas, pelos
valores e pelos princípios que nos foram legados, em especial por António de Sousa (nosso Avô) e por Artur, Armando e António de Almeida e Sousa (nossos Tios), e por Lúcia Maria de Jesus e Sousa Correia (minha Mãe), que durante décadas suportaram esta difícil empreitada nos seus ombros. Com coragem, dignidade, persistência e amor. O Despertar, que mantém na íntegra a sua linha editorial de antanho, despertou e modernizou-se. A opção era simples: entre o conformismo da estagnação e o risco da mudança. A decisão não podia ser diferente da que foi adoptada. Sabendo as adversidades que vamos encontrar ao dobrar de cada esquina - que nos colocam sempre à beira da “linha de água”, como também acontece com as tabelas classificativas desportivas. O mesmo é dizer: nos limites da sobrevivência. Rumo ao centenário, pedimos nesta hora emprestado, aos nossos antepassados, o exemplo de dádiva
e de entrega que nos deixaram como testemunho de vida. Ao serviço de Coimbra - cidade, concelho, distrito e região. O Despertar - O SEMANÁRIO DE COIMBRA - continuará como uma tribuna aberta, plural, livre e independente. Às 6as feiras, o seu jornal. De leitura obrigatória. Apostila 1: Ao atribuir aos cabeçalhos das novas páginas, os títulos de jornais e revistas que em tempos se publicaram na Lusa-Atenas, queremos homenagear quem lançou (antes, durante e após 1917, ano da fundação de O Despertar) periódicos que não conseguiram resistir à voragem do tempo. Apostila 2 - Um beijo - com a ternura equivalente à distância entre Coimbra e o Rio de Janeiro - para Ângela de Sousa Antunes, nossa Tia e sócia, hoje a única filha sobreviva de António de Sousa e de Maria do Carmo Sousa, residente há mais de 50 anos no Brasil.
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SEMANÁRIO 89.º Ano de Publicação (Sai às sextas feiras) O Despertar na web www.odespertar.com.pt portal@odespertar.com.pt Director: Fausto Correia Director Adjunto: António Carlos de Sousa Redacção António Carlos de Sousa (C.P. N.º TE-951) Zilda Monteiro (C.P. N.º 7937) Colaboradores Cristina Brás Dinis Manuel Alves Luís Monteiro Marco Francisco Paula Cardoso Almeida Rogério Aguiar Colunistas ADIFER • Alda Constança Bernardes Teixeira Carlos Coelho Veiga • Carlos Esperança Eduardo Proença Mamede Chronos • Fernando Martins Jaime Ramos • Joaquim Vieira Jorge Rua • José Soares Lino Mendes • Luís Marques Manuel Bontempo Manuel Chaves e Castro Marcelo Henriques de Brito Marcos Franco • Mário Ruivo Paulo Eduardo Correia Paulo Leocádio Bernardo Pedro Ferrão • Pedro Redol Rui Fausto Lourenço • Sofia Figueiredo Victor Gonçalves • Vítor Botelho Administração Redacção, Publicidade, Assinaturas e Serviços Rua Pedro Roxa, 7-1.º Telefones: 239 85 27 10/11/12 Fax: 239 852 719 e-mail: jornaldespertar@mail.telepac.pt Denominação Social: ANTÓNIO DE SOUSA (HERDEIROS), LDA. Contrib. N.º 502 137 258 Cap. Social: 7.481,97 Euros Gerência: Maria Ascenção Sousa Composição e Montagem Depart. Gráfico de “O Despertar” Tiragem média no mês de Abril 14.000 Exemplares
Impressão Beirastexto, sociedade editora, S.A. Rua 25 de Abril, n.º 7 Apartado 44 – 3046-652 Taveiro
Um novo Despertar
O semanário “O Despertar”, jornal mais antigo que se publica em Coimbra, acaba de comemorar 89 anos. Mantendo-nos fiéis à linha editorial que foi nosso timbre desde os primórdios, decidimos avançar com uma profunda remodelação gráfica, que correrá a par com uma gradual alteração nos conteúdos. Sinal da vitalidade de O Despertar, e do carinho que o nosso semanário granjeia junto dos leitores, reside, por exemplo, na significativa adesão de novos colunistas. O mesmo se diga dos jovens colaboradores com que passamos a contar a partir desta edição, alguns deles estudantes universitários que escolheram O Despertar como sua primeira escola de jornalismo. Passamos, também, a partir de hoje, a marcar presença no ciberespaço. O Despertar O n l i n e, a i n d a e m v e r s ã o experi-mental, já pode ser c o n s u l t a d o n o endereço www.odespertar.com.pt Acompanhamos os novos tempos, sinal de que o nosso projecto editorial continua vivo, sem no entanto alienar a sua história, os valores que sempre defendeu e pelos quais denodadamente se vem batendo ao longo dos seus 89 anos. Nesta hora de renovação saudamos, sem excepção, todos os colegas que, na cidade e na região, se afadigam em manter vivos projectos similares. Os jornais de uma cidade ou região fazem parte da história do povo que as habita, pertencem ao seu património histórico, a um património nobre porque edificado em prol da Liberdade de Imprensa, oxigénio vital da Democracia e do Estado de Direito. A melhor forma de homenagear quem antes de nós tratou dos alicerces desta singular empresa de levar o mundo em letra de forma a todos os cidadãos, encontrámo-la dando aos cabeçalhos das páginas do “novo Despertar” os títulos de jornais e revistas que em tempos se publicaram em Coimbra. Obrigado aos fundadores, redactores, tipógrafos, ardinas que trouxeram até nós O Distrito de Coimbra, o Centro Portugal, O Observador, A Voz Desportiva, O Pregoeiro, O Comércio de Coimbra, Zumbidos, Yo-Yo, Crepúsculo, Cidade de Coimbra, Espaço Repórter, Voz de Coimbra, Revista Estrangeira, O Conimbricense, Photographias,
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ANOS
Tracção eléctrica
Pedem-nos para alvitrar a conveniência de se mudar o princípio da zona que se encontra ao cimo da linha ascendente da Avenida Sá da Bandeira para onde está a agulha, ao voltar para a Travessa da mesma Avenida, mudando, também, para ali, para o primeiro poste do cabo eléctrico que se lhe segue, á esquerda de quem sobe, o sinal luminoso há tempo colocado acima. Achamos juste o alvitre.
11 de Maio de 1935
Número de Registo 100117
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VOZ DE COIMBRA
Universidade cria Fundação
Tudo por um grande museu
O Senado da Universidade de Coimbra aprovou a criação da Fundação Museu da Ciência, que irá gerir o futuro Museu da Ciência, cuja conclusão da primeira fase está prevista para o final do ano.
“Estamos a trabalhar para criar um grande museu nacional, cujo espólio é considerado um dos mais importantes e valiosos do mundo”, disse o reitor da Universidade em declarações à agência Lusa. Segundo Seabra Santos, o Museu da Ciência pretende valorizar o património museológico da Universidade, que possui riquíssimas peças, sobretudo nas áreas da física, astronomia e antropologia. A primeira fase deste projecto deverá estar concluída até ao final de 2006 com a abertura do “Laboratório Chímico”, actualmente em obras de reconversão. De acordo com o reitor, o tema da primeira exposição permanente será “Luz e Matéria”. As obras desta primeira fase, orçadas em 3,5 milhões de euros, estão a ser suportadas em partes iguais pela Universidade de Coimbra e o Ministério da Cultura. Seabra Santos acrescentou ainda que a segunda fase do projecto será iniciada no próximo ano, adiantando que a Universidade está a tentar obter financiamento junto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A reunião do senado serviu também para aprovar o regulamento que permite às pessoas com mais de 23 anos, que não cumpram os requisitos do ensino normal, a possibilidade de ingressar no ensino superior. “É uma nova forma da Universidade atrair novos públicos, recuperar o interesse dos adultos e valorizar uma prática profissional”, sublinhou o reitor. O novo regulamento, que dá cumprimento a um decreto-lei publicado em Março, vem substituir os antigos exames had-hoc, possibilitando aos maiores de 23 anos a entrada na Universidade através da prestação de provas e avaliação do currículo e percurso profissional.
Tomada de posse de Torres Farinha
IPC quer acreditação internacional
O Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) quer conseguir a acreditação nacional e internacional dos seus cursos.
Este foi, pelo menos, o desejo manifestado por José Torres Farinha, que tomou posse como presidente daquele estabelecimento de ensino. A concretizarse a intenção o Instituto “deverá ser a primeira instituição totalmente certificada” em Portugal. Mesmo sem apoios governamentais, o IPC decidiu avançar com o pedido de avaliação internacional pela Associação Europeia das Universidades. Torres Farinha anunciou ainda a intenção de constituir, na segunda metade deste ano, dois centros de investigação acreditados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. A ideia é que o IPC se constitua como um “pólo de excelência de investigação e desenvolvimento”, nomeadamente nas áreas das ciências da alimentação e do ambiente. Consciente das limitações impostas pelo orçamento, o presidente traçou dez vectores estratégicos para o Instituto, que passam por “conseguir a acreditação nacional e internacional dos cursos”, fomentar cursos de “pósgraduação, em parceria com organizações nacionais e internacionais” e tornar “obrigatórios os estágios”. A internacionalização é a grande aposta de um estabelecimento de ensino que, “com um orçamento baixo”, ministra “formação de qualidade a custos mais baixos do que o universitário”. Mas, explica ainda o professor universitário, é preciso “homologar definitivamente o quadro de pessoal não docente” e “alargar o quadro de pessoal docente”, até porque “todos os anos perdemos quadros superiores altamente qualificados, em particular para a universidade, aliciados por condições de estabilidade e de carreira mais interessantes”. Recorde-se que Torres Farinha tomou posse um ano depois de ter sido reconduzido no cargo e após um conturbado processo eleitoral, marcado pela contestação dos seus adversários.
ACIC assina protocolo com ISHST
Por melhores condições de trabalho
A Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC) está apostada em melhorar as condições de trabalho dos seus associados.
Contribuir para uma diminuição de acidentes e de comportamentos negativos no trabalho é, precisamente, o propósito de um protocolo de colaboração assinado entre a Associação e o Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (ISHST). Razões de “pura racionalidade económica” e sociais explicam a assinatura do acordo, mediante o qual a ACIC se propõe a “colocar à disposição do ISHST toda a sua rede distrital” para desenvolver acções no sentido de sensibilizar trabalhadores e empregadores para a relevância, a nível de produtividade, das condições de trabalho. “Esse é o papel fundamental que consideramos ter, como associação patronal. Divulgar, disseminar e sensibilizar os nossos associados para a necessidade de alterar mentalidades e comportamentos”, explica Paulo Canha. Para o presidente da ACIC este protocolo é um investimento no futuro, até porque “existem melhorias consideráveis a introduzir” para estabelecer boas práticas. Uma opinião partilhada por Jorge Gaspar, presidente do ISHST, que considera que a “produtividade do trabalhador aumenta à medida que há investimento nas condições de segurança, higiene e saúde do trabalho”, o que é “altamente rentável do ponto de vista da competitividade da empresa e logo na competitividade do tecido empresarial e da própria economia nacional”.
PRAÇA PÚBLICA
É habitual apreciador do cortejo da Queima das Fitas?
“Raramente. Este ano calhou ir, mas não faço disso um hábito.”
José Matos 69 anos, Mecânico
“Não. Este ano até estava pela baixa, mas não ligo nenhuma a isso.”
Mário Fonseca 67 anos, Reformado
“Sim, mas nesta edição não pude ir por causa do trabalho.”
Graça Congo 32 anos, Aux. de acção médica
“Não. Não tenho tempo para essas coisas.”
Paula Cortez 37 anos, Doméstica
“Sou, mas nem sempre se pode ir. Este ano, por exemplo, estive a trabalhar.”
Hugo Machado 22 anos, Empregado de mesa
Slide 5: ESPAÇO REPÓRTER
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Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental
Os meninos da Sala 13
É, talvez, a única forma de dizer: “tu também pertences aqui”. Os Centros de Recursos Educacionais e as Unidades Especializadas de Apoio à Multideficiência nasceram há três anos. Estes dois “serviços” da APPACDM permitem que os meninos e as meninas com necessidades especiais possam frequentar a escola como qualquer outra criança. Já não são “os meninos da APPACDM”. Fazem todos parte do mesmo espaço.
agravadas com estados de saúde muito débeis e complexos. A Escola Básica dos 2º e 3º ciclos de S. Silvestre ofereceu condições excepcionais para a implementação de uma Unidade Especializada de Apoio à Multideficiência. A APPACDM reconhece que a facilidade de integração e disponibilidade encontradas naquele estabelecimento de ensino são “invulgares” e “fora do habitual”. Todos eles pertencem a uma turma regular. A ideia é que eles “ocupem e usem o espaço da escola como qualquer outra criança”. Sorridente, a presidente do Conselho Executivo conta que nunca houve problemas de aceitação com alunos, professores, funcionários ou pais. “A partir do momento em que aceitamos, aceitamos a valer. Não há aceitação de meio termo”, sublinha Teresa Morais, sem conseguir esconder a ternura que nutre por aquelas crianças “especiais”. Ali todos gostam e respeitam muito os “meninos e meninas da sala 13”. O Carlitos, de 14 anos, espelha esse carinho. É o mais extrovertido e energético dos meninos. Os que o rodeiam ressaltam a sua “incrível força de vontade”. Adora interagir com outras pessoas e, talvez por isso, não tenha sido particularmente complicado integrá-lo nas aulas de Educação Visual e Educação Física. Centros de Recursos Educacionais Tal como o Carlitos, muitas outras crianças estão a ser acompanhadas pela APPACDM desde que nasceram. Têm entre 6 e 16 anos e há muito que se tenta integrálos nos estabelecimentos de ensino. Inicialmente, “víamos quais eram as necessidades que as escolas tinham, tentávamos colmatá-las e, em contrapartida, elas abriam as portas às crianças com deficiência”, recorda Ana Isabel Cruz, membro da direcção da Associação. Hoje, essa é, apesar de tudo, uma tarefa mais fácil. Houve uma mudança de postura e de mentalidades. Existe a consciência de que os cidadãos deficientes podem e devem usufruir de serviços especiais, cabendo aos pais reivindicar o seu lugar na sociedade. O mais importante é que, acrescenta Antonieta Figueira, estes já não são apenas os “meninos e meninas da APPACDM”. Neste momento, a Associação apoia, pelo menos, 279 crianças, que estão inseridas em Centros de Recursos Educacionais de mais de meia centena de escolas de Montemor-o-Velho, Cantanhede, Coimbra e Arganil. Mas apenas nestes dois últimos concelhos é prestado apoio à multideficiência. Estes Centros existem desde 1993 e são, na sua essência, um recurso da inclusão, na escola e na sociedade, de crianças e jovens com necessidades educativas especiais. Constituem-se como estruturas de apoio terapêutico, de complemento educativo, e de apoio psico-social para alunos e famílias. São, além disso, um recurso e parceiro da própria escola no âmbito da avaliação psicopedagógica, da selecção e organização de estratégias e recursos educativos. Os estabelecimentos de ensino “já se capacitaram de que estes alunos lhes pertencem”, reconhece Ana Isabel Cruz, admitindo, no entanto, que existem algumas dificuldades.
Paula Cardoso Almeida
“É para a Sala 13?”. A funcionária da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de S. Silvestre já conhece estas pessoas e sabe que aquela é uma sala especial. Ali, na Unidade Especializada de Apoio à Multideficiência, estão seis crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 9 e os 17 anos. O Luís Paulo, a Beatriz, a Inês, o Alexandre, o Luís Filipe e o Carlitos são os meninos da Sala 13. Têm necessidades educativas especiais de carácter prolongado e, por isso, estão entregues aos cuidados da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM). Há três anos que duas professoras e quatro auxiliares tentam encher de vida esta sala. É uma resposta da própria escola aos alunos com graves limitações a nível de desenvolvimento e aprendizagem. Trata-se de, no fundo, “permitir que as crianças com problemas possam frequentar uma escola regular e que recebam o tratamento adequado às suas necessidades particulares”, que, na maior parte dos casos, são
O simpático “Carlitos” e Ana Isabel Cruz, da direcção da APPACDM
Há 25 anos que Antonieta Figueira, psicóloga no Centro de Recursos Educacionais de Coimbra, faz parte da grande família da APPACDM. Conta que quando terminou o curso nunca tinha visto um deficiente. “Tive de ir à procura de um”. Sorri. Reconhece que muita coisa mudou desde então. “Houve uma alteração ao nível do tratamento dado ao cidadão deficiente mental, mas a escola, por exemplo, tem ainda um longo caminho a percorrer.” Transição para a vida adulta O trabalho da APPACDM estende-se muito para além da deficiência, levando o apoio a crianças com problemas motores, de fala ou emocionais. Há três anos que estão a desenvolver um projecto de expressão dramática, que envolve 40 crianças com dificuldades a nível cognitivo e problemas comportamentais. “Verificámos que havia algumas crianças com competências sociais muito baixas e criamos um projecto de treino de competências para promover o posicionamento social destes alunos”. Contribuir para a socialização, a adopção de regras e o reforço das relações
A professora Estrela Brás e a psicóloga Antonieta Figueira a apoiar um aluno com multideficiência
pessoais são os principais objectivos. A professora Estrela Brás está com o projecto de expressão dramática – que abrange, duas vezes por semana, quatro escolas do concelho de Coimbra (Pedrulha, Martim de Freitas, Alice Gouveia e Eugénio de Castro) – desde o início. Mas o seu percurso na APPACDM começou muito antes: há 26 anos. “Tenho 54 anos. Quando entrei não sabia ao que vinha. Fui-me habituando. Agora só concebo sair daqui para ir para a reforma.” No final deste ano põe um ponto final na sua missão. “Termino realizada.” Além deste projecto de expressão dramática, a Associação desenvolve também projectos de transição para a vida adulta. Actualmente, perto de seis dezenas de jovens estão a ser acompanhados. Trata-se de um trabalho que se inicia por volta dos 13 anos com actividades de despiste vocacional, que decorrem em simultâneo com as aulas. “É, no fundo, abrir-lhes perspectivas para o futuro”, sublinha Antonieta, acrescentando que “mais do que ensinar competências profissionais, pretendese facultar competências pessoais”.
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O DISTRITO DE COIMBRA
Aniversário do Centro Geriátrico
Fundação inaugura clínica de fisioterapia
O Centro Geriátrico Luís Viegas de Nascimento assinalou o seu primeiro aniversário com a inauguração de uma clínica de fisioterapia. Este novo serviço vem valorizar aquele espaço da Fundação Bissaya Barreto e melhorar a qualidade de vida dos 34 idosos – oito dos quais homens – que ali vivem.
Localizado na Figueira da Foz (na Gala, junto às antigas instalações da Colónia Balnear Bissaya Barreto), o Centro Geriátrico tem capacidade para mais de oito dezenas de pessoas, mas apenas 34 lugares estão preenchidos, situando-se a média de idades dos seus utentes entre os 70 e os 90 anos de idade. podendo a sua utilização ser alargada a todos aqueles que tenham prescrição médica para sessões de fisioterapia. “Inovar não é fácil”, desabafou Nuno Viegas de Nascimento, presidente da Fundação Bissaya Barreto, sublinhando que a intenção continua a ser “renovar a esperança de melhor servir quem ganhou direito à longevidade”. Na cerimónia foi ainda assinado um acordo de cooperação entre a Fundação e o Conselho Distrital da Ordem dos Advogados, no âmbito do qual a primeira disponibilizará uma dezena de lugares do Centro Geriátrico para advogados, cônjuges e ascendentes directos. À Ordem caberá indicar advogados da área do Distrito Judicial de Coimbra para a realização da “Academia da Cidadania”, um programa científico/cultural para os resi-
Neste momento, encontram-se 44 idosos em lista de espera. Apesar das instalações terem uma excelente qualidade, mas os seus utentes pertencem a diversos estratos sociais, sendo que os mais carenciados são abrangidos por um protocolo
assinado com a Segurança Social, que assegura meia centena de lugares. Seguindo os passos da modernidade deixados pelo Centro Geriátrico, a clínica de fisioterapia, agora inaugurada, dispõe do mais moderno equipamento,
dentes e famílias do Centro. Os convidados institucionais – entre os quais Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, e Fernando Regateiro – não foram poupados nos elogios. Para o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro a clínica de fisioterapia é um “projecto bem necessário a esta zona, que honra o patrono como génio e como modelo”.
Câmara de Góis promove
Miranda do Corvo
Livro sob o signo de Bocage
“Sob o Signo de Bocage” o município de Góis realiza, até Domingo, a décima edição da Feira do Livro.
A iniciativa é uma oportunidade para se comprar livros a preços mais económicos, proporcionando, simultaneamente, uma visita por uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos do concelho. Incentivar o gosto pela leitura e levar os livros à população são os grandes objectivos, mas também aproximar os habitantes da cultura, “já que nestas vilas mais afastadas dos grandes centros urbanos a oferta é muito menor”, sublinha Helena Moniz, vereadora da Cultura da Câmara de Góis. E porque se comemora o segundo centenário da morte de Bocage, o irreverente poeta foi o escolhido para apadrinhar a iniciativa, que todos esperam que seja um êxito e um incentivo para organizar outros eventos. A edil acredita mesmo que haverá uma “elevada adesão”, quanto mais não seja para “folhear e ficar a conhecer” algumas obras. Ainda assim, oito editoras vão tentar aliciar os visitantes a levar um livro para casa. Os escritores da região não foram esquecidos e têm no certame um lugar de destaque. Aliás, o presidente da Câmara fez questão de que houvesse um “espaço reservado para todos os escritores do concelho de Góis”, até porque, explica ainda Girão Vitorino, “são obras que vale a pena ler” e que “falam sobre o município”. Para o autarca a atenção dada aos escritores da terra é também uma forma de os estimular a escrever. O governador civil Henrique Fernandes; António Pedro Pita, Delegado Regional da Cultura;
Protesto contra encerramento do SAP
A Comissão Municipal de Saúde de Miranda do Corvo (CMSMC) exige a reabertura imediata do internamento do Centro de Saúde local ao recusar o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP).
Em comunicado, a comissão refere que o Centro de Saúde tem uma capacidade de internamento para 12 utentes e que este serviço à população foi suspenso devido a obras que “estão praticamente concluídas”. A comissão defende ainda que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro aumente o número de camas para apoios continuados no concelho, uma “mais-valia extremamente importante para a população e para o bom funcionamento dos hospitais”. Ao apoiar a manutenção do SAP, a Comissão Municipal de Saúde defende que a ARS deverá criar em Miranda do Corvo uma unidade básica de urgência, tendo em conta as características do Centro de Saúde e a localização da vila, a qual “poderá dar apoio aos concelhos de Miranda e Lousã e a parte do concelho de Penela”. O Centro de Saúde deve “proceder ao reforço qualitativo do funcionamento das extensões e alterar as regras de funcionamento, facilitando a vida aos utentes”, preconiza, propondo ainda que seja aumentado o número de consultas ao domicílio. Criada este ano e liderada pela presidente da Câmara, Fátima Ramos (PSD), a CMSMC integra ainda o presidente socialdemocrata da Assembleia Municipal (AM) de Miranda, José Manuel Simões, um deputado de cada partido com assento neste órgão autárquico (PSD, PS e CDS-PP). Um representante de cada uma das duas forças políticas que concorreram às eleições autárquicas, mas não elegeram deputados (BE e CDU), dois vereadores dos partidos que compõem o executivo (PSD e PS), membros das instituições particulares de solidariedade social do concelho e dos Bombeiros Voluntários completam a comissão.
José António de Carvalho, presidente da Assembleia Municipal da Câmara de Góis; José de Albuquerque, do Conselho Executivo das escolas do concelho; e a vereadora da Cultura do município, foram algumas das personalidades que, no dia 10, estiveram presentes na sessão de abertura da Feira do Livro. A decorrer no auditório da Biblioteca Municipal “António Francisco Barata”, o certame inclui um diversificado conjunto de actividades culturais, abrindo às 10 e encerrando às 18 horas. Hoje, por volta das 14h30, assiste-se à final das Olimpíadas da Língua Portuguesa, enquanto que o dia de amanhã é dedicado ao teatro, destacando-se a peça “Espectáculo de Luz Negra”, levada a palco, às 21h30, pelo Grupo de Teatro de Sobral do Ceira. O Grupo de Música e Cantares de Vila Nova do Ceira encerra, no Domingo, a Feira do Livro.
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GERAL
LUZE – SOCIEDADE PORTUGUESA DE LEILÕES, LDA
Quinta do Moleirinho, armazém n.º 1 Ladeira da Paula – 3040 Antanhol – Coimbra Telefone n.º 239810643 Telemóvel n.º 968022319
LUZE – SOCIEDADE PORTUGUESA DE LEILÕES, LDA
Quinta do Moleirinho, armazém n.º 1 Ladeira da Paula – 3040 Antanhol – Coimbra Telefone n.º 239810643 Telemóvel n.º 968022319 Inédito em Portugal. A Luze Portuguesa, informa o público em geral que no dia 11 de Junho de 2006 (domingo) vai inaugurar um novo serviço, inédito em Portugal, em novas instalações para o efeito de vendas, exclusivamente entre particulares, nas suas instalações sitas em Santana – Santiago de Litém a 9 km de Pombal. Este serviço é apenas e só um local privado para vendas de todos os objectos que pretenda vender, negociados apenas por compradores também particulares, não é permitido a comerciantes comprar ou vender nesse local qualquer objecto (EXCLUSIVO DE PARTICULAR PARA PARTICULAR). PROCEDIMENTO: Todo o cidadão que pretenda vender um objecto móvel sujeito ou não a registo de sua propriedade deverá inscrever-se e reservar o seu lugar para a realização da sua venda até sexta feira anterior ao domingo em que se efectuarão as vendas, neste caso são contínuas todos os domingos de cada mês. Poderão ser vendidos todo o tipo de objectos desde diamantes, ouro, pratas, antiguidades, arte-sacra, porcelanas, móveis, camiões, veículos ligeiros, motas e tudo desde que provem a sua origem lícita. Todos os objectos farão parte de participação às autoridades competentes. Todos os cidadãos particulares interessados poderão assim comprar um objecto por negociação particular directamente com o vendedor também ele particular, sem intermediários. Neste local e todos os domingos de negócio existem garantias de segurança privada, e todos os intervenientes serão identificados e portadores de um crachá da empresa. As forças de segurança da GNR serão todos os dias do evento (domingos), requeridas para completarem o serviço de segurança. Toda a identificação quer de vendedores quer de visitantes será estritamente alvo de um sigilo total. O vendedor pode delegar em qualquer mandatário para a realização da venda dos seus artigos através de poderes expressamente escritos e assinados. Para qualquer esclarecimento e condições relativas às vendas é favor de contactar a Sociedade Luze na sua sede em Antanhol, ou pelos telefones n.ºs 239810643 e telemóvel n.º 968022319 e 967956029.
Transparência – Honestidade – Isenção e Imparcialidade
AVALIAÇÕES Efectuamos qualquer tipo de avaliações, nomeadamente, partilhas de heranças, de coisas móveis e imóveis. LEILÕES: Realizam-se leilões de todo o tipo de bens móveis, todos os sábados às 10h30, na morada acima indicada, não ignore estes leilões, pois nem que seja para uma breve visita vale a pena vir até à nossa leiloeira. Temos artigos de extrema qualidade, como por exemplo, magníficos móveis (de todos os estilos), Arte-Sacra, porcelanas de várias marcas novas e antigas, velharias e muitos outros tipos de artigos. DEPÓSITOS: Aceitamos todo o tipo de bens móveis para venda em leilão nas nossas instalações. GESTORES DE NEGÓCIOS: Todo o tipo de gestão de qualquer negócio relacionado com os seus interesses a nível nacional e na União Europeia. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS: Em toda a União Europeia
NÃO COMPRE, NÃO VENDA, NÃO MANDE AVALIAR, NÃO ENTREGUE QUALQUER SERVIÇO SEM NOS CONSULTAR PRIMEIRO. PRETENDEMOS REALIZAR ATRAVÉS DO NOSSO TIMBRE TODOS OS SEUS NEGÓCIOS. OS NOSSOS SERVIÇOS DESTINAM-SE A TODOS, TANTO A NÍVEL PRIVADO COMO PÚBLICO. CONTACTE-NOS POIS FAREMOS TUDO O QUE ESTIVER AO NOSSO ALCANCE PARA LHE PROPORCIONAR UM RESULTADO JUSTO E EFICAZ.
INAUGURAÇÃO DO PRIMEIRO EVENTO NO DOMINGO DIA 11 DE JUNHO DE 2006. Horários das vendas: 9h30m às 18 horas, sem interrupção.
Nota: Qualquer situação ilícita detectada será de imediato participada às autoridades competentes
TRIBUNAL JUDICIAL DE PENELA
Secção Única
NECROLOGIA
ANTÓNIO TEIXEIRA DA SILVA faleceu com 84 anos. CARLOS ALBERTO TRIGO VAZ MONTEIRO faleceu com 52 anos. Solteiro, era natural de Angola e residia em Coimbra. ELISA RIBEIRO faleceu com 98 anos. Viúva, era natural de Condeixa e residia em Arzila. FRANCISCO RAMOS DE CARVALHO faleceu com 81 anos. Casado com Maria Margarida Ribeiro Martins Ramos de Carvalho, era natural de Coimbra, onde residia. GRACINDA CARDOSA CALEIRAS faleceu com 86 anos. Viúva, era natural de Cernache e residia em Orelhudo. JOSÉ DA CRUZ ARAÚJO COUTINHO faleceu com 69 anos. Divorciado, era natural de Coimbra, onde residia. LUCILINDA FERNANDES LEAL faleceu com 84 anos. Viúva, era natural e residente em Coimbra. LUÍS RIBEIRO DE SÁ PEREIRA TAVARES faleceu com 64 anos. Era natural da Covilhã e residia em Coimbra. LUÍSA DUARTE LOPES MALAGUERRA faleceu com 91 anos. Viúva, era natural de Coimbra, onde residia. MANUEL DA CONCEIÇÃO BARROS faleceu com 61 anos. Divorciado, era natural de Miragaia, Porto, e residia em Coimbra. MARIA DA ENCARNAÇÃO MAMEDE faleceu com 72 anos. Viúva, era natural de S. João de Areias, Santa Comba Dão, e residia em Coimbra. MARIA FIGUEIREDO LOPES faleceu com 64 anos. Solteira, era natural de Famalicão, Nazaré, e residia em Condeixa. MARIA GABRIELA PEREIRA ANTUNES faleceu com 80 anos. Casada com Mário dos Santos Leitão, era natural de Leiria e residia em Coimbra. MARIA INÁCIA SIMÕES faleceu com 77 anos. Viúva, era natural de Antanhol, onde residia. MARIA JOSÉ DE JESUS PEREIRA faleceu com 84 anos. Viúva, era natural de Ceira, onde residia. MARIA DE LOURDES CLARO faleceu com 89 anos. Viúva, era natural da Sé Nova e residia na Portela do Mondego. MARIA LUÍSA CABRAL DE MONCADA faleceu com 87 anos. Solteira, era natural de Coimbra e residia na Rua da Boavista. PAULO JOAQUIM DUARTE DA COSTA faleceu com 44 anos. Casado com Teresa Maria Ribeira Santos, era natural e residente em Coimbra.
ANÚNCIO
1.ª PUBLICAÇÃO
Processo: 48/06.1TBPNL Carta Precatória (Distribuida) N/Referência: 91166 Data: 04-05-2006 Exequente: Transportes A. Monteiro da SILVA, Lda Executado: Transportes Renegado, Ld.ª e outros… Processo de origem: Execução Ordinária n.º 2001/ 03.8TJCBR 1.º Juízo Cível de Coimbra Nos autos acima identificados foi designado o dia 06-06-2006, pelas 13h30m, neste Tribunal, para a abertura de propostas em carta fechada que sejam entregues até esse momento, na Secretaria deste Tribunal, pelos interessados na compra do seguinte bem: Veículo automóvel de marca Volvo F12, de matrícula QR-65-87, avaliado em euros 3000,00, penhorado à Executada: Transportes Renegado, Ld.ª, NIF – 503.757.152, domicílio: Quinta do Ramalhão, 3230 Penela. É fiel depositário Fernando Mendes Alves, residente em Póvoa de Chão de Ourique, 3230 Penela, obrigado a mostrar a quem pretenda examiná-lo. Não existem créditos reclamados. Valor base: euros 3000,00; Valor a anunciar para venda: 70 % = euros 2100,00. Os proponentes deverão comparecer na data da abertura das propostas, fazendo-se acompanhar dos respectivos documentos de identificação (bilhete de identidade e cartão de contribuinte). O Juiz de Direito, Dr. Duarte Cavaco Nunes O Oficial de Justiça, Cristina Sobral “O Despertar” N.º 8388, de 06/05/12
AMBULÂNCIAS
SERVIÇO PERMANENTE
AGÊNCIA FUNERÁRIA
ADELINO MARTINS, LDA.
O ORGULHO DE BEM SERVIR DESDE 1940
André Dinis, Lda.
R. 6 de Outubro, 75-Dt.º Tel. 239 701 013 Telm. 96605720 COIMBRA
FUNERAIS FLORES TRASLADAÇÕES SERVIÇO PERMANENTE
Telefs. 239 824 825 - 239 820 406
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CASA DAS CITAÇÕES
“Em Portugal, trabalho e sacrifícios são, quase sempre, para os outros.”
João Morgado Fernandes Director adjunto do DN 8/05/06
Fraude na AFINSA e Fórum Filatélico
Detidos são hoje ouvidos
Os nove detidos em consequência da operação anti-fraude desencadeada contra as empresas AFINSA e Fórum Filatélico, em Madrid, só deverão ser hoje apresentados ao juiz.
Os detidos estão, desde quarta-feira, nas celas da Polícia Nacional em Canillas (Madrid), devendo depois ser apresentados a juízes da Audiência Nacional. Entre os detidos estão o empresário luso-espanhol, Albertino de Figueiredo, fundador e Presidente honorário do grupo AFINSA, o seu filho, Carlos de Figueiredo Escriba, quadro dirigente da empresa, e ainda os espanhóis Juan António Cano, presidente da empresa, e Vicente Martín Peña, outro responsável. A polícia deteve ainda F. Guijarro, que segundo fonte judicial é sócio de uma empresa afiliada à Afinsa, na casa de quem agentes policiais encontraram mais de 10 milhões de euros em dinheiro. Um porta-voz da AFINSA garantiu que Guijarro “não é nenhum quadro dirigente ou empregado” da empresa, negando igualmente que esteja ligado, através de outra empresa, ao grupo fundado há 26 anos por Albertino de Figueiredo. Ainda por ser ouvidos estão também os quatro detidos nas rusgas ao Fórum Filatélico, entre os quais o presidente Francisco Briones. Espera-se que antes da primeira audiência aos detidos os dois juízes responsáveis pelo caso, Santiago Pedraz e Fernando Grande-Marlaska, levantem o segredo de justiça que ainda pende sobre o sumário da acusação. Até ao momento desconhecem-se as acusações específicas que pendem sobre cada um dos detidos na operação que, segundo a polícia, se prende com rede de burla “piramidal” das duas empresas avaliada em mais de quatro mil milhões de euros e que terá afectado até 350 mil pessoas. A polícia afirmou no entanto que as duas empresas são acusadas de terem desenvolvido um “negócio fraudulento de captação massiva de poupanças em numerosas localidades espanholas”, oferecendo uma rentabilidade alta e utilizando como garantia “lotes de selos de valores consolidado e outros bens móveis”. Pendem ainda sobre as empresas presumíveis delitos contra a fazenda pública, branqueamento de capitais, insolvência punível, administração desleal e falsificação documental. A alegada rede de burla, de cariz “piramidal”, centrava-se na utilização de investimentos mais recentes para pagar juros a investidores mais antigos, sem chegar nunca a efectivar as operações oferecidas aos novos clientes. O sistema centrava-se na captação de pequenos investidores que, com quantias a partir de 300 euros, investiam em selos mediante a promessa de um juro de seis por cento por ano e de que os seus produtos se revalorizariam.
“As autarquias saídas do 25 de Abril para aproximar o poder dos cidadãos, transformaram-se nas organizações mais corruptas do país.”
Domingos de Andrade Chefe de redacção do JN 8/05/06
“O congresso do CDS-PP acabou por expor ainda mais as divergências internas quanto ao modelo de oposição a seguir e não serviu, como pretendia o líder reeleito, para clarificar de uma vez por todas a confusão interna.”
Amílcar Correia Jornalista 8/05/06
“A importância de uma bandeira só com mulheres há-de o banco explicar qual é, quando der a conhecer as suas estratégias financeiras para o sector feminino. Até lá, ganham Scolari e a selecção.”
José Leite Pereira Director do JN 9/05/06
“Se brasileiros – que são gente nossa, mesmo com diferenças, falam a nossa língua e desejam trabalhar – quiserem “repovoar” o nosso interior e se essas experiências foram efectivas, porque não?”
José Manuel Barroso Jornalista 9/05/06
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Esta poderá ser, possivelmente, uma das últimas crianças a nascer na sala de partos da maternidade de Elvas, que, por ordem do Governo, poderá encerrar até ao final desta semana
O Ministro da Administração Interna, António Costa, usa da palavra durante a interpelação ao Governo, requerida pelo grupo parlamentar do PSD, sobre “A situação política geral após um ano de governo”
Um grupo com centenas de peregrinos que percorre as estradas do país a caminho de Fátima, onde vão participar nas cerimonias religiosas de 13 de Maio
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PRAÇA PÚBLICA
A adesão de Portugal à Europa, há 20 anos atrás, foi ou não um “casamento feliz”?
“Penso que sim, que tivemos algumas vantagens, caso contrário estávamos agora muito pior do que realmente estamos.”
António Ferraz 49 anos, Mecânico
“Naquela altura foi, mas, depois, creio que se tornou numa catástrofe porque a situação dos portugueses foi piorando.”
Carlos Ramos 69 anos, Reformado
“Depende da perspectiva. Há pontos bons e maus. Por um lado, perdemos a nossa identidade, mas, por outro, ganhamos em infra-estruturas.”
Miguel Silva 22 anos, Estudante
“Não sei, mas penso que não trouxe grandes vantagens.”
“Eu penso que sim. Entrámos na era da globalização, mas julgo que as nossas fronteiras foram abertas ao extremo.”
Dora Santos 21 anos, Estudante
Virgínia Simões 50 anos, Funcionária pública
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PHOTOGRAPHIAS
Fotos Dinis Manuel Alves
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CASA DAS CITAÇÕES
“Depois dos “não” de 2005, o caminho é estreito mais ainda existe: esquecer a proposta de “Constituição europeia”, parar para pensar no que afasta os europeus das instituições europeias, encontrar outras respostas para as preocupações centrais do desemprego e do crescimento económico.”
Honório Novo Deputado do PCP 8/05/06
Tensão em Timor-Leste
Denúncias de abusos dos direitos humanos
As denúncias sobre abusos dos direitos humanos pelas forças de segurança de Timor-Leste levaram o ministro dos Negócios Estrangeiros a escrever ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, convidando a uma investigação independente sobre as alegações.
De acordo com um comunicado enviado à Lusa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense, as denúncias foram feitas recentemente pelo Departamento de Estado norteamericano e pela organização não-governamental Human Rights Watch (HRW). Na carta, assinada por José Ramos Horta e dirigida à Alta Comissária Louise Arbour, preconiza-se que, face aos relatórios elaborados pelo Departamento de Estado e pela HRW, para além dos acontecimentos ocorridos em Díli nos passados dias 28 e 29 de Abril, “que conduziram à alegação de uso excessivo de força pelas forças de segurança timorenses”, seja enviada uma equipa internacional de peritos. “Timor-Leste está e continua fortemente empenhado no respeito pelos direitos humanos e leva muito a sério todas as alegações de violações perpetradas pelo Estado”, destacou Ramos Horta. Na carta, o chefe da diplomacia timorense estende o convite a especialistas da ONU sobre diversos aspectos relacionados com os direitos humanos. O convite é nominalmente dirigido ao Relator Especial Sobre Tortura e Outros Tratamentos Cruéis, Desumanos e Degradantes, Manfred Nowak, ao Relator Especial Sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias e Arbitrárias, Phillip Alston, e ao Relator Especial sobre o Direito de Expressão e Opinião, Ambeyi Ligabo, bem como ao Grupo de Trabalho Sobre Detenções Arbitrárias e o representante do secretário-geral da ONU Sobre Pessoas Deslocadas Internas, Walter Kalin. O relatório elaborado pelo HRW, distribuído no passado dia 20 de Abril, sustenta que o governo timorense necessita urgentemente de combater as práticas de torturas e de maustratos perpetrados pela Polícia Nacional de Timor-Leste contra detidos, sob pena de esses comportamentos se generalizarem. A denúncia de tais práticas vem referida num relatório de 50 páginas daquela organização nãogovernamental intitulado “Começos Tortuosos: Violência Policial e o Início da Impunidade em Timor- Leste”. Recorde-se que os acontecimentos registados em Díli nos passados dias 28 e 29 de Abril foram marcados por confrontos violentos, relacionados com uma manifestação realizada por exmilitares. Oficialmente, morreram cinco pessoas e 80 ficaram feridas nesses confrontos.
“Europa é mais do que um mercado, é um projecto de vida em comum, e só pode manter-se e aprofundar-se com coesão económica e social e com vontade política.”
José Manuel Durão Barroso Presidente da Comissão Europeia 8/05/06
“A crise europeia é a do divórcio entre as elites e cidadãos que ou sentem a utilidade das polícias ou acabam por ser vítimas da demagogia dos que exploram a ignorância.”
José Manuel Fernandes Director do Público 9/05/06
“O tratado encalhado é a expressão da crise política, mas ele não é a causa do mal-estar europeu. O problema europeu deriva das profundas clivagens nacionais geradas em torno da Reforma social.”
António José Teixeira Director do DN 9/05/06
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Em pleno ano de centenário, os espanhóis do Sevilha conquistaram a sua primeira Taça UEFA de futebol, ao derrotarem na final, disputada em Eindhoven, Holanda, os ingleses do Middlesbrough por 4-0
Membros do Parlamento iraquiano num intervalo. O primeiroministro Nouri al Maliki tem até dia 22 para apresentar governo. Entretanto, começam a surgir sinais da redução da presença dos EUA e do Reino Unido
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PRAÇA PÚBLICA
Compreende as razões dos conflitos em Timor-Leste?
“Não tenho acompanhado muito essa situação.”
Nuno Alves 26 anos, Empregado de mesa
“As razões compreendo. O que eu não compreendo é que não haja capacidade para solucionar os problemas antes de eles assumirem esta dimensão.”
Jorge Castilho 56 anos, Jornalista
“Sim. Parece que cada um quer impor aquela que julga ser a melhor maneira de governar.”
Joana Pereira 28 anos, Bancária
“Sinceramente não estou muito a par do assunto, mas sei que o medo voltou e as pessoas estão a fugir para as montanhas.”
Antero Viegas 62 anos, Reformado
“Creio que o que se está a passar é uma guerra de interesses entre quem está no poder e o povo.”
Rosa Costa 43 anos, Técnica administrativa
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ENTREVISTA
Gestão dos hospitais
Ciclos políticos são o problema da saúde
Defende uma profunda reorganização dos serviços de saúde, a começar pelos órgãos de gestão das unidades hospitalares. José Manuel Silva, presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos, não poupa críticas às nomeações políticas. Acredita que esta é a grande doença da saúde portuguesa, que, apesar de tudo, continua a ser um dos melhores sistemas do país. Mas falta ainda percorrer um longo caminho. Falta encetar uma profunda reforma.
Passa por um maior investimento em melhores estruturas. A generalidade dos edifícios hospitalares são antigos e isso cria constrangimentos e muitas dificuldades. Por exemplo, há sistemas de ventilação que não estão adequados à prevenção de infecções hospitalares e há pessoas que trabalham na área sem terem recebido formação devida para responder a situações de risco. O sistema de saúde deveria beneficiar de um maior investimento? O problema é que não há recursos para tanto. Pelo contrário, vai ser necessário lidar com a dificuldade de gerir os recursos escassos que existem. É evidente que não há hipótese, num país que não é rico, de corresponder aos anseios de toda a população. Vai ser necessário gerir recursos e essa gestão condiciona a quantidade e qualidade dos cuidados que são prestados à população. Temos um bom exemplo disso em Coimbra: o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Norton de Matos. Há pouco falava das limitações do sistema de saúde. Podia precisar? As limitações do sistema de saúde têm a ver com as próprias limitações do país. O problema da saúde é, a muitos níveis, a falta de competência na gestão da saúde. Não considera que se tenha conseguido contornar isto com a criação dos hospitais empresa? Melhorou ficticiamente. Passou a trabalhar-se para os números e não para os resultados. Apesar de se dizer que houve um aumento da produtividade com os Hospitais SA a verdade é que as listas de espera nunca pararam de crescer. Os números fabricam-se. Aliás, há uma máxima da estatística que diz que os números podem ser torturados até confessarem. Melhorou-se alguns procedimentos com a empresarialização dos hospitais, mas penso que esta não é, em si, a solução do problema.
Paula Cardoso Almeida
D. - Que retrato se pode fazer do sistema de saúde português? J.M.S. - Não tenho dúvidas de que o sistema de saúde é o melhor serviço público nacional. Não é perfeito. Tem muitas deficiências, mas muitas delas são reflexo das dificuldades de organização e económicas de Portugal. É certo que podia funcionar melhor, mas as medidas essenciais não têm sido tomadas, designadamente porque colidem com muitos interesses estabelecidos. E será que os portugueses estão satisfeitos com o seu sistema de saúde? É evidente que nenhum português está completamente satisfeito com o sistema de saúde. E os profissionais menos satisfeitos estão, quanto mais não seja pelo facto de, diariamente, terem de fazer um grande esforço para que consigam prestar cuidados de saúde de melhor qualidade. Há uma série de condicionalismos que fazem com que o trabalho dos profissionais de saúde exija um esforço e uma atenção suplementar. Quer exemplificar? A questão das infecções hospitalares. A verdade é que os hospitais portugueses não estão preparados para fazer face às infecções hospitalares, desde logo porque a esmagadora maioria não tem condições de isolamento para um doente com uma infecção multiresistente. Em muitas unidades hospitalares não há condições para lavar as mãos e quando os profissionais de saúde o fazem têm de, depois, limpar as mãos à mesma toalha porque não há verba para comprar papel. Estando o país doente, é natural que o sistema de saúde sofra também os efeitos do condicionalismo económico, estrutural e político que Portugal atravessa. Como é que se pode resolver este problema de falta de condições dos hospitais?
Luís Manuel Silva reconhece que os portugueses não estão satisfeitos com a saúde, mas acredita que é o melhor serviço público nacional
“Não se justificava a abertura do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Norton de Matos”
Concorda com o fecho do SAP? Sim. Não se justificava sequer a sua abertura. É preciso não esquecer que Coimbra tem três urgências abertas por dia (isto se considerarmos o Hospital Militar) e que a cidade não tem dimensão para ter estes serviços abertos 24 horas por dia. É um desperdício de recursos humanos e económicos. O SAP era a quarta urgência aberta.
responsáveis porque julgam que é com demagogia que ganham eleições. Aliás, há extensões de centros de saúde que só continuam abertas por razões políticas. Vivemos num país que não é rico e, portanto, é inadmissível que haja uma extensão de saúde para meia dúzia de pessoas. Não se justifica e não é comportável para nenhum país do mundo. Tem de existir uma reorganização dos serviços de saúde em função da realidade actual do país. E acha que a população está preparada para esta reorganização? Não. Esse é que é o nosso grande problema. Estende esta linha de pensamento à questão do fecho das maternidades? A questão do fecho das maternidades é muito complexa. De qualquer forma, eu não me revejo nos tais 1500 partos. Não faz sentido que uma maternidade que faça 1499 partos por anos
feche e que uma que faz 1500 não feche. Há uma série de condicionantes que têm de ser avaliadas, desde logo o número de obstetras por maternidade. Os argumentos não têm sido utilizados da melhor maneira, até porque se os relatórios técnicos fossem cumpridos a esmagadora maioria das maternidades deste país encerrava. Acha que os relatórios técnicos têm sido utilizados de uma forma demagógica? Claro. Todos reconheçamos que não pode haver uma maternidade em cada esquina, mas os critérios técnicos têm de ser temperados com os critérios geográficos. Temos de proteger a interioridade. Choca-me, como português, que feche a maternidade de Elvas. Por outro lado, é evidente que há serviços que devem encerrar. O fecho de maternidades deve ser discutido caso a caso, não se podendo aplicar os critérios técnicos de uma forma cega.
“Há muito tempo que a saúde portuguesa não é gerida. É acompanhada.”
Qual é, então, a solução? A saúde é um sector completamente diferente do resto da economia: se eu produzir um prego e passar a produzir dois estou a aumentar a produtividade, mas se eu tinha um doente e passo a ter dois, aumento a despesa. As regras do mercado não se podem aplicar à saúde, que tem de ser gerida de outra forma. É fundamental manter-se um Serviço Nacional de Saúde (SNS) forte e gerido pelo Estado, isto porque, por um lado, regula o mercado dos privados, e, por outro lado, estimula o sistema público a funcionar melhor. Há muito tempo que a saúde portuguesa não é gerida. É acompa8
Este desbaratar de recursos tem responsáveis? Os políticos são os primeiros
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desempenho. Mas ainda falta percorrer um longo caminho, até porque há muitas unidades hospitalares em que os critérios políticos estão a prejudicar o bom funcionamento das instituições. E qual é o caminho que ainda está por percorrer? Precisamos de pôr no terreno e levar até às últimas consequências uma reforma da competência e da responsabilização, sob pena de Portugal não ter solução. Isso é fundamental. Tudo o resto é acessório.
Como médico e presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos, com que olhos vê estes casos de negligência recentemente noticiados? Há dois conceitos que convém separar: o erro e a negligência. Há coisas que acontecem e que um médico, por melhor que seja, não pode prever. A isso, a Ordem dos Médicos chama erro. A negligência implica uma menor atenção e/ou cuidado do clínico em relação ao doente. Nós penalizamos esta última situação. Aliás, ao contrário do que
muita gente pensa, a Ordem age em conformidade com o sistema judicial. No entanto, é preciso dizer que há formas de penalizar que são incompreensíveis. Por exemplo, penalizar um erro com uma suspensão. A suspensão nunca é solução. É uma daquelas formas de penalizar que é, em si, penalizante, designadamente para o doente. Actualmente, a grande preocupação da Ordem dos Médicos é a formação dos jovens clínicos de modo a que a possibilidade de erro seja reduzida.
O presidente do Conselho Regional do Centro da OM considera que a prevenção primária tem de ser a grande aposta do Governo
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nhada. É impossível gerir um hospital com base em ciclos políticos. Está-se a referir a quê em concreto? À falta de continuidade das políticas de gestão e à nomeação dos responsáveis das instituições de saúde. Não é possível gerir bem um hospital quando o Conselho de Administração é nomeado com base em critérios políticos. Isto é, no fundo, uma forma de corrupção, até porque não são utilizados critérios de competência e de qualidade para premiar os profissionais de saúde. Mesmo quando até são nomeadas pessoas competentes, elas acabam por não sentir a força suficiente para implementar as políticas necessárias a uma boa gestão. O grande problema da saúde em Portugal, como de todo o país, são os ciclos políticos. Refere muito a palavra gestão. Mas estamos a falar de que tipo de gestão? De uma gestão virada para os ganhos na saúde e não para o economicismo. Querer pôr uma instituição de saúde a dar lucro é extremamente falacioso, até porque, por definição, uma unidade hospitalar só dá prejuízo em termos económicos. Ela só é rentável se alguém pagar. Qual é o passo mais importante que falta dar para que a saúde do País melhore? Apostar na prevenção primária. Por exemplo, tratar um enfarte do miocárdio fica caro, prevenir um enfarte do miocárdio fica barato. Mais uma vez a culpa é dos ciclos políticos. Apostar na
prevenção não dá votos, até porque os ganhos na saúde reflectem a 10 ou 20 anos. Temos as maiores taxas de acidentes cardio-vasculares da Europa e, no entanto, continua a não se ter uma política de prevenção efectiva. E isso é absolutamente necessário. Na área da saúde, qual é a medida mais positiva do actual Governo e Ministro? A reforma dos cuidados de saúde familiares. Eu tenho expectativas positivas, mas também algumas dúvidas sobre esta medida que está actualmente a ser implementada. Considero que é uma reforma de grande risco que tem, no entanto, um grande mérito: está a mexer com o sistema, a pôr as pessoas a pensar e a falar sobre os centros de saúde. E isso é, só por si, positivo.
“Independentemente do espectro político do país, é muito importante que exista responsabilidade e boa gestão”
O que falta fazer? Procurar uma maior responsabilização de todos aqueles que gerem as instituições de saúde. Independentemente do espectro político do país, é muito importante que exista responsabilidade e boa gestão. Caso contrário, não há nada que funcione. Neste momento, ganhou-se uma maior consciencialização de que as pessoas – embora nomeadas por critérios políticos – têm de ser responsáveis pelo resultado do seu
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BLOGOS FERAS
Direita problemática
O problema da direita portuguesa de hoje é bem de fundo. A direita sofre de uma falha estruturante de ideias e está nas mãos de figuras de segundo plano. As outras figuras movem-se em redor de Cavaco. E a chegada de Cavaco Silva ao poder de Belém veio reduzir ainda mais o espaço de manobra da direita institucional, completamente vazia de ideias. Ou há ideias novas e bem fundamentadas, ou o povo de direita que votou e ouviu Cavaco não dá guarida aos dirigentes do nível de Marques Mendes. Com a agravante. Há uma “Desnecessidade” desta direita para a governação deste país. Não é um problema de sobranceria. É uma questão bem mais profunda. A direita esvaziou-se, nada acrescenta nas circunstâncias actuais. Para se avançar na solução dos graves problemas do país, o diálogo passa por Cavaco em quem aliás a direita aliás delegou a sua representatividade e um pouco pela esquerda, em certos domínios.
in http://www.puxapalavra.blogspot.com/
Contraste entre touros
Um contraste entre touros. Em 28 de Abril também nasceram Salazar e Saddam Hussein. Neste mesmo dia nasceu Pedro Pauleta e … nasci eu.
Eduardo Graça, in http://absorto.blogspot.com/
Um tiro... na água
Hoje de manhã, na TSF, Maria João Avillez zurzia a ministra da Cultura, assim a dar para o insulto, porque a dita senhora se preparava para demitir Benard da Costa da direcção da Cinemateca Portuguesa. Gostei de ouvir. Fico sempre muito sensibilizado quando alguém dá assim o peito em público por um amigo. Já esta noite, foi anunciado que a ministra vai convidar Benard para continuar na Cinemateca. É claro que, na próxima semana, Maria João Avilez vai pedir desculpa aos ouvintes. Afinal de contas, pode ela dizer, nem sequer está só, nesta moda recente de comentar taxativamente não-acontecimentos.
João Morgado Fernandes, em http://frenchkissin.blogspot.com/
A evolução das espécies
Frases retiradas de um 24 Horas da semana passada: Filipe Soares Franco
- “Os meus três filhos são do Benfica!”
Sérgio Abrantes Mendes
- “Até os meus cães são do Sporting...”
Rui Baptista, em http://amor-e-ocio.blogspot.com/
Dobragens e dobrada
Até ter ido viver uns tempos para Itália nunca tinha pensado muito nas dobragens. Em Portugal, preocupava-me às vezes a dobrada, de que também não gosto muito. Era isso, não gostava muito, mas também não pensava muito nisso. Em Itália tudo é dobrado. Isto tem várias consequências. Muita gente nunca ouviu a voz de, por exemplo, Brando ou Pacino. Ou Kathleen Turner. Isto é estranho, dado que não me passa pela cabeça separar a voz do actor da sua representação.
em http://-truelies-.blogspot.com/
25 de Abril na Madeira
Fotomontagem da Confraria das Bifanas, em http://paulodamaso.blogspot.com/
Vamos descascar a Laranja
Este blog destina-se a descascar as laranjas, expremer [sic] o seu suco e separar as estragadas das sãs. Não podemos permitir que algumas laranjas continuem a apodrecer as suas companheiras de cesto. A política faz-se com ética e não com truques. Um Abraço e bons coments...
Blog “JSD”, http://coimbralaranja.blogspot.com/
Com esta coisa das comemorações do 25 de Abril estou absolutamente persuadido que se passou exactamente o mesmo. Sinceramente não acredito que nem o Alberto João Jardim possa ser tão estúpido e imbecil que despreze o 25 de Abril e o considere assim tão prejudicial, principalmente para as autonomias insulares e para as cliques partidárias que à sua sombra se formaram. E que até nem acenda todos os dias uma velinha a Nossa Senhora para que esta, entre as bananas da Madeira e os subsídios do Continente, lhe mantenha as coisas tal e qual como estão. Simplesmente o brilhante guru, talvez depois de um desfile carnavalesco mais animado, deve ter dado consigo mesmo a pensar como poderia uma vez mais exibir-se e dar nas vistas, “épater le bourgeois” continental, talvez chatear um pouco o Sr. Silva e, como é bom de ver, fazer soltar umas boas gargalhadas à malta depois de mais uma bela jantarada.
Luís Grave Rodrigues, em http://rprecision.blogspot.com/
Terras da Beira
São cada vez mais os mortos que povoam os cemitérios e menos os vivos que ficam. Os jovens saíram pelas estradas que invadiram o seu habitat. Fugiram das courelas que irmãos disputavam à sacholada e à facada, dos regatos que secaram a caminho das hortas, da humidade que penetrava as casas e os ossos e da pobreza que os consumia. Não há estímulo para permanecer. Não se percebe que as penedias tivessem custado vidas na disputa da fronteira, que homens se tivessem agarrado aos sítios e enchido de filhos as mulheres que lhes suportavam o
vinho, a rudeza e os maus-tratos. Os tempos mudaram e os campos, abandonados, são pasto de chamas que lhes devoram os arbustos, no estio, e os entregam à erosão. Os funerais são o momento de fazer o recenseamento dos que resistem. Nas missas, os padres em via de extinção debitam com ar sofrido a homilia, com pressa de passar à paróquia seguinte e sem coragem para falar do Inferno. Ora, sem medo, sem ameaças e sem convicção não há fé que resista ao ar lúgubre de uma igreja, ao frio do lajedo e às imagens que substituíram as antigas que rumaram aos antiquários. Falar de castidade a quem a idade condenou, dos malefícios do aborto a quem passou há décadas a menopausa e na
Ponte Europa
Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/
obrigação de aceitar os filhos que Deus mandar a quem já não é capaz de os gerar, é persistir em rotinas que a desatenção e a demência cultivam. Há dias fui à Beira onde nasci. São poucas as pessoas que permanecem. O País inclina-se perigosamente para o mar com o interior despovoado, a caminhar para o deserto. Outrora, aquela zona foi um alfobre de gente, hoje é um cemitério de recordações em vias de extinção. A nossa incúria vai reduzindo Portugal a uma estreita faixa com mar à vista. Até o Presidente da República diz que devemos virar-nos para o mar. É uma forma de nos afogarmos de frente. Foi esta regionalização que o PSD e o CDS quiseram.
Slide 15: O COMÉRCIO DE COIMBRA
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Depois de receber o prémio de melhor do mundo
Dolce Vita sagra-se melhor da Europa
Recebeu, em Março, o prémio de melhor centro comercial do mundo pelo MIPIM Awards. Agora, atribuíram ao Dolce Vita Coimbra a distinção de melhor projecto comercial da Europa, no International Council of Shopping Centers (ICSC), que decorreu em Conpenhaga, no âmbito da Conferência Anual do ICSC European Shopping Centre Awards 2006. Promovido pela Amorim Imobiliária, o centro comercial é o primeiro projecto a ganhar, no mesmo ano, dois prémios tão importantes. Com uma área bruta locável de mais de 39 mil metros quadrados, o Dolce Vita concorreu, para este segundo galardão, na categoria de shopping centers com áreas entre 21 mil e 40 mil metros quadrados. O Espacio Léon, em Espanha; o alemão Phoenix Center,
projecto da ECE; e o Príncipe Rio, da Riofesa, localizado também em Espanha, disputaram o galardão com a grande superfície portuguesa. A avaliar a qualidade destes espaços esteve um júri essencialmente técnico, consti-
tuído por alguns dos representantes mais importantes da indústria ligada aos centros comerciais. A “qualidade do projecto, a excelência da arquitectura, a originalidade, as infra-estruturas,
os acessos, os serviços, a integração no espaço e o contributo para o desenvolvimento sócioeconómico da região” justificam a atribuição do prémio do ICSC ao Dolce Vita Coimbra. Uma excelente prenda de aniversário
para o espaço que assinalou, recentemente, o seu primeiro aniversário. João Leal Barreto considera que os galardões são uma “consagração técnica” do empreendimento, que ambiciona constituir-se como uma verdadeira alternativa de animação, lazer, serviços e compras. O “Dolce Vita Coimbra transformou-se num projecto modelo”, sublinha o representante da Amorim Imobiliária para a zona Centro, acrescentando que em Varsóvia querem realizar um empreendimento similar. Representando um investimento de 100 milhões de euros, o espaço prestigia a região, a promotora, mas, sobretudo, a cidade, tendo recebido, desde a sua abertura, perto de dez milhões de visitantes. São, ao todo, 117 lojas, distribuídas por cinco pisos comerciais. Decorrido um ano desde a sua inauguração, o objectivo mantém-se inalterável: “mostrar que somos a melhor opção no mercado”. Recorde-se que o Dolce Vita faz parte de um multiprojecto que inclui áreas de lazer, comércio, cultura, desporto e espaços verdes.
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em voga, pensa e executa, na linha dos grandes impressionistas ibéricos, e não só, pois trilha o seu caminho sem imitações dos mestres onde fica somente o seu “estudo”, a “natureza”, a “figura”, a “paisagem”, a verdade do seu processo de versificação…
CORRESPONDÊNCIA
as vendedeiras, a ria de Aveiro, os “Moliceiros”, os “velhos Rabelos”, os transeuntes, o homem como destino inconfundível em qualquer parte nas suas fainas, no ócio, no trabalho e no abandono, numa linha evolutiva da arte, sempre nova, a partir das teorias de Holderlin que é substratum para o modo de estar desta artista que, de vez em vez, se lembra que nasceu neste país e que passou por Coimbra, que a viu numa aguda vivência a par com o mestre Hébil, e depois mostrou anos mais tarde o suporte orgânico da vida humana com os ingredientes absorvidas por outras culturas, outras vivências, a relembrar a exposição primeira que fez em Coimbra na já distante década de 70. Quando esta ligeira crónica sair no Despertar já a distinta artista estará em França sempre a aderir aos racionalismos da arte e cultura francesas, onde é parte integrante sem os corcomidos empirismos anti-intelectualistas. Rever “figuras prestigiosas” ou falar nas “memórias dos que partiram”, é, também dever da crítica. O senão que encontrei foi a pecha da filosofia da razão que em Ana Sequeira é uma lúcida loucura…
ARTES & ARTISTAS
Ana Sequeira num festim para os olhos
Esta pintora licenciada pela Universidade de Coimbra expõe na cidade do Porto cerca de 40 quadros numa pintura por várias vezes premiada em França e distingue-se no seu credo impressionista-expressionista ou numa ciência da natureza transfigurada partindo sempre da forma e do conteúdo, com rara mestria como concebe o quadro, olhando para a tela branca, começando a pintar, num acto inteiramente intuitivo, mas seguro que se ajusta ao ambiente, à luz da cidade invicta, às sombras das ruas, do misticismo da Ribeira, das janelas com roupa a secar, tudo, mas tudo, com outra cidade em perspectivas definidas, onde, as figuras, os movimentos, a paisagem urbana sui generis fazem parte das leis desta pintora. Esteta acima de tudo. Elabora o quadro com sentimento, como coisa amada e permanece o seu “quid”, a sua forma, se quisermos uma espécie de sucedâneo da filosofia de vida, pois criar é inventar, de leituras díspares; teoriza como poucos as ideias, emoções, e o quadro nasce em profundidade, entre a sensibilidade e a inteligência, numa melodia articulada, como fosse um filólogo ou cultor duma linguagem remoçada. Pincelada solta. Ali lembra Edmundo Cruz e mais além João Mário, ou Mário Salvador e ainda as bailarinas de José Viana e mesmo Monet e Degas, estão presentes por analogia, mas o que fascina é o Porto no seu encanto pleno sem os medíocres “ismos”, mas cheio de símbolos e de metáforas, a cidade com a sua única atmosfera, quase londrina, quadros que nos fazem respirar pelo cromatismo ajustado à hora, ao sol, ao nevoeiro, à chuva, ao festim da natureza inteira duma terra graciosa, mais bela, a bem dizer, pelos artistas que a auscultam, que a miram sem pecado, como um canto gregoriano. Ana Sequeira artista controversa, intelectual pura sem os artifícios da cultura postiça, hoje tão
Manuel Bontempo
dar vida, transformar e Ana Sequeira, engenheira, recria através destes anos, modifica, numa perfeita razão discursiva bem patente na sua pintura, em toda a sua obra, nos desenhos para ilustrações, no desenvolvimento das ideias, na harmonia da forma e num saboroso exotismo temático. Vive há anos em França onde exerce a “sua actividade multivária” e regressa esporadicamente, a Portugal para mostrar o que lhe vai na alma com quadros cosmopolitas e com o “húmus da terra portuguesa” e combina com o pincel e a espátula uma dança de estesia que se entrechoca com caminhos numa gramática larga e
Ana Sequeira
Esta pintora aparece nas suas exposições sempre diferente. O estilo está presente. Mas não se repete como meio. Aparece modificada. É insatisfeita por idiossincracia. É comovida pelo que vê. Sente. Tem com o mundo uma sociabilissima convivência. E só assim pinta como pinta! Olhos e ouvidos despertos para o canto das gentes e dos meios físicos que nos rodeiam. Como as “cenas do Bolhão”
Já anteriormente escrevi que a Justiça em Portugal tem vindo a ser alvo de fortes criticas e recheada de vários episódios carregados de controvérsia e polémica que têm denegrido substancialmente o poder judicial português. O caso mediático da Casa Pia, com o envolvimento de pessoas públicas, com o arrastamento de políticos e partidos, com as constantes “habilidades” e confrontos entre as “defesas” e a “acusação”, com o “escândalo” de afirmações gratuitas de advogados, com a de morosidade de todo este processo, assim como o envolvimento da Procuradoria e da Policia Judiciária, em nada dignificaram a Justiça. Paralelamente, a crise instaurada no seio dos agentes judiciais, com a enorme contestação às reformas do Sistema Judicial, com uma unidade contestatária nunca vista quer dos juízes, advogados até aos restantes agentes, trouxeram para a praça pública fragilidades e lacuna do Sistema. Por fim e mais recente, a problemática da Policia Judiciária com demissões, acusações e entrevistas denunciantes, tudo valeu, até inviabilizar esclarecimentos na Assembleia da Republica, sem querer saber das motivações do Governo ou da Oposição, acho que quanto mais
As ambiguidades da Violência!
transparência melhor! Face a tudo isto, questiono-me: -Será que estas mexidas e alterações têm alguma coisa a ver com o Processo da Casa Pia? - Será que se está a “saldar” contas antigas? - Será que se anda a passar de Governo para Governo, o arrastamento de “cabalas”? Sinceramente não sei, mas que pairam no ar muitas interrogações, lá isso pairam! Agora existem certezas que não podem ser escamoteadas, a Justiça está directamente relacionada com violência, isto é, onde existe fragilidades no poder judicial normalmente existe um maior número de crimes e a violência aumenta. Embora o número de crimes tenha baixado em Portugal, de facto as estatísticas indicam que houve um aumento da gravidade dos delitos. No entanto, também foram conhecidos resultados estatísticos relevantes à violência escolar, registando-se um aumento das participações de agressões a professores e funcionários dentro das Escolas, com a agravante de terem aumentado também a gravidade dos delitos. Se é verdade que a Sociedade é o reflexo da Escola que temos, como muitos evocam para justificar os males da Sociedade, pois é vantajoso ter-se um “bode expiavenção social do Estado tem que funcionar, a fim de atenuar mais as desigualdades sociais, aliás como Sr. Presidente da Republica Cavaco Silva, salientou nas Comemorações do 25 de Abril, evitando assim, a canalização de pessoas de bem para caminhos menos correctos. Por sua vez nas Escolas, para além da situação grave da Sociedade que também se reflecte, pois maiores desigualdades maiores focos de conflito e confrontos, a meu ver, as principais razões prendemse com a gradual falta de autoridade que os docentes têm sido sujeitos, resultantes de reformas pouco conseguidas e por leis ambíguas, que penaliza quem ensina e quem quer aprender em detrimento de quem tem insucessos. Depois, intencionalmente, encetou-se uma campanha publicitária para denegrirem os Professores e, paralelamente, os funcionários públicos, os eternos responsáveis pelo agravamento das contas públicas, desmotivando uma classe que não vê reconhecidas as suas funções sociais, pois vive os seus problemas de insegurança laboral, vive os problemas dos alunos, sendo pai/mãe, educador, psicólogo, etc. e ainda se sente maltratada. Depois para agravar tudo isto, as recentes alterações no funcionamento das escolas, que para a opinião pública podem parecer correctas, mas que na prática tem dado indicações de conflitos e que podem estar por detrás deste aumento de violência na Escola. Assim, o grande aumento da carga horária dos alunos dentro da Escola, a obrigatoriedade de terem as aulas de substituição, a falta de tempos livres para brincarem, a constante adaptação a modelos de personalidade e de autoridade dos professores “volantes” com que têm de lidar, agravado ao facto de os professores substitutos, normalmente, serem estranhos à turma e de áreas disciplinares diferentes, tudo isto parece à “vista desarmada” pouco significante só que, na prática são permanentes factores que aguçam a irritabilidade de alunos e professores, criando um clima propício para uma maior violência. Face a isto, dever-se-á pensar numa forma mais correcta e conciliadora que leva a resolver a curto prazo esta problemática, aliás tenho conhecimento que algumas Escolas já abandonaram modelos iniciais para fazerem ajustamentos. Se é verdade que de “pequenino se torce o pepino” então urge começarmos por baixo no combate à violência, isto é, na Escola.
*Mestre em Ciências do Desporto de Alto Rendimento
Bernardes Teixeira*
tório”, mas isso é tema já antigo e muito gasto, mas partindo do pressuposto que é verdade, então o futuro será mais negro, pois a violência indicia que irá aumentar. Pergunta-se: - Porquê esta ambiguidade? Ou seja, menos crimes maior gravidade! E porquê mais crimes e maior gravidade nas Escolas? Pessoalmente penso que o aparecimento de mais crimes de grave delito se deve a várias variantes da actual Sociedade, independentemente do estado lastimoso e conflituoso da Justiça, de facto o que está por detrás disto tudo é a crise económica, financeira e social do nosso País, que se vai agravando dia a dia e que leva ao aumento significativo do desemprego, que é o maior flagelo nacional, coloca muitos jovens e adultos em situações desesperantes, degradantes, motivadores de percursos marginais. É nestas alturas que a inter-
Slide 17: CARTÃO DE VISITA
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O Despertar
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O Fim dos desterrados
O encerramento de escolas do 1º Ciclo, com reduzido número de alunos, configura uma antecipação, clara, às circunstâncias de deixar correr para ver o que acontece, tão comum quando se trata de provocar rupturas. Começo por reconhecer o mérito do Governo pela coragem de assumir para si as consequências do encerramento de escolas, e não deixar às autarquias o ónus político de assumirem o encerramento, apesar de lhes trazer custos acrescidos. O processo nunca antes funcionou, porque os sucessivos ministros nunca assumiram esse ónus e tentaram sempre que o encerramento de qualquer escola ocorresse com uma tomada de posição, pública e concordante, pela respectiva autarquia. Estas, obviamente, quase sempre o recusaram, por não terem qualquer interesse directo na situação, bem pelo contrário e, por acharem que, as razões do encerramento eram de natureza pedagógica e por essa via, a respectiva responsabilidade devia ser assumida por quem tinha a tutela pedagógica das escolas. Do ponto de vista pedagógico é um imperativo de consciência encerrar as escolas com reduzido número de alunos. De facto, há muito que se sabe que os níveis de insucesso dos alunos dessa espécie de escolas é assustador, se não detectado no 1º Ciclo, por razões que facilmente se percebem, vem a ser confirmado no 2º Ciclo. Por outro lado, pasme-se, havia situações em que eram retidos alunos nessas “escolinhas” para garantir o seu funcionamento no ano seguinte. Não apresento provas desta afirmação mas, como eu, muitos outros colegas sabem que isto é uma verdade várias vezes repetida e importada do Ensino Básico Mediatizado (EBM) que felizmente julgo que acabou, muitos anos depois do momento certo para o seu fim. centenas de alunos ao insucesso, à discriminação, à exclusão. Nenhum lugar para mais um professor vale o desperdício de um cidadão livre, escolarizado e consciente. Por mais legítimos que sejam os interesses sindicais de lutar por mais emprego, estes não podem ter como consequência a exclusão do sucesso educativo de um único aluno. Nestes termos, nobres que sejam os interesses invocados não os entendo, não vejo justificação para eles, não os aceito. Criar condições físicas, pedagógicas e de socialização condignas e no mais curto prazo possível de excelência para todos os alunos do 1º Ciclo e da Educação Pré – Escolar é uma missão fundamental do Estado. Os primeiros anos da educação básica já foram, demasiado tempo, deixados ao mais total abandono. Os que puderam contar com autarcas motivados para as questões da educação, lá foram sobrevivendo um pouco melhor, outros, muitos milhares de outros, foram esquecidos e abandonados a uma sala sem condições, a um quadro negro, a uns paus de giz e a uma professora ou um professor que ia directo à escola e saía de lá a correr para a sua residência, invariavelmente longe do local de trabalho. Esta é a verdadeira realidade das escolas do 1º Ciclo com reduzido número de alunos. Coíbo-me de falar dos professores que viveram esta realidade. Seria melhor ouvi-los e perceber as suas dificuldades a lidar com as situações descritas. Talvez, se fossem ouvidos esses professores, sozinhos numa escola, em localidades longe de tudo, muitas vezes em início de carreira, sem um único colega para esclarecer uma dúvida, debater uma estratégia ou simplesmente conversar, talvez, dizia, os responsáveis sindicais não tomassem as posições públicas que têm vindo a defender.
Memórias curtas
CHRONOS Hesitei bastante antes de iniciar esta pequena crónica. Receio de redundância, receio de seguir pelo caminho mais fácil, pelo tema escolhido, receio de falta de oportunidade em virtude da efeméride já ter sido objecto de inúmeras crónicas nos mais variados órgãos de informação. No entanto, o evoluir da situação política interna, o esforço que se empreende e, sobretudo, uma falta de memória crónica da esmagadora maioria dos nossos concidadãos e a fatalidade sempre presente na nossa memória colectiva, levaram-me a abordar o tema do 25 de Abril, o antes e o depois. Em tempos de dificuldade, mas de liberdade, começa a ser preocupante a quantidade de referências mais ou menos encapotadas destinadas a branquear o regime deposto em 25 de Abril de 1974. Da mesma forma, é com tristeza que ouço os nossos mais velhos dizerem que “dantes é que era bom e nada disto acontecia”. Façamos então um (muito) pequeno exercício de memória. Durante quase meio século (48 anos), até 25 de Abril de 1974, não houve eleições livres e democráticas, não havia alternância de poder; havia apenas um partido, não havendo liberdade para qualquer partido de oposição; não havia liberdade de imprensa, vigorando a censura prévia e o famoso lápis azul; a guerra em África e na Ásia (Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Goa, Damão, Diu, Timor), em territórios ocupados e onde permanecíamos à força, era um facto e uma obrigação para a juventude deste País, e uma tragédia (100 mil deficientes e 10 mil mortos, nas nossas forças armadas); o delito de opinião existia e sempre que alguém se atrevia a expressar o seu desagrado, o mais certo era ter a polícia política a bater-lhe à porta (a famosa PIDE/DGS), arriscando-se à prisão, apenas por dizer “não”; os universitários contestatários eram obrigados a interromper os seus estudos, ao alistamento forçado e à ida para a guerra ou a escolher o exílio; o Poder Local, não existia. Após 1974 foram várias as medidas tomadas, que hoje consideramos obrigação social do Estado e que já não concebemos que não existam: terminou a guerra colonial; instituiu-se o salário mínimo nacional, ou seja, estabeleceu-se que os trabalhadores não poderiam ganhar abaixo de determinada quantia pois isso não seria o suficiente para poderem viver em condições mínimas de dignidade humana; foi criado o subsídio de desemprego; foi estabelecido o direito a férias para todos os trabalhadores e que essas férias eram pagas; foi criado o Serviço Nacional de Saúde, o acesso a cuidados de saúde para todos os cidadãos, em igualdade de circunstâncias, gratuito; a mortalidade infantil diminuiu drasticamente (é uma das mais baixas da Europa); a esperança de vida da população aumentou substancialmente; a lei do divórcio passou a abranger todas as mulheres, casadas pelo civil ou pela igreja. O País real em 1974 era rural, atrasado, com enormes carências ao nível do abastecimento de água, electricidade e saneamento básico. 32 Anos de Poder Local democrático resolveram estas carências. A qualidade de vida dos cidadãos é incomparavelmente melhor. E isto deve ser dito, sempre, para evitar esquecimentos e branqueamentos. Está tudo feito? Não está! A sociedade é dinâmica e novas necessidades se vão criando continuamente. O País em que vivemos tem que ser construído todos os dias pelos seus cidadãos, por nós. Liberdade é, tem que ser, igual a responsabilidade, a empenhamento, a participação, a cidadania. O cidadão hoje tem o direito de ser interventivo, de reclamar mais e melhor. Pode e deve pedir contas àqueles a quem delega poderes para o representar em cada ciclo político, nas Juntas de Freguesia, nas Câmaras Municipais, junto do Deputado eleito pelo seu círculo. Aos cidadãos, individualmente ou em grupo, a Lei confere o direito de intervenção cívica. O Povo é soberano sempre, porque o Poder é dele emanado e deve ser o reflexo da sua vontade. Foi por isto que se fez Abril. É por isto que se deve continuar a construir Abril. 25 de Abril Sempre!
Victor Gonçalves
victorgoncalves@gmail.com
Para meu espanto, ou não, e provavelmente para espanto de muitos dos leitores, os principais adversários destas medidas têm sido os Sindicatos dos Professores. Qual o sentido dessa contestação? Nenhuma razão pedagógica ou educativa. As únicas razões são a eliminação de uns lugares para uns quantos professores. Quando para compor o ramo se invocam as questões da interioridade e desertificação do espaço rural, sou levado a classificar apenas de uma imensa “lata” colocar nos ombros de duas ou três crianças a responsabilidade de manter essas aldeias em funcionamento, por causa da escola. É fácil falar, difícil é estar lá e fazer trabalho sério que evite a desertificação do interior. Não são as escolas de 1, 2 ou 3 alunos que podem interferir, sequer, nessa problemática. Invocá-las é o caminho mais fácil, mas não resulta. Basta atentar nos milhares de escolas que fecharam nos últimos 20 anos, sem qualquer decisão superior, apenas pelo simples facto de terem ficado sem alunos. A estas que fecham agora ia acontecer o mesmo, mais ano menos ano, e até lá condenavam-se mais umas
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O ACADÉMICO
A Queima saiu à rua, numa tarde assim...
A Queima saiu à rua, numa tarde assim, como sai todos os anos. O rio de sorrisos escancarados desaguou na Baixa, como em todos os anos. O rio que escava as margens lá de baixo recebeu algumas lágrimas de nostalgia. Ei-los que partem, ei-los que chegam, uns levam canudos embebidos de saudades, outros trazem sonhos que um dia tomarão os contornos das cartolas. Coimbra, por uns dias, é uma festa. Que a Melanie C não percebeu muito bem, que o Quim Barreiros percebe bem demais, se ele também foi finalista, por cá tirou, jurou-o, um curso de dactilografia e dele fez canção brejeira. Bebe-se bem, grita-se muito, os corações abrem-se a paixões que duram, quantas vezes, a eternidade de uma semana. A Queima saiu à rua, numa tarde assim, como sai todos os anos.
Dinis Manuel Alves (texto e fotos)
TRIBUNAL JUDICIAL DE SOURE
Secção Única
Rua João de Deus – 3130-250 Soure
PROCESSO n.º 199/05.OTBSRE
O encarregado da venda por negociação particular dos bens penhorados nos autos a margem em epígrafe abaixo discriminados vai levar a cabo o seu mandato com recurso a:
LEILÃO
No próximo domingo dia 21 de Maio, pelas 10h30, no local sito em: Rua dos Carpinteiros n.º 4, Ribeira da Mata, Vila Nova de Anços, Soure, os seguintes bens: Verba n.º 1: Prédio Urbano Prédio Urbano sito na Ribeira da Mata, Freguesia Vila Nova de Anços, Concelho de Soure, correspondentes a uma casa de habitação composta por r/c, de dependência que serve de adega e cozinha rústica, pátio, currais, telheiro e logradouro, com 343 m2, descrito na descrito na Conservatória do registo Predial de Soure sob o n.º 02768 da freguesia de Vila Nova de Anços, inscrito na respectiva matriz predial urbana so o artigo 978. Base de licitação: 10.000 euros (Magnífico para casa de campo) Verba N.º 2: Prédio Rústico Prédio Rústico sito na Ribeira da Mata, Freguesia Vila Nova de Anços, Concelho de Soure, terra de semeadura com 930 m2, inscrito na Conservatória do Registo Predial de Soure sob o n.º 2766 da Freguesia de Vila Nova de Anços, inscrito na matriz cadastral sob o artigo 7920. Base de licitação: 2.000 euros (O referido prédio rústico é contíguo ao prédio urbano acima descrito na Verba n.º 1. Regulamento da venda na modalidade será lido em voz alta antes do início do leilão. Poderá visitar os bens imóveis no dia e hora a combinar, tendo que para tal se dirigir a Leiloeira, Luze – Sociedade Portuguesa de Leilões, Lda. Sita em Antanhol, na Ladeira da Paula Quinta do Moleirinho Armazém, n.º 1, ou contactando a mesma pelo telefone 239810643 ou telemóvel 968022319.
“O Despertar” N.º 8388, 06/05/12
A Riqueza das Nações
Instituto Miguel Torga evoca Adam Smith
“A Riqueza das Nações de Adam Smith – 230 anos depois” pretende assinalar os dois séculos passados sobre a publicação de uma das obras chave do pensamento económico.
A iniciativa é do Instituto Superior Miguel Torga e realiza-se na próxima quarta-feira, pelas 14h30, nas suas instalações à Rua Augusta, em Coimbra. A “Riqueza das Nações” de Adam Smith, obra dividida em cinco livros e publicada em 1776, unanimemente considerada como um marco do pensamento económico, trata de uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações. No momento em que o Instituto Superior Miguel Torga anuncia a criação de um novo curso de Licenciatura em Gestão e a nova Escola de Comércio e Negócios, os responsáveis desta instituição de ensino consideram particularmente oportuno apresentar uma conferência sobre a obra de um autor que, 230 anos depois, continua a inspirar muitos professores e alunos. João Filipe Machado, René Tapia, Henrique Amaral Dias e Vasco Sousa Almeida foram convidados para falar sobre a vida, obra e teorias de Adam Smith. As inscrições podem ser feita através dos telefones 239 824557, 239 488043 e 239 488044.
Slide 19: O OBSERVADOR
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O Despertar
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Pedro Redol
1 5 P E R G U N TA S A
Diário de Fictícias
ENTREVISTA A UMA CADEIRA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
A minha meta é o Parlamento Europeu
Confortável, macia, conversadora e simpática; é assim a cadeira da Assembleia da República (CAR) que concedeu uma breve entrevista ao nosso jornal.
Director do Museu Nacional Machado de Castro
Melhores recordações da infância: A emoção da música. O final dos dias de Verão nos areais da Vieira O que mais aprecia nos seres humanos? A capacidade de gostar de si próprios e, por conseguinte, do mundo à sua volta E o que mais detesta? A hipocrisia Coimbra em três palavras: Nostalgia, tradição, mito Portugal tem futuro? Claro que tem! O melhor do mundo são: Os jovens Onde está o mal deste mundo? Em nós próprios A fórmula do sucesso: Não há uma fórmula porque sucesso não é o mesmo para toda a gente Desporto favorito: Natação Filme que gostaria de rever 100 vezes: 100 são demasiadas vezes Uma data marcante (a nível pessoal): 13 de Fevereiro de 2005 Uma data marcante (país): 25 de Abril de 1974 Uma data marcante (mundo): 11 de Setembro de 2001 Um sonho por concretizar: Viver no campo Um pesadelo que o atormente: Nenhum DF: Qual é a sua função e onde trabalha? CAR: Eu sou uma cadeira que trabalha na Assembleia da República, no parlamento português. Tenho por função proporcionar bem-estar aos deputados durante as suas reuniões. DF: Como é o seu dia-a-dia? CAR: De manhã sou acordada ao som do Hino Nacional. Logo de seguida, várias empregadas de limpeza passam cerca de uma hora a arrumar a Assembleia. Da parte da tarde, há reuniões com leis a aprovar e questões a debater. Ao fim do dia, apagam-se as luzes e dormimos. DF: Qual é o seu horário laboral? CAR: Eu tenho uma grande flexibilidade nesse aspecto. Apesar de haver uma escala com os horários estipulados, raramente é cumprido. Nós, as cadeiras, não temos para onde ir nos períodos mortos, somos obrigadas a ficar naquela sala enorme. Os deputados quase nunca chegam a horas e, quando chegam, são raros os que aquecem o lugar. Mas também há aqueles que aproveitam para descansar um bocadito os olhos. Tenho colegas de trabalho que sofrem muito com as diferenças de temperatura. Estando sempre descobertas, basta uma corrente de ar para ficarem logo constipadas. No que diz respeito a férias, posso dizer que temos alguma facilidade, pois são raras as vezes em que a Assembleia se encontra cheia.
André Pereira
DF: Já teve algum acidente de trabalho? CAR: Felizmente apenas um. Estava a descer as escadas do Parlamento, escorreguei e parti uma perna. Como seria de esperar, durante dois meses tornei-me numa cadeira de rodas… DF: Como são os seus colegas? CAR: As outras cadeiras do Parlamento são cadeiras simpáticas e muitas vezes falamos sobre os assuntos em destaque nas discussões parlamentares. Conhecemo-nos há décadas. Os deputados é que variam, normalmente, de 4 em 4 anos. Cada partido tem os seus lugares marcados, mas as pessoas raramente são as mesmas durante muito tempo. Até na forma de sentar são diferentes: uns sentam-se mais à direita, outros mais à esquerda, e outros nem se sentam de um lado nem do outro, depende da maré… (risos) DF: Gosta daquilo que faz? CAR: Gosto muito do meu trabalho. Conheço, de antemão, os problemas do nosso País, e as soluções que cada grupo parlamentar apresenta para os resolver. Por outro lado, divirto-me muito com algumas propostas apresentadas. Há dias em que até me chega a doer a almofada de tanto rir. DF: Que caminho percorreu antes de chegar aqui? CAR: O tradicional. Fui cadeirinha
retronews
1914
de bebé, passei pela escola primária, concluí o Ensino Básico e o Secundário. Essa altura da minha vida foi muito complicada pois tinha duas opções: ou ia para cadeira do Estádio Alvalade XXI, a convite de um conhecido do meu pai, ou iria para a Universidade. Decidi-me pelo curso superior. Foi a melhor escolha; se fosse para o Estádio do Sporting provavelmente teria que mudar de visual (mudar de cor) e talvez ficasse atrás de um placard que me impediria de ver os jogos… Terminada a minha licenciatura, fui estagiar como cadeira de escritório para o gabinete do Primeiro Ministro da altura, e, devido ao meu carácter, também à qualidade da minha pele, três anos depois fui proposta para cadeira do Parlamento. E aqui estou, a minha profissão resume-se à Assembleia da República. DF: Que objectivos pretende alcançar? CAR: Bem, a minha principal meta como cadeira é a Europa, ou seja, ser cadeira do Parlamento Europeu. Todos nós sabemos que aqui em Portugal o campeonato não é muito competitivo, só há duas equipas grandes. Na Europa tudo é diferente, a visibilidade a que estou sujeita é muito maior. DF: Tem alguma cadeira que admire? CAR: Sim, admiro muito a minha falecida avó, que arriscou imenso em prol da democracia. Foi a última cadeira em que Salazar se sentou, lembra-se, não se lembra? Uma heroína, a senhora...
Dr. Sidónio Pais
“Está nesta cidade o sr. dr. Sidonio Pais, ilustre professor da Universidade de Coimbra e ministro de Portugal em Berlim. S. exa. ainda este mês embarcará para a Alemanha, afim de tomar conta do seu posto diplomatico”.
In “Gazeta de Coimbra”, 11 de Julho de 1914
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O Despertar
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O RECLAME
8.ª VARA CÍVEL DE LISBOA
8.ª Vara – 1.ª Secção
Processo: 692/1998 Execução Ordinária N/Referência: 10021086 Data: 03-05-2006 Exequente: Banco Totta & çores, S.A Executado: TEIXEIRA & LIMAS d.ª e outros… Correm éditos de 20 dias para itação dos credores desconhecidos ue gozem de garantia real sobre os ens penhorados aos executados baixo indicados, para reclamarem o agamento dos respectivos créditos elo produto de tais bens, no prazo de 5 dias, findo o dos éditos, que se omeçará a contar da segunda e última ublicação do presente anúncio. Bens penhorados: TIPO DE BEM: Imóvel REGISTO: 1044, Mação – Conseratória do Registo Predial ART. MATRICIAL: 134 – Secção A , Mação – Serviço de Finanças DESCRIÇÃO: ½ de prédio rústico omposto de terra de pinhal, sito em Vale o Asno, freguesia de Mação, com a rea de 14.240 m2, a confrontar a Norte om Manuel dos Santos Godinho, Sul e oente com Manuel de Matos Machado Nascente com Afonso Marques aspar, com o valor patrimonial de Esc: 2.500$00. PENHORADO A: EXECUTADO: António Manuel dos antos Aleixo. Documentos de identiicação: NIF – 116.784.539. Endereço: Barreiras do Tejo – S. oão, Abrantes, 2200-00 Abrantes TIPO DE BEM: Imóvel REGISTO: 01043, Mação – Conseratória do Registo Predial ART. MATRICIAL: 45.º Secção AD, ação – Serviço de Finanças DESCRIÇÃO: ½ de prédio rústico omposto de terra de pinhal, sito em Vale a Igreja, freguesia de Mação, com a rea de 7.360 m2, a confrontar a Norte
NOTARIADO PORTUGUÊS
CARTÓRIO EM MONTEMOR-0-VELHODE ISILDA MARIA BARBAS
ANÚNCIO
1.ª PUBLICAÇÃO
com José Ferreira da Mata, Sul e Poente com Blandina Pires Paisana e Nascente com vertente, com o valor patrimonial de Esc. 24.623$00. PENHORADO A: EXECUTADO: António Manuel dos Santos Aleixo. Documentos de identificação: NIF- 116.784.539. Endereço: Barreiras do Tejo – S. João, Abrantes, 2200-000 Abrantes TIPO DE BEM: Imóvel REGISTO: 01040, Mação – Conservatória do Registo Predial ART. MATRICIAL: 46.ª Secção AD, Mação – Serviço de Finanças DESCRIÇÃO: ½ de prédio rústico composto de terra de pinhal, sito em Vale da Igreja, freguesia de Mação, com a área de 5.160 m2, a confrontar a Norte com Luís dos Santos Filipe, Sul e Poente com João Lopes Carda e Nascente com vertente, com o valor patrimonial de Esc: 17.279$00. PENHORADO A: EXECUTADO: António Manuel dos Santos Aleixo. Documentos de identificação: NIF – 116.784.539. Endereço: Barreiras do Tejo – S. João, Abrantes, 2200-000 Abrantes TIPO DE BEM: Imóvel REGISTO: 01042, Mação – Conservatória do Registo Predial ART. MATRICIAL: 51.º secção AD, Mação – Serviço de Finanças DESCRIÇÃO: ½ de prédio rústico composto de terra de pinhal, sito em Vale da Igreja, freguesia de Mação, com a área de 6.960 m2, a confrontar a Norte com José Ferreira da Mata, Sul e Poente com Blandina Pires Paisana e Nascente com caminho, com o valor patrimonial de Esc. 15.933$00. PENHORADO A: EXECUTADO: António Manuel dos Santos Aleixo. Documentos de identificação: NIF: 116.784.539.
Endereço: Barreiras do Tejo – S. João, Abrantes, 2200-000 Abrantes. TIPO DE BEM: Imóvel REGISTO: 01045, Mação – Conservatória do Registo Predial ART. MATRICIAL: 213.º Secção AD, Mação – Serviço de Finanças DESCRIÇÃO: ½ de prédio rústico composto de 3 parcelas de terra eucaliptal e pinhal, sito em Texugueira, freguesia de Mação, com a área de 7.250 m2, a confrontar a Norte com Vertente, Sul com Luís Marques dos Santos, Nascente com Mateus Serra e Poente com Hermenegildo de Matos, com o valor patrimonial de Esc. 18.850$00. PENHORADO A: EXECUTADO: António Manuel dos Santos Aleixo. Documentos de identificação: NIF – 116.784.539. Endereço: Barreiras do Tejo – S. João, Abrantes, 2200-000 Abrantes. TIPO DE BEM: Imóvel REGISTO: 01046, Mação – Conservatória do Registo Predial ART. MATRICIAL: 129.º Secção AR, Mação – Serviço de Finanças DESCRIÇÃO: ½ de prédio rústico composto de terra de pinhal, sito em Milharada, freguesia de Mação, com a área de 9.200 m2, a confrontar a Norte com Vertente, Sul com João Lopes Carda e Nascente com Francisco Mendes Esteves e poente com Maximina Marques, com o valor patrimonial de Esc: 21.053$00. PENHORADO A: EXECUTADO: António Manuel dos Santos Aleixo. Documentos de identificação: NIF – 116.784.539. Endereço: Barreiras do Tejo – S. João, Abrantes, 2200-000 Abrantes O Juiz de Direito, José Carlos Pereira Duarte O Oficial de Justiça, Maria de Lurdes da Rocha Pires Rodrigues “O Despertar” N.º 8388, 06/05/12
JUSTIFICAÇÃO
Certifico para fins de publicação que, por escritura de vinte e um de Abril de dois mil e seis, lavrada a folhas treze e seguintes, do livro de notas para escrituras diversas número vinte e quatro-A, do Cartório em Montemor-o-Velho, da notária Licenciada Isilda Maria Gonçalves Duarte da Silva Barbas, IRENE SIMÕES DE JESUS e marido JAIME DA SILVA FERREIRA, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, naturais, ela da freguesia do Seixo e ele da freguesia de Arazede, ambas deste concelho, residentes no lugar de Porto Mieiro, dita freguesia do Seixo, contribuintes fiscais 191.414.093 e 186.215.363, declararam: Que a mulher é dona e legitima possuidora, com exclusão de outrém, do prédio urbano composto de casa de habitação de rés-do-chão, pátio, telheiro e curral de gado, sito em Porto Mieiro, freguesia do Seixo, concelho de Montemor-o-Velho, com a área de cento e vinte e quatro metros quadrados, a confrontar do norte com Bernardino Francisco Ângelo, sul e poente com José Cavaleiro de Jesus e nascente com serventia de inquilinos, inscrito na matriz sob o artigo 702, com o valor patrimonial tributário e atribuído de mil trezentos e vinte e cinco euros e vinte cêntimos, não descrito no Registo Predial. Que ela, justificante, possui em nome próprio o referido imóvel desde mil novecentos e oitenta e quatro, por doação, ainda no estado de solteira e menor, de seus avós, José Cavaleiro de Jesus e mulher Ester Bernardes Cavaleiro, residentes que foram no lugar de Porto Mieiro, freguesia de Seixo, deste concelho, cujo título não dispõem. Que desde aquele ano ela entrou na posse do prédio, agindo sempre por forma correspondente ao exercício do direito de propriedade plena, aprovei.tando todas as suas utilidades, usufruindo-o, habitando-o, fazendo melhoramentos e reparações e suportando os respectivos encargos, posse esta que exerceu até hoje, de modo continuo, pacifica e publicamente e de boa fé, pelo que se afirma proprietária do imóvel, justificando a sua aquisição, por usucapião. É certidão de narrativa e está conforme o original. Montemor-o-Velho, vinte e um de Abril de dois mil e seis. A colaboradora com poderes delegados, (Maria Euiália Manaia Rodrigues) “O Despertar” n.º 8388, de 06/05/12
CARTÓRIO NOTARIAL
LIC.MARIA ALEXANDRA CANOTILHO TEIXEIRA RIBEIRO
JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, para efeitos de publicação que por escritura de hoje, exarada a folhas trinta e seis e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número dezanove-E, deste Cartório, compareceram como outorgantes: VASCO DE CARVALHO TORRES SIMÕES (NF:126.063.990), divorciado, residente no Bairro de Santa Apolónia, lote 208, 1.º esq.º, freguesia de Eiras, concelho de Coimbra. Que é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrém, do seguinte imóvel sito em Bico da Areia, freguesia de Torres do Mondego, concelho de Coimbra, omisso na competente Conservatória: Metade indivisa de um prédio rústico, composto de pinhal e mato, no seu todo com a área de dois mil e cem metros quadrados, a confrontar do norte com Borges e Irmão, nascente com Hermínio de Almeida, do sul com Joaquim Carvalho e poente com José Maria Carvalho, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 2.584, com o valor patri-monial, tributário, correspondente à fracção, de nove euros e três cêntimos e atribuído de trezentos euros. Que o referido imóvel encontrase inscrito na respectiva matriz em nome de António Carvalho. Que possui o dito imóvel, na referida proporção, sem qualquer interrupção, à vista de toda a gente, sem qualquer oposição, limpando o mato, pagando as contribuições e impostos respeitantes, posse que assim exerceu como verdadeiro proprietário que sempre se julgou, era e é do dito imóvel, pelo que o adquiriu, na referida proporção, por usucapião, fundada nessa posse, que exerceu em seu próprio nome, de boa fé, de modo pacífico, contínua e publicamente, por período superior a vinte anos, estando ele justificante impos-sibilitado de comprovar pelos meios extrajudiciais normais a aquisição do seu direito sobre aquele imóvel, atento o título de aquisição. Penacova , 29 de Abril de dois mil e seis. A Colaboradora, (Maria Isabel Bento Batista e Pina) “O Despertar” n.º 8388, de 06/05/12
CARTÓRIO NOTARIAL
LIC.MARIA ALEXANDRA CANOTILHO TEIXEIRA RIBEIRO
JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, para efeitos de publiação que por escritura de hoje, exarada folhas cinquenta e seguintes do livro e notas para escrituras diversas número ezanove-E, deste Cartório, compareeram como outorgantes: MARIA ALBERTINA LAPA SIÕES MOREIRA (NF:135.934.915; I.4041997 de 11/05/04 - SIC de Coimbra), iúva, natural da freguesia de Castelo iegas, concelho de Coimbra, residente a Rua José Costa Coelho, r/c- C, uarcos, Figueira da Foz. Que é dona e legítima possuidora, om exclusão de outrém, dos seguintes móveis sitos no concelho de Coimbra, inda por descrever na competente onservatória, aos quais atribui o valor lobal de SEISCENTOS EUROS e arcelar de duzentos euros: Freguesia de Ceira UM - Uma quarta parte indivisa e um prédio rústico, composto de inhal e mato, sito em Chão de Patinhas, o seu todo com a área de sete mil metros uadrados, a confrontar do norte com erdeiros de Manuel Leal, nascente e sul om herdeiros de Manuel Antunes e oente com António Borbon, inscrito na espectiva matriz sob o artigo 9.143, com valor patrimonial, tributário de vinte euros quatro cêntimos e atribuído, corresondente à fracção, de DUZENTOS UROS. Que o referido imóvel encontra-se nscrito na matriz em nome de David dos antos. Freguesia de Castelo Viegas DOIS - Uma quarta parte indivisa e um prédio rústico, composto terreo com pinhal e mato, sito em Barreiras do ampo, no seu todo com a área de nove mil e novecentos metros quadrados, a confrontar do norte e sul com Quinta da Conraria, nascente com vala e poente com estrada, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1.395, com o valor patrimonial, tributário de trinta e seis euros e oitenta e sete cêntimos e atribuído, correspondente à fracção, de DUZENTOS EUROS. Que o referido imóvel encontra-se inscrito na matriz em nome de Maria José da Assunção. TRÊS - Metade indivisa de um prédio rústico, composto terra de cultura, sito em Campo, no seu todo com a área de mil quatrocentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do norte com António Estêvão, nascente e poente com caminho e sul com Alfredo Ribeiro Negrão, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1.004, com o valor patrimonial, tributário de quinze euros e trinta e quatro cêntimos e atribuído, correspondente à fracção, de DUZENTOS EUROS. Que o referido imóvel encontra-se inscrito na matriz em nome de Maria do Carmo Jorge. Que em meados de mil sessenta e sete, no estado de solteira, maior, tendo posteriormente casado com Carlos da Silva Moreira, no regime da comunhão de adquiridos, do qual actualmente se encontra no estado de viúva, ajustou contratos verbais de doação, e por isso não titulados, quanto ao imóvel mencionado sob o número UM, com aquele David dos Santos e mulher Cidália Jorge, quanto ao imóvel mencionado sob o número DOIS, com aquela Maria José da Assunção e marido Arménio Jorge e quanto ao imóvel mencionado sob o número TRÊS, com aquela Maria do Carmo Jorge, viúva, todos residentes no lugar de Conraria, freguesia de Castelo Viegas, concelho de Coimbra. Que possui os ditos imóveis, nas ditas proporções, sem qualquer interrupção, à vista de toda a gente, sem qualquer oposição, cultivando-os, preparando e lavrando a terra, retirando dela os seus frutos e produtos, cortando pinheiros, limpando o mato, pagando as contribuições e impostos respeitantes, posse que assim exerceu como verdadeira proprietária que sempre se julgou, era e é dos ditos imóveis, pelo que os adquiriu, nas referidas proporções, por usucapião, fundada nessa posse, que exerceu em seu próprio nome, de boa fé, de modo pacífico, contínua e publicamente, por período superior a vinte anos, estando ela justificante, impossibilitada de comprovar pelos meios extrajudiciais normais a aquisição do seu direito sobre aqueles imóveis, atento o título de aquisição. Penacova, 29 de Abril de dois mil e seis. A Colaboradora, (Maria Isabel Bento Batista e Pina) “O Despertar” N.º 8388, de 06/05/12
CARTÓRIO NOTARIAL
LIC.MARIA ALEXANDRA CANOTILHO TEIXEIRA RIBEIRO
JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, para efeitos de publicação que por escritura de hoje, exarada a folhas trinta e quatro e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número dezanove-E, deste Cartório, compareceram como outorgantes: JORGE DE CARVALHO TORRES SIMÕES (NF:106.073.370), divorciado, residente na Urbanização do Loreto, lote 4, 10.º B. Eiras, Coimbra. Que é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrém, do seguinte imóvel sito em Barroca do Canavial, freguesia de Torres do Mondego, concelho de Coimbra, omisso na competente Conservatória: Metade indivisa de um prédio rústico, composto de pinhal e mato, no seu todo com a área de sete mil e setecentos metros quadrados, a confrontar do norte e nascente com Borges e Irmão, sul com Augusto Maria de Carvalho e poente com Borge e Irmão e estrada, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 2.669, com o valor patrimonial, tributário, correspondente à fracção, de sessenta e sete euros e seis cêntimos e atribuído de trezentos euros. Que o referido imóvel encontra-se inscrito na respectiva matriz em nome de José Torres Simões. Que possui o dito imóvel, na referida proporção, sem qualquer interrupção, à vista de toda a gente, sem qualquer oposição, limpando o mato, pagando as contribuições e impostos respeitantes, posse que assim exerceu como verdadeiro proprietário que sempre se julgou, era e é do dito imóvel, pelo que o adquiriu, na referida proporção, por usucapião, fundada nessa posse, que exerceu em seu próprio nome, de boa fé, de modo pacífico, contínua e publicamente, por período superior a vinte anos, estando ele justificante impossibilitado de comprovar pelos meios extrajudiciais normais a aquisição do seu direito sobre aquele imóvel, atento o título de aquisição. Penacova, 29 de Abril de dois mil e seis. A Colaboradora, (Maria Isabel Bento Batista e Pina) “O Despertar” N.º 8388, 06/05/12
Slide 21: VOZ DESPORTIVA
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Chegou a ser dada como certa a descida da Académica, que esteve a perder 2-0, mas os estudantes acabariam por conseguir empatar com o Marítimo, garantindo assim a permanência na primeira divisão. No final, era bem visível a felicidade dos jogadores, sobretudo de N´Doye e Joeano (na foto), e do treinador Nelo Vingada.
Foi muito complicado, mas a Naval conseguiu alcançar o seu objectivo. A vitória frente ao Penafiel por 1-0 garantiu aos figueirenses a permanência no mais alto patamar do futebol nacional. Leo Guerra (na foto) esteve em campo o tempo suficiente – pouco mais de dez minutos – para marcar o golo que valeu por uma época. O Estádio Municipal 25 de Abril foi pequeno para os festejos.
CLASSIFICAÇÕES
SUPERLIGA
JVEDMSP 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 FC Porto Sporting Benfica Sp. Braga Nacional Boavista U. Leiria V. Setúbal E. Amadora Marítimo P. Ferreira Gil Vicente Belenens. Académica Naval Guimarães Rio Ave Penafiel 34 34 34 34 34 34 34 34 34 34 34 34 34 34 34 34 34 34 24 7 3 22 6 6 20 7 7 17 7 10 14 10 10 12 14 8 13 8 13 14 4 16 12 9 13 10 14 10 11 9 14 11 7 16 11 6 17 10 9 15 11 6 17 8 10 16 8 10 16 2 9 23 53 50 51 38 39 37 44 28 31 37 38 37 40 37 35 28 34 21 16 24 29 22 31 29 41 33 33 36 49 42 42 48 48 41 53 61 79 72 67 58 52 50 47 46 45 44 42 40 39 39 39 34 34 15 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Beira Mar Desp. Aves Leixões Olhanense Varzim Gondomar Santa Clara D. Chaves Estoril Feirense Vizela Portimon. Moreirense Sp. Covilhã Barreirense Marco Ovarense Maia
DE
FUTEBOL
I I I D I V. - S é r i e C
J V ED MS P
LIGA DE HONRA
JV ED MS 34 18 14 2 34 18 10 6 34 17 11 6 34 13 13 8 34 13 13 8 34 14 9 11 34 13 12 9 34 13 11 10 34 11 12 11 34 12 8 14 34 11 11 12 34 10 13 11 34 11 9 14 34 10 12 12 34 8 11 15 34 7 8 19 34 6 7 21 34 6 6 22 P
II DIVISÃO - ZCentro
JV ED MS P 1 Oliveirense 26 17 5 4 52 26 56 2 Fátima 3 Tourizense 4 Pampilhosa 5 Abrantes 6 Nelas 7 Rio Maior 26 14 8 4 41 18 50 26 14 5 7 38 22 47 26 12 8 6 36 29 44 26 13 5 8 38 33 44 26 9 10 7 32 27 37 26 9 9 8 31 31 36
I I I D I V. - S é r i e D
JVEDM SP 1 Eléctrico 30 17 8 5 2 Mirandense 30 16 6 8 3 Caldas 30 15 7 8 4 Sourense 31 13 11 7 5 Monsanto 31 15 5 11 6 Idanhense 30 13 7 10 7 Riachense 30 12 8 10 8 Peniche 30 12 6 12 9 Caranguej. 30 10 11 9 10 Alcobaça 30 10 10 10 11 Sertanen 30 9 10 11 12 Marinhen. 30 9 9 12 13 Bidoeiren. 30 9 9 12 14 Fundão 30 9 6 15 15 Benediten. 30 8 8 14 16 Vigor 30 6 7 17 17 Amiense 30 5 8 17 37 25 38 25 43 33 51 39 42 32 40 27 33 33 33 36 34 33 30 25 31 34 45 43 35 40 22 33 31 39 23 41 23 53 59 54 52 50 50 46 44 42 41 40 37 36 36 33 32 25 23
451868 47 30 64 47 19 62 41 28 52 47 39 52 56 41 51 45 32 51 40 36 50 44 43 45 44 44 44 42 48 44 36 36 43 36 37 42 37 42 42 31 41 35 32 63 29 36 72 25 30 67 24
8 Sp. Pombal 26 9 7 10 34 29 34 9 P. Castelo 25 9 5 11 27 37 32 10 O. Bairro 11 Portomos. 26 6 11 9 32 35 29 26 5 12 9 26 27 27
12 BC. Branco 25 5 8 12 23 39 23 13 U. Coimbra 26 6 3 17 24 50 21 14 O. Hospital 26 2 6 17 22 53 12
1 U. Lamas 32 2 Avanca 32 3 S.J. Ver 32 4 Lamas 32 5 Tondela 32 6 Souropires 32 7 Valecambr. 31 8 Anadia 32 9 Milheiroen. 32 10 Valonguen. 32 11 Gafanha 32 12 Satão 32 13 Cesarense 31 14 Tocha 32 15 Estarreja 32 16 F. Algodres 32 17 Marialvas 32 18 Arrifanen. 32
19 5 8 17 6 9 15 8 9 14 10 8 14 9 9 14 8 10 12 13 6 12 11 9 13 7 12 10 12 10 9 13 10 9 12 11 9 12 10 8 13 11 8 12 12 7 9 16 7 7 18 1 11 20
44 52 46 48 48 41 43 32 40 34 34 35 34 31 33 25 30 21
21 29 37 37 36 33 36 31 39 34 39 35 36 33 41 42 53 59
62 57 53 52 51 50 49 47 46 42 40 39 39 37 36 30 28 14
PRAÇA PÚBLICA
Qual a importância para a Região Centro ter quatro equipas – Académica, Naval, Beira-Mar e Leiria – na primeira divisão?
“Fiquei muito satisfeito. São equipas que têm lutado pela permanência e, portanto, acho muito positivo.”
António Pureza 74 anos, Reformado
“Ter este número de equipas é sempre bom, nem que seja para divulgar a nossa Região. Ainda assim, do ponto de vista financeiro, creio que vai ser complicado aguentá-las na primeira divisão.”
Helder Oliveira 46 anos, Motorista
“É muito positivo para as pessoas e para a própria Região.”
“É muito bom, sobretudo porque traz vantagens económicas para a Região.”
“É muito importante, na medida em que o futebol é um desporto de massas e é sempre bom que uma Região tenha o maior número de equipas na primeira divisão.”
Gaspar Mendes 63 anos, Professor
David Silva 23 anos, Emp. de balcão
João Soares 20 anos, Estudante
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O Despertar
22
YO-YO
O estado na Nação-Rosa
O filho de Marisa Cruz e João Pinto já tem dois dentes, Elisabeth Taylor prepara o seu funeral, Celine Dion está com uma otite, Raquel Henriques quer um filho de Alexandre, Rita Egídio arranjou novo negócio e desmente separação, Stéphanie deve voltar a casar-se com Ducruet, seu ex-guarda-costas. Luísa Beirão continua a adiar a decisão de ser mãe, Ana Afonso anda saturada da agricultura. Hélas, o primeiro neto dos grãos-duques do Luxemburgo foi finalmente fotografado. Uff, até que enfim! Mico da Câmara Pereira vai estar numa jaula com quatro leões e elevar-se ao tecto do Chapitô na roda gigante e de olhos vendados. Vai tudo correr bem…
Alexandra Lencastre oferece-se para ama do bebé do ex-marido
“Já me vejo a tomar conta do bebé”, mancheta a “Caras”. A afirmação é de Alexandra Lencastre, a quem se atribui a revelação de que Piet-Hein vai ter um filho de outra mulher: “A sensual actriz confirma que Piet-Hein vai ser pai”. Já agora, fiquem com o nome da mãe (do filho de Piet-Hein, não da mãe de Alexandra Lencastre): Patrícia Silva. Um pouco confuso, não é?
Afinal, em que ficamos?!
“Não gosto de falar da minha vida pessoal”. “Quando falo da minha família é porque penso tratar-se de um estímulo para as outras pessoas”. “Falei da separação do meu ex-marido para provar que podem existir separações civilizadas”.
Marina Mota à Flash!
Isabel Preysler vai emagrecer
“Não quero ser uma sogra pesada”, confessou à Hola
Filipa tem bola de cristal
“Se um dia o Simão me trair é fácil eu saber”, garante Filipa Sabrosa, mulher do jogador do Benfica, à revista Maria.
Alô mulheres!
O fair-play de Herman
“Depois de ter visto a Bárbara ao lado do marido em campanha eleitoral, acho que está preparada para tudo”
O humorista à “Caras”, a propósito da sua substituição por Bárbara Guimarães na apresentação dos Globos de Ouro.
Calmeironas
“A Sónia Araújo bem tenta ser um bocadinho mais calmeirona, sobretudo quando está ao lado de uma calmeirona. Mas, ó filha, cada uma é como é. Não é?”
Pergunta dilacerante da “Nova Gente”.
“Já é mais do que certo que o actor se encontra disponível para amar” – assevera a Maria, referindo-se ao actor Marcantonio del Carlo.
Amor com adrenalina
“Sei que ele tem uma eterna apaixonada e é assediado pelo sexo feminino. Mas é bom, porque não gosto de ter ho-mens a que ninguém ligue nenhuma”.
Alberta Marques Fernandes sobre o marido, Miguel Beleza.
e Jorg ’, coisa que nos n d e s me g a iziam dondoo do ‘maispcaoriasarefeari,rquerr dizeirt,e Ed m e de r a srefeitos, etidanet tolegrráavçeale a densagrqauçe não per ’, falavodos o permi entre a a media ndo t anda r
a amp S
io
Os Super-Rápidos
“Eu não gostava de ser entrevistado por mim próprio. Não dou tempo a ninguém para responder”
Rodrigo Guedes de Carvalho à “NS”
n i ia a os “Par a m é d oscilam uma áto major. e ‘vai-se um dev é r d s de s, q u e alidade ures po p r e s s õ e s a ç õ e s squina r g n e e gene o-nos al s n e m d õ e s e s e rado, à PA, a a s o IS ficam s c o l o r i d e x p r e s tivesse p ado”. ca n aras”. ó s líni s e ia C a “C v i s õ e r m i t e s cto, se e ente atra olog ónica n P fa lm sic r ve , de de P em c edia ora o se fess com uer, irrem o l, Pr q Lea qual bel
Isa
“A velocidade excita-me!”
Alexandra Fernandes à “Motor 24”
Título
da semana
Feliz contemplada: Revista “Caras”.
“Elisabete Carvalho foi ao cabeleireiro ao pé da nova casa onde vive com Baía”.
Slide 23: O PREGOEIRO
23
Amanhã Domingo
07.00 Brincar a Brincar 08.00 Brinca Comigo 09.30 O Tempo dos Dinossauros 10.00 Eucaristia Dominical 11.00 No Coração de João Paulo II 12.00 Jornal da Tarde 13.00 Automobilismo 14.45 Perdidos 17.00 Futebol: F.C. Porto - Setúbal 19.00 Edição Especial Desporto 19.30 Contra Informação 20.00 Telejornal 21.15 As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa 21.45 Príncipes do Nada 22.15 A Herança 23.15 O Caçador de Sonhos 01.45 Sem Rasto 02.30 A Filha de Mussolini 04.30 Automobilismo
O Despertar
12| MAIO |06
Hoje
Segunda
07.00 Bom Dia Portugal 10.00 Praça da Alegria 12.55 Nonstop 13.00 Jornal da Tarde 14.15 Essas Mulheres 15.15 Portugal no Coração 17.20 Nonstop 17.30 Dois Homens e Meio 18.00 Portugal em Directo 19.15 Em Família com Fernando Mendes 20.00 Telejornal 21.05 Notas Soltas 21.30 A Herança 22.25 Contra-Informação 22.30 Prós e Contras 01.00 A História do Campo Pequeno 01.30 E-Ring 02.15 O Mistério Galindez 04.00 Televendas 06.05 Nós
SOCIEDADE
FAZEM ANOS: HOJE: Adriano Lopes Bento; Maria Cândida de Saúde Sarmento Lyster Oliveira; Armando António Loureiro Dias; Catarina Suzana dos Santos Várzeas. AMANHÃ: Guilhermina Lopes dos Santos; Maria do Rosário Fonseca Coimbra; Alcina da Silva Facas Simões. DOMINGO: Maria Armanda Borges de Melo Fonseca; Cristina Maria Ferreira dos Santos; Dália M.ª Jesus Lourenço; Beatriz
das Dores; Waldemar da Silva; Augusto Ferreira Garcia. SEGUNDA: Américo José. TERÇA: Tânia Catarina Henriques Damas Silva; Isabel Martins da Silva Pereira; António Nunes de Almeida; Dr. Fernando Alves Pereira; Eng. Mário Franco Gusmão Martins; Olinda Maria Grosso dos Santos. QUARTA: Célia Rodrigues Alves Pereira. QUINTA: Miguel Pedro Correia; Hugo Daniel Henriques Simões Damas.
07.00 Todos Ao Pavilhão do 06.30 Bom Dia Portugal Conhecimento 10.00 Praça da Alegria 08.00 Brinca Comigo 12.55 Nonstop 09.00 Cerimónias de Fátima 13.00 Jornal da Tarde 13.00 Jornal da Tarde 14.15 Essas Mulheres 15.15 Portugal no Coração 14.10 TOP + 15.15 A Canção do Ano 17.20 Nonstop 17.30 Dois Homens e Meio 15.45 Diário de Sofia 16.15 Na Terra dos Ricos 18.00 Portugal em Directo 18.45 Em Família com 17.30 Heróis de palmo e Meio 19.30 Exclusivo Mundial Fernando Mendes 20.00 Telejornal 20.00 Telejornal 21.15 Dança Comigo 21.15 Gato Fedorento 23.00 Homens de Honra 21.45 A Herança 01.15 Sem Rasto 22.45 Contra-Informação 23.00 Quando os Lobos Uivam 02.00 A Filha de Mussolini 04.00 A Hora Discovery 00.00 No Coração de João 04.15 Televendas Paulo II 06.05 Boletim das Pescas 01.00 Procissão das Velas 02.00 Às Terças com Morrie 04.45 Televendas
FARMÁCIAS DE SERVIÇO
HOJE S. P. - LUCIANO & MATOS: R. da Sofia, 7 Coimbra - Tel: 239 42 22 56 S. P. - MACHADO: R. Bernardo Albuquerque,19 Coimbra - Tel: 239 46 13 17 S. R. - MARIA DO CÉU ALBUQUERQUE Ad. Cima - Coimbra - Tel: 239 96 30 22 AMANHÃ S. P. - SANTA ISABEL - Av. Sá Bandeira, 28 Coimbra - Tel: 239 40 24 70 S. P. - ROCHA: Rua do Brasil, 70 Coimbra - Tel: 239 93 02 67 S. R. - MIRANDA: Praça do Comércio, 41 Coimbra - Tel: 239 44 13 19 DOMINGO S. P. - SITÁLIA: Largo da Sé Velha, 13 Coimbra - Tel: 239 94 64 44 S. P. - CENTRAL: Rua da Sofia, 19 / 21 Coimbra - Tel: 239 96 12 07 S. R. - GASPAR: Rua Carlos Seixas, Nº 113 Coimbra - Tel: 239 20 24 31 SEGUNDA S. P. - RAINHA SANTA: Av. F. Magalhães, 425 Coimbra - Tel: 239 94 01 46 S. P. - DONATO: Est. dos Covões- Bl. G-S S. M. Bispo - Coimbra - Tel: 239 81 24 44 S. R. - SILVA SOARES: R. Vasco da Gama, 44 B. Norton de Matos - Tel: 239 42 27 30 TERÇA S. P. - FIGUEIREDO: Rua da Sofia,107 Coimbra - Tel: 239 82 52 11 S. P. - LOPES RODRIGUES: R. Fern.Tomás, 2 Coimbra - Tel: 239 20 49 79 S. R. - CELAS: Av. Armando Gonçalves, 56 Coimbra - Tel: 239 484045 QUARTA S. R. - S. JOSÉ: Al. Calouste Gulbenkian, Lote 5 Coimbra - Tel: 239 22 776 S. P. - RODRIGUES DA SILVA: R. F.Borges, 32 Coimbra - Tel: 239 94 01 33 S. P. - DUARTE - Calçada Sta Isabel, 46 Coimbra - Tel: 239 91 22 19 QUINTA S. P. - ESTÁDIO: R. Brasil, Nº 248 - R/C Coimbra - Tel: 239 82 20 43 S. P. - UNIVERSAL: Praça 8 de Maio, 33 Coimbra - Tel: 239 95 05 51 S. R. - M. NAZARÉ: Av. João das Regras,132 Coimbra - Tel: 239 41 11 00
07.00 Euronews 07.15 Zig Zag 14.00 Sociedade Civil 15.30 O Mundo Aqui 16.00 Entre Nós 16.30 Euronews 17.00 National Geographic 17.30 Hora Discovery 18.30 A Fé dos Homens 19.00 Balanço & Contas 19.25 Negócios à Parte 19.45 Zig Zag 20.15 Diário de Sofia 20.45 Friends 21.15 Hora Discovery 22.00 Jornal 2 22.30 Do Dia D até Berlim 23.30 Vidas 00.30 Sexo, Seringas e Rublos 01.15 National Geographic 01.45 Bastidores 02.15 Balanço e Contas 02.30 Negócios à Parte 03.00 Euronews 04.00 A Alma e a Gente 04.30 Sociedade Civil 06.00 Euronews
07.00 Euronews 07.30 África 7 Dias 08.00 Notícias de Portugal 09.00 Universidade Aberta 12.00 Haja Saúde 13.00 Vida Por Vida 13.30 Bombordo 14.00 Hora Discovery 15.00 Desporto 2 19.30 Mundos 20.15 Samurai 7 20.45 Gente da Cidade 2006 21.15 Sabores 21.45 A Hora da Sorte 22.00 Jornal 2 22.30 Calma, Larry! 23.00 Nós 00.45 Músicas 01.45 A Revolta dos Pastéis de Nata 02.45 Euronews 03.00 Desporto 2
07.00 Euronews 07.30 Músicas de África 08.30 África Global 09.00 Caminhos 09.30 70x7 10.00 Nós 11.00 Da Terra Ao Mar 11.30 Consigo 12.00 Olhar o Mundo 12.30 São Paulo - Medo e Terror na Cidade 13.45 A Revolta dos Pastéis de Nata 15.00 Desporto 2 17.00 A Bandeira dos Piratas 18.20 Bombordo 18.45 National Geographic 19.00 Do Dia D até Berlim 20.00 Diário de Sofia 20.30 Os Simpsons 21.00 Bombordo 21.30 A Alma e a Gente 22.00 Jornal 2 22.30 Diga Lá Excelência 23.15 Britcom 23.45 Onda Curta: Despindo a Minha Mãe; Membro Fantasma; Menos Nove; Pouco Espaço
07.00 Euronews 07.15 Zig Zag 14.00 Sociedade Civil 15.30 O Mundo Aqui 16.00 Entre Nós 16.30 Euronews 17.00 National Geographic 17.30 Hora Discovery 18.30 A Fé dos Homens 19.00 Eurodeputados 19.30 Zig Zag 20.30 Diário de Sofia 20.45 Amigos 21.15 Hora Discovery 21.50 A Hora da Sorte 22.00 Jornal 2 22.30 Sete Palmos de Terra 23.30 Mundos 00.30 Amores e Desamores 01.15 National Geographic 01.45 Universidades 02.00 Diga Lá Excelência 03.00 Euronews 03.30 Eurodeputados 04.00 Vida Por Vida 04.30 Sociedade Civil 06.00 Euronews
OBSERVAÇÃO:
S. P. - Serviço Permanente
• Inicia às 9h e encerra às 9 do dia seguinte
S. R. - Serviço de Reforço
TELEFONES URGENTES
BOMBEIROS Mat. D a n i e l d e M a t o s ....... 239 403 060 Bombeiros Sapadores .. 2 3 9 7 9 2 8 0 0 Instituto Maternal .............. 239 480 400 Bombeiros Volunt. ......... 2 3 9 8 22 323 H o s p i t a l M i l i t a r ................. 239 403 080 “ “ ....................... 239 405 058 HOSPITAIS SERVIÇOS Emergência Social ......... 2 3 9 8 22 139 PSP Urgência .......................................... 1 1 2 Universidade .................... 2 3 9 400 400 Polícia Segurança Pública ..... 2 3 9 8 51 300 Covões ................................ 2 3 9 8 0 0 1 0 0 Telefone SOS ...................... 239 721 010 Celas .................................... 2 3 9 404 030 Socorro e Emergência .. 239 792 808 Pediátrico .......................... 2 3 9 484 163 S e r v . E l e c t r i c i d a d e .. 0 8 0 0 2 4 6 2 4 6 Sobral Cid ........................... 239 404 422 S O S E s t u d a n t e ................ 0808 200 204
TELEFONES ÚTEIS
Linha Cidadão Idoso .................. 800 203 531 SOS Solidão ............................... 800 205 535 (Diariamente das 16 à 1 hora) Programa Turismo Sénior ........ 217 901 023 (Linha Directa 24 Horas) Provedor da Justiça .................. 808 200 084 (Linha destinada a Idosos) Portugal Telecom Pensionistas.. 800 206 206 Linha Mulher .............................. 800 201 805 SOS Voz Amiga ........................... 800 202 669 Intoxicações .................................. 808 250 143 Com. Iguald. e Dir. da Mulher ..... 800 202 148 APAV ....................... 218 884 732 / 218 876 351 Cons. Nac. Pol. da 3.ª Idade ....... 217 816 530 Fund. Port. Cardiologia ............... 213 815 000 Assoc. Def. Diabéticos ................. 213 628 675 Assoc. Port. Osteoporose ........... 213 633 314 Inst. Port. de Reumatologia ......... 213 572 326
06.00 Iô-Iô 07.00 Programa da manhã 10.00 Fátima 13.00 Primeiro Jornal 14.15 Laços de Família 15.00 Contacto 16.45 O Jogo 17.30 Malhação 18.15 New Wave 18.45 Sinhá Moça 20.00 Jornal da Noite 21.15 Floribella 22.15 Belíssima 00.00 Diário do Mundial 00.15 CSI Nova Iorque 01.15 Ela, Eu e o Outro 03.15 A Lua Disse-me 04.15 Ganância
06.45 Animações 09.00 Disney Kids 10.00 Animações 11.00 Uma Aventura 12.00 O Nosso Mundo 13.00 Primeiro Jornal 14.00 Êxtase 15.00 CSI Las Vegas 16.00 Filme a designar 18.00 Filme a designar 20.00 Jornal de Sábado 21.15 Desprevenidos 22.00 Maré Alta 23.00 O Crime do Padre Amaro 00.00 Insomnia 02.15 Programa a designar 04.00 Pulsações
07.00 Animações 09.00 Disney Kids 10.00 Animações 11.00 Uma Aventura 12.00 BBC Vida Selvagem 13.00 Primeiro Jornal 14.00 SIC a Caminho do Mundial 14.45 A Vingadora 15.45 Filme a designar 17.45 Filme a designar 20.00 Jornal de Domingo 21.15 Camilo Em Sarilhos 22.00 7 Vidas 23.00 Hermansic 01.45 Sócios à Força 04.00 Os Maias
06.45 Iô-Iô 07.00 Programa da Manhã 10.00 Fátima 13.00 Primeiro Jornal 14.00 Laços de Família 15.00 Contacto 16.45 Malhação 18.30 New Wave 18.45 Sinhá Moça CINEMAS 20.00 Jornal da Noite 21.00 Floribella cine-teatro Tel. 239 822 131 22.15 Gala dos Prémios da Dias 12 a 17 M/ 12 anos Imprensa Desportiva 00.00 Diário do Mundial 00.15 Levanta-te e Ri 5ª a 2ª às: 14 - 16H30 - 19 - 21H30 02.00 A Lua Disse-me 4ª às: 21H30 - 6ª e Sábado às: 00H004ª às: 03.00 Ganância 04.00 Pulsações
estúdio 2 Tel. 239 822 131
Dias 12 a 17
M/ 12 anos
“BREAKFAST ON PLUTO”
“VAI E VIVE”
5ª a 2ª às: 15 - 18 - 21H45 4ª às: 21H15 - 6ª e Sábado às: 23H45
classificados
07.00 Diário da Manhã 10.00 Você na TV! 13.00 Jornal da Uma 14.00 Anjo Selvagem 16.00 Quem Quer Ganha 17.00 Quem Quer Ganha 18.00 Morangos com Açúcar 20.00 Jornal Nacional 21.15 Euromilhões 21.30 Dei-te Quase Tudo 22.45 Fala-me de Amor 00.00 Fiel ou Infiel? 02.30 Procissão das Velas 03.30 Frasier 04.15 TVI Negócios 04.30 A Lei da Rua
07.00 Animações 10.00 Procissão do Adeus 13.00 Jornal da Uma 14.00 A Namorada do Pestinha 15.45 Dia de Folga 17.45 Homicídio na Casa Branca 20.00 Jornal Nacional 21.15 O Prédio do Vasco 22.00 Fala-me de Amor 23.00 Os Serranos 00.15 O Código Ómega 03.00 Monk 03.45 Dawsons Creek 04.30 A Lei da Rua
07.00 Animações 10.00 Clube das Chaves 11.00 Missa 13.00 Jornal da Uma 14.00 Titanic 18.00 Morangos Com Açúcar 20.00 Jornal Nacional 21.00 Inspector Max 22.30 O Meu Odioso e Inacreditável Noivo 23.45 Bad Boys 2 02.30 Dawsons Creek 03.30 A Lei da Rua 05.30 Televendas
07.00 Diário da Manhã 10.00 Você na TV! 13.00 Jornal da Uma 14.00 Anjo Selvagem 16.00 Quem Quer Ganha 17.00 Quem Quer Ganha 18.00 Morangos com Açúcar 20.00 Jornal Nacional 21.15 Dei-te Quase Tudo 22.30 Fala-me de Amor 23.45 Operação Portugal 00.00 AB...Sexo 01.30 Tráfico 04.15 TVI Negócios 04.30 A Lei da Rua
TERMOACUMULADORES Reparações ao domicílio, garantia 1 ano; António R. Santos. Telf. 239 439 474 - José Cortez - Telef. 239 491 896. HIPERPEÇAS, Variada gama de peças e acessórios de automóveis: Óleos - Filtros - Estação de Serviço. R. António José de Almeida 253, Tlf. 239 483 657. - Coimbra E S T O R E S A R L I N D O - Vende Estores, boa qualidade. Repara todo o tipo de estores. Espírito Santo das Touregas - Telf. 239 981 644 Coimbra TASCA DO QUIM - Quim dos Os-
sos Pratos regionais - Ru a Antó-nio Vasconcelos, 3 e 5 Telf. 239 823 146 - Coimbra. LAVAGEM DE ESTOFOS em viaturas automóveis e todos os serviços de lavagens automóveis e pneus. HIPERPEÇAS, Rua António José de Almeida, 253. Telef. 239 483 657 Coimbra COIMBRAPNEUS - Comércio de Pneus, Lda. - Pneus de todas as Marcas. Vasta variedade de Jantes Especiais. Alinhamentos de Direcção. Equilíbrio de Rodas por Sistema Computoriza-do. Av. Elisyo de
Moura, 381. Telef. 239 703 784 Coimbra MARIA HELENA MOURÃO FELIZARDO SILVA, Retrosaria Cortinados - Arranjos de Costura. R. Flávio Rodrigues, 20 - St. António dos Olivais Tlm. 918926895. POCINHO & FILHOS, LDA. Instalações e Reparações Elé-ctricas, Águas e Aquecimento Central - Rua Brigadeiro Correia Cardoso, 439 - Tel 239 715 034. CASA DA LUIZA - Antiguidades - Compra e Venda Avaliação dePartilhas R. Comb. G. Guerra,155-Tel. 239402740 -Coimbra
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O Despertar
24
CREPÚSCULO
Nacional & Internacional
Maternidades As maternidades que o Governo quer encerrar estão fora das que registam os maiores valores de mortalidade ou complicações pós-parto. O estudo realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública avalia as maternidades pelos resultados alcançados – número de mortos e número de complicações no parto – e não pelas condições que cada maternidade dispõe, nem os procedimentos técnicos que adopta, como fez o Governo. Terrorismo Os serviços de informações britânicos não dispunham dos meios suficientes para evitar os atentados de 7 de Julho de 2005 em Londres. De acordo com o relatório parlamentar, dois dos autores dos atentados eram já conhecidos dos serviços de segurança, mas não chegaram a ser objecto de um inquérito aprofundado, porque havia então “maiores prioridades”. Os atentados de 7 de Julho, levados a cabo por quatro jovens britânicos de origem paquistanesa e jamaicana, fizeram 52 mortos nos transportes públicos de Londres. Artesanato Coimbra acolhe, de hoje a 18 de Maio, a 6ª edição da Feira de Artesanato. Constituir uma forma de manter viva a arte da criação artesanal é dos objectivos do evento, no qual participam mais de uma centena de artesãos, provenientes de várias zonas do país. De entre as artes e ofícios ancestrais, estarão representadas as vertentes de olaria e cerâmica, vidro e tecelagem. Na tenda da Praça da República estará, ainda, representada a área do artesanato criativo de cariz contemporâneo.
Milhares a caminho de Fátima
Bloco -Notas
Hoje Arraiolos
A Galeria do Jardim da Casa Municipal da Cultura alberga, até 4 de Junho, uma exposição de quadros a Ponto de Arraiolos, baseados em mosaicos de Conímbriga, da autoria de António Adauta.
Máquina logística apoia peregrinos
Milhares de pessoas envergando coletes reflectores, de chapéu na cabeça e terço na mão enxameiam hoje as estradas da região centro do país, maioritariamente oriundas do norte, em direcção ao Santuário de Fátima.
O 13 de Maio é o dia da peregrinação por excelência – embora quase diariamente, ao longo dos meses de Primavera e Verão, cheguem à Cova da Iria peregrinos a pé –, e assim, os dias que antecedem a data são escolhidos por milhares para cumprimento de promessas feitas em momentos de angústia. As questões de saúde justificam a maioria das promessas, mas também há muita gente que vai a Fátima a pé “apenas por uma grande fé”, como é o caso de Margarida Freitas, esteticista de Paços de Ferreira, de 38 anos. “É a primeira vez que venho. Tenho muita fé. Venho sem qualquer promessa, apenas para agradecer a minha vida”, disse à Agência Lusa, ao lado do médico dentista João Espírito Santo, de 26 anos, pela primeira vez a dar apoio aos peregrinos da Obra do Bem Fazer (OBF), de Paredes. “Esta é a primeira vez,
Pintura
“Expressões do Impressionismo” é a mais recente exposição de pintura da Paletro Galeria de Arte. Os trabalhos de José Carlos Prudêncio, José Cascada, Lourenço Gomes de Campos, Pedro Olayo e Salvação Barreto poderão ser visitados até 26 de Maio.
“Uma Frase em Destaque”
“Em teoria, não há diferença entre teoria e prática. Na prática, há”.
Yogi Berra, jogador de basebol americano, nascido a 12 de Maio de 1925
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O SEMANÁRIO DE COIMBRA
Sexta feira • 12 de Maio de 2006 • Ano 89 •
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O Despertar
mas de certeza absoluta que não será a última”, assegurou João Espírito Santo, justificando a sua participação no grupo da OBF com “uma grande fé e uma enorme vontade de ajudar os outros”. Os peregrinos que chegam a Fátima enquadrados pela OBF beneficiam, aliás, de uma verdadeira máquina logística que, em cada dia, em pontos pré-determinados, instala “aldeias de apoio” para os fiéis que caminham para o Santuário dentro da sua estrutura organizativa. Associação de apoio a desfavorecidos de Paredes, iniciou a organização de peregrinações a Fátima em 1992, altura em que levou apenas 50 pessoas. Em cada ano, a OBF precisa de mais de 60 mil euros para montar a logística da peregrinação. Os peregrinos inscritos têm direito a comida, assistência
A Associação Integrar tem ao seu dispôr...
• Um vasto leque de produtos Hortícolas; Prestamos: • Serviços de Manutenção de espaços verdes; • Serviços de Mudanças; • Pequenas Reparações; • Pintura de divisões de sua casa.
as ` 6. AS FEIRAS
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Orçamentos caso a caso Integrar
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médica, dormida e seguro de acidentes pessoais. Cada pessoa paga 135 euros. Mas se os peregrinos da OBF têm todas as condições, outros há que vêm por sua conta e risco e se queixam da “exploração” que encontram nalguns estabelecimentos. Helena Vasconcelos, de 43 anos, de Caminha, a cumprir o sétimo dia de percurso, confessou: “Durante estes dias chorei muitas vezes e quase estive para ficar para trás”. A “quebra psicológica, principalmente a meio do percurso, atinge muitos peregrinos”, admitiu à Lusa a médica Maria do Céu, a dar apoio a poucos quilómetros de Fátima, acrescentando que “o espírito de sacrifício e de solidariedade” é que permite ultrapassar os obstáculos que se colocam no cumprimento de longas distâncias. Também as bolhas dos pés, a falta de preparação física, o calçado e vestuário desadequado provocam alguns contratempos, mas ano após ano, segundo os médicos e enfermeiros de diversas organizações dispostas ao longo da estrada, vão sendo menos os afectados, pois “a informação é maior”.
Amanhã Concerto
Do fado ao jazz. Cinco músicos com formação e experiência muito distintas procuram encontrar o fio condutor, apresentando-se de forma informal e despretensiosa. Os Contrabando actuam, amanhã, pelas 23h30, na cave da Galeria Santa Clara.
Arte Sacra
Está patente, até 27 de Junho, na Sala Guilherme Filipe “Ex-Votos do Concelho de Arganil”, uma exposição de arte sacra popular. A mostra – uma iniciativa do Pelouro da Cultura e do Museu Etnográfico de Arganil – pretende divulgar o valioso património existente no município.
O tempo
Hoje Céu pouco nublado. Aguaceiros e trovoada durante a tarde nas regiões do Interior. Vento fraco. Amanhã Céu pouco nublado. Trovoada e aguaceiros nas regiões do Interior. Pequena subida da temperatura máxima. Domingo Céu muito nublado por nuvens altas. Vento fraco. Neblina matinal. Pequena subida da temperatura, em especial da mínima.