Slide 1: EQW, lda | Av. D. Afonso Henriques n.º 42 | 3000-009 Coimbra | NIPC: 508 088 780
COBRIAGEM – NIQUELAGEM CROMAGEM – ZINCAGEM SERRALHARIA CIVIL SOLDADURAS A ELECTROGÉNEO AUTOGÉNEO E ALUMÍNIO REPARAÇÃO DE JANTES EM FERRO E ALUMÍNIO
REPUBLICANO INDEPENDENTE
F U N DA D O E M 1 9 1 7
O Despertar
6.ª FEIRA
25 - Janeiro - 2 0 0 8
INSTALAÇÕES PRÓPRIAS:
Director Interino: António Carlos de Sousa
RELVINHA Telef. e Fax: 239 825 294 3020-365 COIMBRA
O SEMANÁRIO DE COIMBRA
Ano 90 N.º 8469 – 0,75 €
PORTE PAGO
Solução para a Cerâmica Ceres pode estar iminente
Feira das Velharias amanhã na Praça do Comércio
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Aos nossos amigos assinantes e anunciantes
O jornal “O Despertar”, o mais antigo da cidade, não se publicará nas duas próximas edições dos dias 1 e 8 de Fevereiro. Motivos de profunda reestruturação originam esta interrupção. Pedimos desculpa e compreensão de todos os nossos amigos. Voltaremos na edição de 15 de Fevereiro de 2008.
ENTREVISTA NTREVISTA
REPORTAGEM
“Estamos a viver um momento de grandes tensões no sistema judiciário”
Daniel Andrade, pres. do C. Distrital da Ordem dos Advogados nas págs. centrais
“Tróleis” de Coimbra são únicos na Península Ibérica
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… Faça já a sua reserva para o seu cruzeiro de sonho e usufrua das condições espectaculares para crianças menores de 18 anos - GRÁTIS, pagam apenas seguro de viagem e taxas portuárias. Também para a Disneyland as crianças viajam grátis (pagam apenas as taxas de aeroporto e suplemento combustível). Para o México, Republica Dominicana e Jamaica, além das crianças grátis, (pagam taxas de aeroporto e suplemento combustível) ainda usufrui de um desconto de 20% para o seu acompanhante. Também para Noivos dispomos do mesmo desconto de 20% para o acompanhante, nos mesmos destinos. Todas as ofertas têm datas e lugares limitados, pelo que aconselhamos as reservas o quanto antes. Não deixe de nos consultar para outros destinos. Estamos sempre ao seu dispor, para o servir cada vez melhor!
R. João de Ruão, 16 239 855 555 Coimbra Telemóvel 916 626 100 - Coimbra R. Afonso Henriques,17 231 423 343 Cantanhede
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O CONIMBRICENSE
Fausto Correia: Uma dolorosa saudade
Não quero correr o risco de ser interpretado como um palavroso circunstancial! Vivendo fora de Coimbra há mais de 12 anos, não passo (como nunca passei durante os 20 anos em que fiz de Coimbra a casa que não esqueço) de um simples cidadão, agora aposentado, sem mais ambições do que viver sem luxos, sustentando a alma com prazeres assentes no culto da amizade. Nada mais me move do que extravasar afectos que sendo gratificantes em vida são tão dolorosos perante a morte. Se aqui demarco os meus sentimentos é porque não quero nem por um momento que estes se confundam ou sejam simplesmente comparados com testemunhos de pessoas que morderam na mão amiga candidamente depois de perceberem que outras mãos estavam agora ao dispor para serem lambidas ao serviço das suas ambições. Até o Fausto foi vitima dessa gente! “é a vida”, dizia ele, nitidamente amargurado. Conheci o Fausto ainda antes do 25 de Abril quando a vida da juventude de Coimbra (como de muitos outros sítios e locais, mas cada um invoca o seu testemunho) se batia por ideais de Liberdade Igualdade e Fraternidades, ideais hoje de tão pouco uso que caíram em desuso e vivi de perto o seu primeiro cargo politico por ser funcionário da Junta Distrital de Coimbra e ao Fausto ter cabido representar o PS na sua Comissão Administrativa (imagine-se, isso fazia-se de graça!) Uniam-nos esses ideais, e, no meu caso e do Fausto, a amizade pincelava-se também com a tocante coincidência de meu pai ser um velho conhecido do Sr. Fausto (pai) e falar com orgulho dos vinhos verdes de nossa lavra que se vendiam em Coimbra com publicidade da origem. Grato por isso, meu pai interrompia de quando em vez as suas viagens Lisboa/Porto para dar um naco de prosa no comércio do Sr. Fausto e satisfazer vaidades expostas nas suas pipas. Foi ao serviço dessas saudosas e salutares vaidades que meu pai, já velho e doente, se deslocou pela última vez a Coimbra. Amigos os pais amigos os filhos; curiosa coincidência de que só soube mais tarde. Embora a distância e os afazeres tornassem os nossos encontros pessoais cada vez mais escassos, sinto falta do Faustão (como carinhosamente o tratava) e gostaria de o extravasar através deste jornal que foi sendo seu, porque tanto lhe dizia; Casa da sua casa de família “O Despertar”, quer pelo amor à arte de comunicar do Fausto, quer pelo que representa para toda a sua família, foi sempre um outro filho (ou será que também foi seu pai?) e mais um elo de ligação à cidade que moldou definitivamente as nossas vidas. Recebo o jornal desde que deixei Coimbra e tornei-me assinante talvez como forma de dar contrapartida tão discreta (creio que o Fausto nunca soube que eu me tornara assinante) como simbólica à amizade deste meu amigo que me disse um dia, escrevendo “que as funções de director do Despertar me dão imenso prazer e grande responsabilidad...” Quanta saudade do Fausto! Das suas virtudes e defeitos, do seu exemplo de tolerância para com os
SEMANÁRIO 90.º Ano de Publicação (Sai às sextas feiras) O Despertar na web www.odespertar.com.pt portal@odespertar.com.pt Director Interino António Carlos de Sousa Redacção António Carlos de Sousa (C.P N.º TE-951) . Zilda Monteiro (C.P N.º 7937) . Colaboradores André Pereira Dinis Manuel Alves Gonçalo Ermida Joana Martins Luís Monteiro Luís Pato
Fausto Correia
90
ANOS
Com Vista á policia
Na Avenida Fernão de Magalhães, nuns terrenos incultos que ali existem, juntam-se todos os dias grande número de rapazes, já crescidos, jogando a bola, fazendo fogueiras, tendo até improvizado uma choupana com palmeiras, onde permanecem largas horas, com grave risco da sua idade em perigo moral. Com vista, pois, ao capitão sr. Sérgio Vieira, ilustre, comandante da P.S.P desta cidade.
outros, da sua generosidade, mesmo material quando necessária, da sua forma de desvalorizar dirigidos rancores, das suas extravagâncias muito peculiares, do desalinhavo matinal do levantar, do cabelo espetado (que as minhas visitas matutinas de fim de semana presenciaram tanta vez) da sua capacidade de fazer e manter amizades mesmo entre os seus adversários ideológicos (alguns dos quais estão entre os seus melhores amigos), do dia em que me mandou livro seu, dos postais e telefonemas de aniversários, do contentamento pela formatura da minha filha, dos seus cuidados quando me soube atacado por um cancro, dos seus conselhos para que pedisse a reforma, do nosso comum percurso no Fórum Conimbrigae e no seu empenho em reactivar o espaço de reflexão e de amizade que tornou inesquecível para nós o desaparecimento do nosso querido amigo José Alberto Loureiro. Enfim do tudo e do nada a não ser a sua própria pessoa. A homenagem pessoal que aqui modestamente lhe presto mais não é – estou certo! – do que o eco de todos aqueles, porventura nem sempre tão próximos da família Correia, mas que igualmente se sentem contaminados pela forma de estar e ser deste grande amigo das pessoas que foi o cidadão Fausto Correia. Todos conhecem deste leal amigo tão cedo desaparecido, um percurso político e profissional invejável. Segredo?!: O Fausto
sempre foi um desinteressado dos proventos materiais proporcionados pelo seu percurso de vida, exerceu a política pela política (quanto me entristece ouvir na televisão que se queremos bons políticos temos de lhe pagar, como se a politica e o serviço público se fizessem, não com dignidade mas com mercenários) e fez desta uma das paixões da sua vida (nunca vi o Fausto trair fidelidades). Por isso admirava Soares e depositou esperanças em Guterres, se reviu no exemplo do Dr. Fernando Vale, partilhou conversas com Torga, travou discussões com adversários políticos que elogiou em jantares de amizade. Talvez por tudo isso, alguns rumos actuais causavam-lhe desconforto. A sua escola de vida explica-se pela forma como que se movimentava na “baixinha” (de que se dizia filho) tratando e sendo tratado como um igual por ricos e pobres, superiores e subordinados, sem renegar amizades modestas junto das quais situava as suas origens e que harmoniosamente casava com outras de outras rodas, quer politicas, quer empresariais, quer culturais. Pena que este “Coimbrinha” não ande por aí espalhando amizade! Sei que esta dolorosa saudade só desaparecerá quando todos os que dele gostam se reunirem no nada proporcionado pela inexistência. É um orgulho que assim seja.
Amadeu Martinho Cardoso de Castro Monteiro
Colunistas ADIFER Alda Constança Amadeu Carvalho Homem Bernardes Teixeira Carlos Cidade Carlos Coelho Veiga Carlos Esperança Eduardo Proença Mamede Fernando Martins Jaime Ramos João Baptista Joaquim Vieira Jorge Rua José Andrade José Henrique Dias José Miguel Queiroz José Soares Júlio Gomes Correia Lino Mendes Luís Marques Luís Martinho do Rosário Manuel Bontempo Manuel Chaves e Castro Marcelo Henriques de Brito Marcos Franco Maria Emília Seabra Paulo Eduardo Correia Paulo Leocádio Bernardo Pedro Ferrão Pedro Redol Rui Fausto Lourenço Sansão Coelho Sofia Figueiredo Vítor Botelho Victor Gonçalves Victor Maia Costa Administração, Redacção, Publicidade, Assinaturas e Serviços Rua Pedro Roxa, 7-1.º Telefones: 239 85 27 10/11/12 Fax: 239 852 719 e-mail: jornaldespertar@mail.telepac.pt Denominação Social ANTÓNIO DE SOUSA (HERD.), LDA. Contrib. N.º 502 137 258 Cap. Social: 7.481,97 Euros Gerência Maria Primorosa Santos Costa de Sousa António Manuel Marques de Sousa Maria de Lurdes Duarte Pedro Correia Composição e Montagem Depart. Gráfico de “O Despertar” Tiragem média no mês de Dezembro 14.000 Exemplares Impressão Beirastexto - sociedade editora, S.A. Rua 25 de Abril, n.º 7 Apartado 44 – 3046-652 Taveiro Número de Registo 100117
AGOSTINHO ALMEIDA SANTOS
Professor Catedrático Medicina GINECOLOGIA - ESTERILIDADE
RETOMOU A CLÍNICA
23 de Janeiro de 1937 Consultório: Rua General Humberto Delgado, 419 -1.º E - 3030-327 COIMBRA
Marcações: Telef. 239 405 928
Slide 3: CIDADE DE COIMBRA
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25| JANEIRO |08
Solução para a Ceres pode estar iminente
CITAÇÕES CASA DAS CITAÇÕES
“A Universidade de Coimbra nasceu praticamente com o Estado português. Desde então, até hoje, ela tem sido um dos pilares mais sólidos da nossa identidade, da nossa existência como Nação independente.”
Cavaco Silva Presidente da República 22/01/08
O Governador Civil de Coimbra, Henrique Fernandes, manifestou-se anteontem convicto de que, até final do mês ou, o mais tardar, 11 de Fevereiro, poderá estar resolvida a situação da cerâmica Ceres, com laboração suspensa há ano e meio.
“Pela primeira vez, temos resultados palpáveis que apontam para uma solução que poderá ser rápida”, afirmou o representante do Governo no distrito no final de uma reunião com a administração da Ceres, sindicalistas, Instituto de
“Com uma Academia de causas teremos uma Academia credível e unida.”
André Oliveira Novo Presidente da AAC 23/01/08
Apoio às Pequenas e Médias Empresas e Segurança Social. Sem adiantar mais pormenores sobre a solução, Henrique Fernandes disse que “tudo leva a crer que, até ao final do mês, ou, o mais tardar, até dia 11, haverá resultados. Com cerca de 200 trabalhadores, a Ceres tem a laboração suspensa há ano e meio, precisando de um financiamento que permita retomar a produção e enfrentar o passivo. O dia 11 de Fevereiro é o “horizonte temporal razoável” para surgirem resultados que possibilitem a retoma da laboração, disse ainda o Governador Civil de Coimbra. De acordo com Henrique Fer-
nandes, “a administração da empresa desenvolveu esforços palpáveis”, com resultados agora visíveis, e os trabalhadores “demonstraram uma compreensão adequada às circunstâncias”. Em declarações aos jornalistas, o Governador Civil de Coimbra realçou também que “não será pelo Estado que o processo será dificultado”. Uma nova reunião intercalar entre as várias entidades envolvidas no processo ficou marcada para 06 de Fevereiro, data em que se poderá realizar uma visita à fábrica. “No dia 06, poderá ocorrer o anúncio de boas soluções no próprio local”, acrescentou Henrique Fer-
nandes. Segundo o coordenador da União de Sindicatos de Coimbra (USC/CGTP-IN), António Moreira, na reunião de anteontem, “pela primeira vez, surgiu algo palpável” susceptível de criar “algum optimismo”. “Esperamos que, até dia 06, haja resultados mais visíveis e que possam ser tornados públicos”, afirmou o dirigente sindical. O Governador Civil de Coimbra disse ainda aos jornalistas que esta reunião intercalar teve como objectivo “verificar o bom andamento do processo com vista a uma solução que viabilize a retoma de actividade da Ceres”.
“Se Coimbra quer ser uma lição deve, antes de mais, reger-se por princípios de ética, direito e transparência.”
Horácio Pina Prata Vereador da CMC (PSD) 23/01/08
“A AAC é uma escola de vida como não há igual. O Paulo que entrou em 2007, é profundamente diferente daquele que saiu em Janeiro de 2008. É mais maduro, mais capaz, mais experiente, mais conhecedor, mais preparado.”
Paulo Fernandes Presidente cessante da AAC 24/01/08
Feira das Velharias amanhã na Praça do Comércio
A Praça do Comércio, na Baixa de Coimbra, acolhe amanhã, entre as 9 e as 19h00, mais uma edição da Feira das Velharias.
Tal como é habitual, estarão à venda uma grande variedade de produtos, sobretudo antiguidades, desde peças de cerâmica, joalharia, ourivesaria, latoaria ou utensílios domésticos. Os livros ocupam, também, um lugar de destaque, a avaliar pela quantidade de alfarrabistas que aderem à iniciativa. Esta acção, promovida pela Câmara Municipal de Coimbra, através do Departamento de Cultura, é permanentemente acom-
“Cahué às quintas” hoje no Atrium Solum
O Centro Comercial Atrium Solum acolhe hoje, excepcionalmente à sexta-feira, mais uma iniciativa “cahué às quintas”, um evento promovido pela administração do Atrium e a Cahué. Hoje, às 16h30, decorre o workshop “Queijadas de Pereira”, com Maria de Lurdes Oliveira.
A doceira Maria de Lurdes Oliveira realiza assim mais um workshop àcerca das queijadas de Pereira do Campo e mostra o seu processo artesanal de fabrico: dos ingredientes, à produção da massa fina e do recheio e por fim à cozedura. É possível participar e tentar desvendar o segredo deste doce com pelo menos 3 séculos,
“Os agentes culturais não são bem tratados pela autarquia [de Coimbra]. Uma cidade que não reflecte sobre si é uma cidade morta. E é isso que não queremos.”
José Reis Professor na FEUC 24/01/08
panhada por uma Comissão de Feira (Junta de Freguesia de S. Bartolomeu, GAAC – Grupo de Arqueologia e Arte do Centro, PSP, Velhustro e Escola Silva Gaio), responsável pela supervisão do espaço físico onde decorre e da fidedignidade dos produtos expostos.
marca de Pereira do Campo e da margem esquerda do Mondego. Este programa de animação deste espaço comercial prossegue na próxima quinta-feira, dia 31, pelas 21h30, com a festa com sabores dominicanos (bachata e merengue), pela Pásion Academia de Dança. Promovida pela administração do Atrium e pelos Cafés FEB, este evento procura trazer ao centro comercial um maior dinamismo, convidando o público a usufruir de um momento tranquilo, de convívio e partilha.
PRAÇA PÚBLICA
Vai ser inaugurado no final do mês o balcão “Casa Pronta. Acredita que este serviço vem facilitar a compra de casa ao concentrar todos os serviços?
“Espero que sim, vai surgir precisamente com esse intuito.”
Rita Lopes 25 anos, Recepcionista
“Acredito que sim.”
Ernesto Magalhães 35 anos, Vendedor
“Julgo que vem facilitar bastante.”
André Silva 33 anos, Vendedor
“Penso que sim.”
Vera Silva 23 anos, Estudante
“Sim, acredito que sim.”
Lina Neves 42 anos, Empregada Balcão
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NAS MARGENS DO CEIRA
VOZ DE COIMBRA
Cortejo alegórico ao domingo
Queima com novo formato por causa de Bolonha
A Queima das Fitas da Academia de Coimbra vai ter este ano um novo formato, com nove concertos nas “Noites do Parque” e o cortejo alegórico ao domingo, em vez da terça-feira.
A alteração do modelo de “Queima”, cujo programa total se prolonga entre Março e Junho, foi justificada com a introdução do modelo de Bolonha no Ensino Superior e após uma reflexão no órgão que tutela a praxe académica, o Conselho de Veteranos. As actividades tradicionais começam este ano às 00:00 de 03 de Maio, com a serenata monumental, seguindo-se na Praça da Canção a primeira Noite do Parque, dedicada ao antigo estudante, o que constitui uma novidade, e também pelo facto de o ciclo de concertos se iniciar de imediato à realização do espectáculo dedicado ao fado. Nos dias seguintes os concertos das “Noites do Parque” são dedicados a cada uma das oito faculdades, encerrando o ciclo na madrugada de 11 de Maio. Este ano, a Bênção das Pastas, numa eucaristia com a presença dos futuros licenciados, decorre após o programa tradicional, a 25 de Maio. No entanto, a maior inovação é a transferência do Cortejo dos Quartanistas de terça-feira para domingo, dia 04 de Maio, o que na opinião do presidente da Comissão Central da Queima das Fitas, Nuno Pais, traduzir-se-á, “não numa perda de notoriedade”, mas numa possibilidade de atrair mais visitantes. O estudante eleito este ano para a presidência da comissão organizadora da festa adiantou que um dos propósitos desta edição é reforçar a vertente de solidariedade no programa, que além do apoio a instituições de solidariedade da cidade irá também apoiar colegas estudantes com dificuldades. Na terça-feira, em conferência de imprensa, foi apresentada a constituição da Comissão Central da Queima das Fitas, composta por um estudante de cada faculdade que, além de Nuno Pais (Faculdade de Economia), reunirá Sérgio Oliveira (Direito), Filipe Pinheiro (Medicina), Gonçalo Ribeiro (Letras), Patrícia Arrais (Psicologia e Ciências da Educação), Jaime Patrão (Ciências do Desporto e Educação Física), Filipe Leite (Ciências e Tecnologia) e Tiago Parracho (Farmácia). O programa cultural, desportivo e social, que irá decorrer de meados de Março a meados de Junho, ainda se encontra em preparação. A Queima das Fitas de 2007 apresentou um lucro de 811 mil euros, que reverteu para investimentos e actividades culturais e desportivas da Associação Académica de Coimbra (AAC).
“Santa Cruz: Um Café com História”
“Santa Cruz: Um Café com História” é o título do livro que vai ser lançado na próxima quinta-feira, pelas 18h00, no Edifício do Chiado, e que integra a colecção Coimbra Património.
Da autoria de António Inácio Correia Nogueira, esta obra será apresentada pelo professor António Pedro Pita, delegado regional da Cultura do Centro. Na sessão do lançamento do livro actuará o Grupo Folclórico da Casa do pessoal da Universidade de Coimbra.
“D. Carlos e o Regicídio”
A Alternativa - Associação Cultural para o Desenvolvimento do Ser Humano, recentemente constituída em Coimbra, vai realizar no Salão Nobre da Câmara Municipal, nos dia 1 e 2 de Fevereiro, um colóquio evocativo do Regicídio.
Este evento cultural conta com a participação de estudiosos e historiadores da Época Contemporânea, sendo o professor Amadeu Carvalho Homem, presidente da Alternativa, um dos dinamizadores desta iniciativa.
Desilusão instalada Quando o actual primeiro-ministro José Sócrates obteve a maioria absoluta para governar o País, o voto popular que lhe foi conferido assentava, essencialmente, nas mudanças indispensáveis para melhorar um País que há anos atrás se dizia já “estar de tanga ”. O povo português confiava num programa eleitoral apresentado como de rigor financeiro, sem aumento de impostos, em que o esforço financeiro para a reconversão indispensável seria exigido a todos mas proporcionalmente aos rendimentos de cada qual. Foi este o entendimento que me levou a conduzir o meu voto e, estou certo, que da grande parte da população que votou como eu. Surpreendentemente, passado pouco tempo, os impostos eram aumentados com a explicação de que o deficit encontrado não correspondia àquele que oficialmente fora revelado. Uma onda de desconfiança se instalou desde logo, pois não parece verosímil que uma candidatura governamental não se assegure antecipadamente da realidade o que estaria, por certo ao seu alcance, através das consultas oficiais que não poderiam fornecer dados escamoteados. Numa política cega de compressão de despesas, cedo começámos a sentir os efeitos dos cortes em diferentes ministérios com destaque para a Saúde, a Educação, a Justiça, a Administração Pública, em resumo todos sentindo uma politica de cortes orçamentais alguns em sectores que já estavam em franca rotura. Mas tudo era a bem da Nação (onde é que eu já li isto?) Para exemplo, vejamos o que tem acontecido na Saúde. Aumento de taxas moderadoras, encerramento de serviços de urgências e maternidades, menos médicos para maior número de doentes, enfim um rol de decisões erradas que uma página do jornal não chegaria para enumerar em pormenor. Mas não resisto a uma referência. Aos partos. Nos serviços do registo civil de Coimbra, cidade para onde convergiam parturientes de toda a região centro, entre 1947 e l986, terão sido registados dois ou
João Baptista
jornaldespertar@mail.telepac.pt
três nascimentos ocorridos a caminho das maternidades. Recordo um nascimento, por exemplo, ocorrido dentro do comboio no apeadeiro das Carvalhosas. Pois bem, hoje em dia, acompanhando os órgãos de informação, temos conhecimento de que quase diariamente ocorrem partos em ambulâncias, onde os bombeiros, no cumprimento da sua abnegada missão, são obrigados a fazer os trabalhos que aos obstetras estariam destinados. E que dizer do absurdo do encaminhamento das parturientes com residência em locais fronteiriços aconselhadas a ir ter os filhos nos estabelecimentos hospitalares da vizinha Espanha. São factos que se tornariam hilariantes se o bom senso não aconselhasse a que sobre eles meditássemos amarguradamente desiludidos. Mas o primeiro ministro resistiu até agora a todas estas insensatas decisões, em que o grande capital tem sido sempre privilegiado em detrimento das classes mais desfavorecidas. Quem acompanhe os debates parlamentares não pode deixar de reconhecer-lhe uma grande capacidade de liderança, às vezes a roçar a arrogante prepotência sempre indesejável. Mas muitos temos embarcado na proclamada necessidade de apertarmos o cinto num ano com a promessa que o seguinte seria já bem melhor. A realidade mostra à evidência que assim não tem sido e assim continua a não ser. A situação agrava-se dia a dia. O desemprego aumenta. A segurança está um caos. A educação passa por situações sem controle. A justiça arrasta-se e os processos prescrevem em catadupa.
Portugal vive uma grave crise para a qual o Presidente da República lança alertas continuados que podem ser o preâmbulo de decisões mais drásticas. Mas a última machadada no governo de José Sócrates nasce na questão do novo aeroporto, cujas consequências se pretendem apagar com alusão constante a uma presidência europeia tão precocemente elogiada que temo em futuro próximo não seja apelidada de fracasso. Como é que o cidadão comum pode aceitar que um governo, depois de gastos milhões e milhões de euros, com estudos arrastados por largos anos e pagos seguramente por todos nós, anuncie com pompa e circunstância que o novo aeroporto se situaria na Ota, e passados dias mande, proceder a novos estudos e mal concluídos estes a toda a velocidade, esquece o que oficialmente anunciara e muda para Alcochete o local de implantação? Poderá merecer credibilidade este procedimento, que aos olhos de tantos se apresenta como um favorecimento descarado a certas classes que continuam a ter tratamento diferenciado em relação aos outros portugueses? A minha vida já longa, vivida em ditadura e democracia, faz-me encarar o futuro de Portugal com grande apreensão. Com governantes como os que temos tido o Portugal de amanhã não se apresenta risonho para os meus netos. E os culpados são os políticos. São raros, ainda os há felizmente, que não se norteiam por outros princípios que não sejam o cumprimento do dever, correspondendo à confiança que neles depositaram aqueles que os escolheram. Mas a generalidade não ultrapassa o compadrio, o desejo de evidência pessoal, o uso indevido dum poder que julgam absoluto e ilimitado, mas que passados anos encontra nas urnas a resposta adequada através da escolha de um povo que não é estúpido e que está cansado de sentir na pele os erros que tão duramente o atinge. Triste a amargurado questiono-me se Portugal ainda tem futuro?
AMBULÂNCIAS
SERVIÇO PERMANENTE
MARTINS LDA. TINS, ADELINO MARTINS, LDA.
O ORGULHO DE BEM SERVIR DESDE 1940
AGÊNCIA FUNERÁRIA
André Dinis, Lda.
R. 6 de Outubro, 75-Dt.º Tel. 239 496 118 Tlm. 966 005 720 COIMBRA
FUNERAIS – FL ORES – TRASLADAÇÕES FLORES TRASLADAÇÕES SERVIÇO PERMANENTE
Telefs. 239 824 825 - 239 820 406 R. Corpo de Deus, 118-120 3000 COIMBRA
Slide 5: ESPAÇO REPÓRTER
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Coimbra é a única cidade da Península Ibérica com este meio de transporte
Novo troço de “tróleis” deve estar concluído em Março
Um novo troço da rede de troleicarros de Coimbra deverá estar concluído em Março, confirmando a cidade como única da Península Ibérica a dispor deste meio de transporte de tracção eléctrica. Os troleicarros circulam em Coimbra há 60 anos e, hoje como ontem, continuam a proporcionar aos cidadãos uma viagem cómoda e silenciosa pelas ruas da cidade.
“Um meio de transporte ainda inédito em Portugal foi inaugurado em Coimbra”. Foi desta forma que divulgada na comunicação social a estreia dos troleicarros. A primeira viagem pela cidade transformou-se num momento único para Coimbra e para o país, uma vez que era a primeira vez que se via a circular um autocarro movido a electricidade. O primeiro trólei fez a sua estreia a 16 de Agosto de 1947. Hoje, 60 anos depois, Coimbra assume-se como a única cidade da Península Ibérica a ter este meio de transporte e está prestes a inaugurar um novo traçado. O administrador-delegado dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), Manuel Oliveira, disse à Lusa que a instalação da nova linha de “tróleis”, entre a Solum (junto ao estádio Cidade de Coimbra) e a Universidade, na Alta, passando pelos Olivais e pela Praça da República, deverá estar concluída em Março. Anunciou ainda que corresponde a um investimento global de 397.705 euros, mais IVA. Comparticipado em 90 por cento pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT, ex-Direcção geral dos Transportes Terrestres), o projecto inclui a linha aérea, assente em postes, e uma “subestação de rectificação”. O financiamento do Estado, no âmbito de um acordo de colaboração técnico-financeira celebrado entre o IMTT e a Câmara Municipal de Coimbra, foi autorizado em despacho conjunto do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, publicado em Diário da República (DR), no dia 09. “A expansão do serviço de troleicarros da cidade de Coimbra, a zonas actualmente servidas por autocarros, contribui para a melhoria dos transportes públicos e, consequentemente, para aumentar a sua atractividade”, segundo um “conceito de mobilidade sustentável” previsto no texto do acordo. Manuel Oliveira disse que as obras, cujo final chegou a ser previsto para Dezembro último, alternativas aos combustíveis fósseis, lembrou que também o município da Amadora “vai investir nos troleicarros até fins de 2009”. “Estamos certos das opções que estamos a tomar em Coimbra. Estamos a ser sobretudo responsáveis”, disse Manuel Oliveira, escusando-se a comentar a extensão da futura rede do metro ligeiro de superfície, prevista pela actual administração da Metro Mondego, para zonas da cidade, como a Solum, onde os SMTUC já operam com “tróleis”, viaturas que são igualmente de tracção eléctrica. Os 60 anos da presença dos troleicarros em Coimbra, única cidade da Península que dispõe ainda deste meio de transporte colectivo de tracção eléctrica, são revisitados num livro editado, em 2007, pela delegação regional da Ordem dos Engenheiros (OE). A obra “Troleicarros de Coimbra: 60 anos de História” foi apresentada em 24 de Novembro, Dia Nacional do Engenheiro, no
60 anos de troleicarros
A Câmara Municipal de Coimbra começou a demonstrar interesse pelos troleicarros em 1938. Mas, devido a diversos condicionalismos, acabaram por surgir só anos mais tarde, em 1947. Nesse ano, sob a orientação de engenheiros suíços, é instalado entre o Convento de Santa Clara e o Largo das Ameias, junto à Estação Ferroviária de Coimbra A, um par de linhas eléctricas que irão alimentar a primeira linha de troleicarros do país: a linha 6. O serviço é inaugurado em 16 de Agosto de 1947 com dois troleicarros de fabrico suíço. O novo transporte é muito bem recebido pela população: «suaves, cómodos e sem maus cheiros”, os troleicarros “trepam” facilmente até ao alto de Stª. Clara», conforme escreve a imprensa da época. E serve até de atracção turística: os forasteiros, muitas vezes vindos à cidade para assistirem aos jogos de futebol, admiram-se vendo os «autocarros movidos a electricidade»... Face ao sucesso, em 1949 chega nova remessa de troleicarros; desta vez são seis Sunbeam, de fabrico inglês, numerados de 23 a 29. Em 1956 outros quatro troleicarros aumentam a frota. Os anos que se seguem são de consolidação do sistema de troleicarros na cidade, não havendo alterações dignas de nota, além das duas aquisições de seis novos troleicarros em 1963 e 66 e, em Julho de 1980, da aquisição e desmantelamento do que existe da rede de troleicarros de Braga, recém desactivada. É no ano das “Bodas de Coral” dos troleicarros (1982) que se dá uma mexida nos serviços; em nítido apoio à então debilitada indústria nacional são adquiridos 20 troleicarros de “concepção, desenho e fabrico nacionais” com chassis e carroçaria Salvador Caetano. Nos inícios dos anos 90 as carreiras começam a sofrer diversas alterações e reduções, sendo eliminadas algumas linhas.
estão já “bastante avançadas”, o que deverá permitir o funcionamento do novo troço em Março. Na rua Miguel Torga, entre a Solum e o Carmelo de Santa Teresa (onde a Irmã Lúcia viveu em clausura até morrer), todos os postes já foram colocados e os passeios repostos. Entretanto, segundo o administrador-delegado dos SMTUC, a empresa que realiza as obras vai começar a instalar no topo dos postes as consolas (travessas de ferro em que se apoiam os cabos da rede de tracção). Frisando a importância do alargamento da rede de troleicarros de Coimbra, com vista a melhorar o tráfego na cidade e preservar o ambiente, apostando em energias
âmbito de um programa com que a OE comemorou, em simultâneo, os 50 anos da sua instalação na Região Centro. O professor universitário Álvaro Maia Seco, presidente do conselho de administração da Metro Mondego, é um dos colaboradores do livro. “O local onde as redes de troleicarros melhor se adaptam são as cidades consolidadas de média dimensão, em que a procura de transportes é suficientemente elevada para viabilizar um sistema de transportes públicos urbanos”, segundo um artigo assinado por Álvaro Maia Seco, em co-autoria com uma bolseira de investigação da Universidade de Coimbra, Carla Galvão.
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VOZ DE COIMBRA
Depois da Bolsa de Lisboa
Hospital Pediátrico de Coimbra
Turismo de Coimbra Obra concluída em Junho de 2009 segue para Badajoz
O ministro da Saúde anunciou a antecipação em dez meses do prazo de conclusão do novo Hospital Pediátrico de Coimbra, que assim ficará pronto em Junho de 2009.
O presidente da Câmara Carlos Encarnação e o vereador Manuel Rebanda, durante a visita à BTL
Concluída a participação na Bolsa de Turismo de Lisboa, a empresa municipal Turismo de Coimbra (TC) seguiu esta semana para Badajoz, em Espanha, onde está a decorrer, até domingo, outra feira do sector.
Com a presença na Qualitas – Cores e Sabores, a TC pretende reforçar a posição de Coimbra nos roteiros turísticos do país vizinho, um dos mercados prioritários para a empresa. A decorrer pela primeira vez em Espanha, a Qualitas – Cores e Sabores, mercado de produtos tradicionais é uma organização da Câmara Municipal de Portalegre que visa promover o conhecimento,
o uso e o respeito pelos produtos tradicionais portugueses, valorizando a sua função económica e a sua dimensão social e cultural. Habitualmente promovida em Portalegre, desta vez o certame decorre em Badajoz com o objectivo de internacionalizar a feira e captar o interesse de novos mercados. Quanto à BTL, a participação da Turismo de Coimbra teve “um balanço bastante positivo, confirmando o potencial da marca Coimbra”. Numa nota divulgada, a TC sublinha que este sucesso “se comprovou pelo feedback do público, heterogéneo e sempre interessado em descobrir mais sobre o concelho”. A Bolsa de Turismo de Lisboa recebeu 60 mil visitantes e contou com 900 expositores, dos quais meia centena eram representantes de destinos estrangeiros.
Actualmente, a obra, cujo valor ascende a quase 45 milhões de euros, encontra-se executada em 34 por cento, mas agora foi assumido publicamente um compromisso com o empreiteiro para encurtar os prazos, que estavam fixados em Maio de 2010. “Há um duplo compromisso”, declarou Correia de Campos, na sexta-feira, durante a visita à obra, admitindo que a avaliação que irá ser feita sobre os benefícios e custos da antecipação apontem para “um equilíbrio, um resultado neutro”. Confrontado com os atrasos que esta obra já teve, devido a imprevistos surgidos ao longo da execução dos trabalhos, nomeadamente com as linhas de água no subsolo, o governante salientou que o seu interesse “não é escarafunchar no passado”, mas viabilizar o mais rápido possível um equipamento para as crianças da Região Centro. Na opinião do ministro, é possível também, durante a obra, ir instalando os equipamentos, para que entre em funcionamento de imediato, ou pouco tempo depois. Os equipamentos para o novo Hospital Pediátrico de Coimbra estão orçados em 25 milhões de
euros. O mesmo assunto foi retomado por Correia de Campos na visita que efectuou ao actual Hospital Pediátrico de Coimbra, onde não chegou a realizar-se a anunciada ligação de telemedicina com Angola, que o iria pôr em contacto com o ministro da saúde angolano, devido a um problema técnico uma ruptura num cabo óptico. Correia de Campos referiu ser possível uma aquisição antecipada dos equipamentos para o novo hospital e exortou os presentes a colaborarem nesse processo, para acelerar a sua entrada em funcionamento. “Não venho aqui assumir o compromisso, e que vocês fiquem de asa solta a fazer críticas”,
observou em relação ao novo hospital, que terá 163 camas para doentes, e uma área de construção de 90 mil metros quadrados. Perante a fracassada ligação da consulta de telemedicina cardíaca e fetal entre os hospitais pediátricos de Coimbra e Luanda, Angola, o ministro da Saúde prometeu voltar, por entender que estas tecnologias abrem novas vias à cooperação. O Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) e o Hospital Pediátrico David Bernardino, de Luanda, inauguraram no início de Novembro último uma consulta de telemedicina, que já permitiu avaliar os casos clínicos de 34 crianças em 8 sessões semanais.
“Um Outro Olhar” na APPACDM de S. Silvestre
No Centro de Atendimento Ocupacional da APPACDM, em S. Silvestre, está patente, até 4 de Fevereiro, a exposição “Um Outro Olhar”.
Integrando 49 fotografias, esta mostra é integralmente composta por trabalhos da autoria de crianças e jovens portadores de deficiência mental de sete instituições particulares de solidariedade social (IPSS) da Região Centro. A APPACDM de Coimbra foi uma das instituições que aderiu ao projecto. “Um Outro Olhar” integra, ainda, fotografias de crianças e jovens da Associação Portuguesa de Pais e Amigos das Crianças com Deficiência Mental (APPACDM) de Anadia, do Centro de Educação Integrada da Bela Vista, em Águeda, ambas no distrito de Aveiro; APPACDM de Soure, Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional de Miranda do Corvo (ADFP), CERCI Penela, todas no distrito de Coimbra; e CERCI Pombal, no distrito de Leiria. Os jovens autores foram acompanhados por alunos da Licenciatura em Comunicação Social do Instituto Superior Miguel Marques, Igor Pinto, Carlos Constantino e Altino Pinto. Com esta iniciativa, os promotores pretenderam dar a conhecer, através dos trabalhos em exposição, um universo considerado insondável por muitos, ao mesmo tempo que proporcionaram às crianças e jovens um dia diferente. Recorde-se que a exposição já esteve patente na Delegação Regional de Coimbra do Instituto Português da Juventude, entre 12 de Dezembro de 2007 e 5 de Janeiro de 2008. A exposição cumpre agora a primeira étapa de um circuito de itinerância pelas IPSS aderentes a este projecto.
“Um Outro Olhar” totaliza 49 fotografias e é composta por trabalhos da autoria de crianças e jovens portadores de deficiência mental
Torga (www.ismt.pt), alunos que também cederam o material fotográfico necessário.
A equipa de alunos do ISMT foi composta por Ana Carolina Correia, Ricardo Almeida, Manuel
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Junta dos Olivais prepara Carnaval
A Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais está a preparar o cortejo carnavalesco com toda a “pompa e circunstância”. Mais de 20 grupos irão participar no cortejo que irá percorrer as ruas do Bairro Norton de Matos.
Promovido pela Junta de Freguesia, o corso carnavalesco está a ser preparado pelas diversas colectividades da freguesia, que prometem surpreender com carros alegóricos imaginativos e criativos. A folia começa no dia 3 (domingo), às 15 horas, com um baile de máscaras no Centro Norton de Matos. Durante este evento, que será animado pelo grupo “SomDeKá”, serão premiadas as máscaras mais originais e criativas e eleitos o rei e a rainha do Carnaval. O cortejo está marcado para o Dia de Carnaval, a 5 de Fevereiro. Começa com o Grupo de Bombos “Águias do Marão” Candomil, de Amarante, e prossegue com o desfile dos 22 grupos participantes. Inicia na Rua Adolfo Loureiro e termina na Praça Infante D. Henrique.
Grupo de cidadãos apresenta manifesto muito crítico
“Coimbra é hoje uma cidade amarfanhada do ponto de vista cultural”
Cento e trinta cidadãos de Coimbra acusam a Câmara Municipal, num manifesto divulgado anteontem, de assumir no plano cultural um papel “destruidor do potencial de criação artística” da cidade.
Segundo os subscritores do documento “Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!”, a autarquia “já não se limita a não apoiar devidamente a actividade cultural que aqui é feita”. “Assume-se, pelo contrário, como um elemento dificultador e tendencialmente destruidor do potencial de criação artística que a cidade possui e que é uma das suas principais mais-valias”, acrescentam. O texto, apresentado em conferência de imprensa, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), congrega 130 figuras dos meios cultural, académico e político de Coimbra que contestam a política cultural da autarquia liderada pelo social-democrata Carlos Encarnação. Estão entre os signatários os constitucionalistas Gomes Canotilho e Vital Moreira, o antigo presidente da Capital Nacional da Cultura - Coimbra 2003, Abílio Hernandez, a arqueóloga Adília Alarcão, o bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, o antigo secretário de Estado do Ensino Superior José Reis, o director do TAGV, Manuel Portela, e o encenador João André. José Manuel Pureza, professor de Relações Internacionais da Universidade de Coimbra (UC), e António Arnaut, advogado e antigo ministro dos Assuntos Sociais, são outros dos subscritores. Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Coimbra considerou que as críticas do grupo de cidadãos “são injustas”, tendo em conta, designadamente, os investimentos que a autarquia efectuou nos últimos seis anos na área dos novos equipamentos culturais. Desvalorizando o conteúdo do texto divulgado, que considerou “muito pobre do ponto de vista cultural”, Carlos Encarnação realçou que a autarquia investiu, desde 2002, 4,7 milhões de euros na construção da Oficina Municipal do Teatro e do Teatro da Cerca de S. Bernardo. “Não há memória de uma administração municipal que investiu tanto dinheiro” na área cultural, disse. O documento surge na sequência de um outro - “O saneamento básico da cultura” - igualmente crítico, divulgado há dois anos por 60 cidadãos, grupo agora alargado para 130. “Dois anos depois, as piores expectativas foram ultrapassadas. Coimbra é hoje uma cidade amarfanhada do ponto de vista cultural, que só não se tornou absolutamente insignificante a nível nacional graças à actividade que, no limiar da sobrevivência, os poucos agentes culturais que ainda restam conseguem ir desenvolvendo”, afirmam os apoiantes desta segunda intervenção conjunta em defesa do desenvolvimento cultural da cidade. O orçamento da autarquia para 2008, afirmam, “é apenas o exemplo mais facilmente quantificável” de um comportamento da autarquia, que acusam de não dispor de um “plano estratégico cultural a curto, médio e longo prazo” para o município. As verbas da Câmara para a cultura “sofreram um novo corte de três milhões de euros, sendo hoje menos 80 por cento do que em 2004”, traduzindo o investimento municipal na cultura o seu “grau mais reduzido e insignificante”. “Não há definição de objectivos, não há definição, nem quantitativa nem qualitativa, de resultados a atingir, não há planificação dos recursos a mobilizar, não há definição nem de dinâmicas internas a desenvolver (…), nem de dinâmicas externas a incentivar”, lê-se no documento, aberto também à adesão de novos subscritores através de um “blog”. Por outro lado, os discursos dos responsáveis autárquicos demonstram “um vazio total de ideias sobre o papel da cultura no desenvolvimento da cidade e no exercício da cidadania”. Carlos Encarnação disse compreender, no entanto, a “permanente insatisfação” dos agentes culturais e intelectuais da cidade. “É como que uma tensão criativa”, observou. O autarca recordou que foram os dois executivos por si liderados que compraram e adaptaram das fins culturais as casas dos escritores Miguel Torga e João José Cochofel, tendo ainda avançado com o projecto de execução do Convento de S. Francisco.
Manuel Rebanda é o novo presidente dos Antigos Orfeonistas
Manuel Rebanda é o novo presidente do Coro dos Antigos Orfeonistas de Coimbra, sucedendo assim no cargo a António Luzio Vaz, que irá presidir à assembleia-geral. Foi apresentada a sufrágio uma lista única, tendo a eleição dos corpos sociais para o biénio 2008/2009 decorrido na noite de terça-feira. Para além do presidente Manuel Rebanda, fazem ainda parte da direcção António Crespes Couto (vice-presidente), Luiz Miguel Santiago (secretário), Paulo Veiga (tesoureiro), António Santos, Luís Ferreirinha e Heins Frieden (como vogais). Manuel Soares Ramos e Carlos Caiado são os secretários da assembleia geral, enquanto que no conselho fiscal estão Francisco Brito (presidente), Jorge Dinis e João Vaz (vogais). O primeiro acto oficial da nova direcção será celebrar um protocolo com a Orquestra Clássica do Centro, de modo a reforçar a colaboração entre as duas entidades.
Cinco mil jovens visitaram Semana da Ciência na Lousã
A Semana da Ciência e da Tecnologia atraiu à Lousã cerca de 5000 crianças das escolas do município e dos concelhos limítrofes.
Jorge Alves, vereador da Câmara da Lousã, traça um balanço “muito positivo” do evento e realça o envolvimento muito directo de todos os estabelecimentos de ensino do concelho. Ao longo de uma semana, de 14 a 19 de Janeiro, sucederam-se as actividades experimentais, em áreas tão diversas como a electricidade, electrónica, mecânica, ambiente, química, física, biologia, matemática, didáctica, geografia, internet, robótica e urbanismo. Dirigida a todos os ciclos de ensino, desde o Pré-Escolar ao Ensino Secundário, mas também ao público em geral, as actividades foram promovidas por diversas entidades e cativaram o público.
Aldeias de Xisto em Aigra Nova
As Aldeias de Xisto vão inaugurar, no Dia de Carnaval, 5 de Fevereiro, a quarta loja em Aigra Nova, concelho de Góis.
A cerimónia de inauguração está agendada para as 10.00 horas e começa com a habitual animação, pelo Grupo Etnográfico da Região da Lousã. Segue-se, às 10h30, a cerimónia de inauguração da Loja Aldeias do Xisto, uma sessão que conta com a presença de José Girão Vitorino, presidente da Câmara Municipal de Góis, Alfredo Rodrigues Marques, presidente da CCDRC, Paulo Fernandes, presidente da ADXTUR, e Paulo Silva, presidente da Lousitânea. O programa termina com um almoço, previsto para as 12h00.
Fernando Carvalho, presidente da autarquia, e Jorge Alves, vereador, acompanharam alguns alunos que visitaram a exposição
Jorge Alves entende que o objectivo principal do evento foi cumprido, uma vez que “se conseguiu aproximar as crianças e jovens das questões da ciência, fazendo-as despertar para as profissões científicas, para a tecnologia, inovação e empreendedorismo”.
O vereador da Educação destaca ainda a presença no concelho da coordenadora nacional da Ciência Viva, que reconheceu que esta é uma iniciativa inédita a nível nacional, já que não existe mais nenhuma que consiga obter este envolvimento por parte das escolas.
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O DISTRITO DE COIMBRA
O Presidente da República, Cavaco Silva, homenageou, na segunda-feira, o fundador da nacionalidade, Afonso Henriques, no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde depôs uma coroa de flores, no arranque das II Jornadas do Roteiro do Património.
O chefe de Estado visitou demoradamente todo o convento, num périplo em que foi acompanhado pelo padre José Eduardo Coutinho, que lhe transmitiu toda a história do mosteiro. Cavaco Silva foi recebido pelo bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, que também o acompanhou na visita. O padre José Eduardo Coutinho lamentou que a Ministério da Cultura tenha proibido a abertura e estudo do túmulo de D. Afonso Henriques. “Estava constituída uma equipa científica de alto nível” liderada pela professora Eugénia Cunha, referiu. “No preciso momento em que se ia abrir o túmulo com alguns cientistas da Universidade de Coimbra e estrangeiros chegou a ordem determinante de cancelamento por parte do Ministério da Cultura”, lamentou. À saída, o chefe de Estado foi confrontado por um pequeno grupo de mulheres que se queixava das reformas baixas e do desemprego na região. Uma das intervenientes, Rosa Maria, afirmou que recebia 300 euros de reforma e que isso não lhe bastava. Cavaco Silva ouviu atentamente as queixas, sem responder, mas assentindo com a cabeça, antes de se deslocar para a Sé Velha. A agenda do primeiro dia do roteiro foi bastante preenchida.
Roteiro para o Património
Cavaco Silva homenageou em Coimbra D. Afonso Henriques
Cavaco homenageou D. Afonso Henriques, depois visitou a Sé Nova e seguiu para uma reunião com investigadores do património, em que apelou à preservação. Em Coimbra, o Presidente da República viajou ainda num veículo ecológico sem condutor da Reitoria até ao Museu da Ciência onde assistiu à proposta de candidatura da Alta de Coimbra a património cultural da UNESCO que será lançada no final do ano. Cavaco Silva falou ainda de saúde, comentou a actualidade política e alertou para a necessidade de diálogo com os cidadãos, para acabar com o clima de crispação. Coimbra marcou, assim, o arranque de uma visita de dois dias à Beira e Douro Litoral, no âmbito das II Jornadas do «Roteiro para o Património». Ainda na segunda-feira, a comitiva presidencial visitou a Igreja e o mosteiro do Lorvão, em Penacova. Recuperação do órgão marcou visita ao Mosteiro do Lorvão O presidente da Junta de Freguesia de Lorvão, Mauro Carpinteiro, aproveitou a visita de Cavaco Silva ao Mosteiro do Lorvão para entregar ao Presidente da República um dossiê onde “constam alguns documentos que fazem um pouco a história da evolução recente e das diligências feitas para a recuperação do órgão”. O autarca quis dar assim a conhecer a Cavaco Silva toda a história deste monumento. Mostrou-se também confiante na promessa feita por Pedro Pita, director regional da cultura, que garantiu que o órgão ficaria pronto até final de 2009. Esta visita permitiu a Cavaco Silva conhecer melhor este monumento, assim como contactar de perto com a população. Não falou, no entanto, sobre o Mosteiro. Apenas Isabel Pires de Lima, ministra da Cultura, adiantou que o primeiro passa pelo “processo de identificação” dos problemas. Só então é que, como frisou, haverá condições para “avançar para a recuperação”. A ministra da Cultura prometeu, no entanto, “todo o empenho para que o processo avance”. No segundo e último dia de roteiro, o Presidente da República visitou o Mosteiro de Arouca e o Museu de Arte Sacra da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda Este “Roteiro para o Património” foi a primeira deslocação oficial do chefe de Estado em 2008. Cavaco Silva chamou, uma vez mais, a atenção e sensibilizar entidades, empresas, associações, escolas e cidadãos em geral para as boas práticas políticas e técnicas seguidas por autarquias, associações privadas e particulares.
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Cavaco Silva
CITAÇÕES CASA DAS CITAÇÕES
“(O Governo) assemelha-se ao português típico. E o português típico não é fascista, liberal, comunista, social-democrata ou, convenhamos, coisa nenhuma: apenas faz pela vida.”
Alberto Gonçalves Sociólogo 21/01/08
Portugal fica melhor com Tratado de Lisboa
O Presidente da República disse que Portugal “estará melhor” com o Tratado de Lisboa do que sem ele e tudo o que país possa fazer para que entre em vigor corresponde aos seus “interesses fundamentais”.
“Para mim, o importante é o interesse nacional”, disse Cavaco Silva, em resposta a uma pergunta da Agência Lusa, numa pausa do primeiro dia da sua deslocação dedicada às II Jornadas do Património Arquitectónico da Beira e Douro Litoral. “O governo tomou a decisão de entregar à Assembleia da República a proposta de ratificação do Tratado de Lisboa, mas a mim o que me interessa é o interesse nacional”, reafirmou. “O interesse nacional aconselha a que o Tratado de Lisboa seja aprovado por 27 Estados membros”, afirmou, sublinhando: “se não tivéssemos este tratado, a Europa ficaria pior”. O Presidente da República declarou que a Europa «ficaria com uma voz mais fraca no mundo e não teria tão boas condições para responder às aspirações dos cidadãos» em termos de emprego, crescimento económico, globalização e inovação. “Por isso, aquilo que me interessa é só o interesse nacional”, repetiu, acrescentando que “Portugal está melhor servido com o Tratado de Lisboa do que sem um Tratado de Lisboa”. Questionado sobre o alegado
“Portugal não é, sequer, a West Coast of Europe, esse slogan publicitário desencantado sabe Deus onde para vender o ‘glamour’ inexistente das praias e dos apartamentos do Algarve.”
Domingos deAndrade Chefe de Redacção 21/01/08
“Não me podiam ter dado maior prazer. Correr uma minimaratona e ainda inaugurar uma biblioteca, é perfeito para qualquer Primeiro-Ministro.”
José Sócrates Primeiro Ministro 21/01/08
“Não é certo que mesmo um político como Sarkozi consiga seguir o melhor das 314 sugestões do ‘relatório Attali’. Mas lê-las em Portugal talvez ajudasse alguns políticos a libertarem-se de certas teias de aranha que ainda tolhem os seus raciocínios.”
José Manuel Fernandes Editor 21/01/08
“Não há qualquer campanha organizada contra a liderança do dr. Menezes. Há algumas vozes que fazem reparos em público.”
CastroAlmeida Autarca de S. João da Madeira 21/01/08
divórcio e desconhecimento da população face ao conteúdo do tratado, Cavaco Silva disse: “não sei se há indicações seguras quanto a isso”. Mas “os parlamentos têm competência para aprovar medidas difíceis”, sublinhou. “O povo, ao fim de algum tempo, no dia das eleições, faz o julgamento daqueles que tomaram as decisões”, disse. “Quantas decisões cruciais não foram tomadas ao longo do tempo pelos parlamentos nacionais?”, perguntou. Embora reconheça legitimidade que se submeta a referendo um tratado, Cavaco Silva reiterou que também o parlamento “tem toda a legitimidade”, declarou. “A minha posição pessoal é conhecida desde sempre, porque sempre achei que os tratados internacionais em geral não deviam ser objecto de referendo”, acrescentou. Cavaco Silva recordou que, na sua campanha eleitoral, também disse que se o governo lhe submetesse uma decisão no sentido de se aprovar o tratado por via referendária também lhe daria seguimento.
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FOTO grafias
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Um volume suspeito que foi abandonado numa carruagem do Metropolitano levou à evacuação e encerramento da estação de Metro de Telheiras para investigação
Manifestantes do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa protestam pela carreira docente durante a inauguração do Jardim Escola João de Deus, em Santarém
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PRAÇA PÚBLICA
Concorda que alguns elementos da ASAE tenham treino militar, de forma a estarem preparados para reagir em determinadas situações?
“Concordo porque há determinado tipo de intervenções em que poderá ser necessário esse tipo de treino.”
Vasco Nogueira 34 anos, Bancário
“Não concordo.”
“Concordo. Na minha opinião, não há desvantagem nenhuma em estarem preparados para se protegerem.”
Vanessa Azevedo 20 anos, Estudante
“Concordo. Julgo que não há mal nenhum nisso.”
“Concordo. Apesar da ASAE, por vezes, exagerar, tem que haver algum rigor.”
Aníbal Rodrigues 62 anos, Pintor de Automóveis
Nuno Santos 31 anos, Metalúrgico
Filipa Azevedo 23 anos, Estudante
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CENTRO PORTUGAL
Leiria Provedoria “obriga” autarquia de Vale do Lapedo candidato Góis a não inviabilizar construções a Património da UNESCO
A Câmara de Góis vai seguir as orientações do provedor de Justiça, que terça-feira recomendou uma mudança de posição no licenciamento de obras na faixa de protecção da futura variante à Estrada Nacional 342.
No seguimento de várias reclamações recebidas, o provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, recomendou à autarquia que deixe de submeter os pedidos de licença ou de autorização para obras de construção a parecer da EP - Estradas de Portugal, enquanto não for publicado o estudo prévio para a construção da variante. O provedor aconselha ainda a autarquia a abster-se de “indeferir os mesmos pedidos com base no artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 13/94, de 15 de Janeiro, por não se encontrar constituída servidão administrativa”. Os solos em causa estão classificados no Plano Director Municipal de Góis, que vigora desde 2003, como zona de expansão por colmatação para habitação unifamiliar e inseridos na faixa de protecção para a futura construção da variante à EN 342. Na sua análise, Nascimento Rodrigues considera que “a construção depende de um estudo prévio”, cujo concurso público para a sua elaboração foi publicado em Fevereiro de 2006, com o prazo de execução de 450 dias, mas que ainda não foi aprovado. “A servidão legal e a consequente restrição à edificação só se tornam eficazes depois de aprovado e publicado o referido estudo, sem o qual não se pode discernir com o mínimo rigor o conjunto de solos a afectar à obra”, sublinha uma nota de imprensa da Provedoria de Justiça. O presidente da Câmara de Góis, José Girão Vitorino, afirmou que vai seguir a recomendação, referindo que até agora a Secretaria de Estado das Obras Públicas e as Estradas de Portugal desaconselhavam ao licenciamento de obras. “Com este parecer a Provedoria vem nos dizer que não há nada que impeça a câmara de licenciar, o que nos permite concretizar o sonho de expandir a vila para fora da ‘zona sombria’”, congratula-se o autarca socialista. Segundo José Girão Vitorino, o primeiro traçado previsto para a passagem da variante da EN 342 a Góis inviabilizava a expansão da vila, situação que se altera com o novo estudo que aponta para um afastamento em relação ao perímetro urbano. O autarca recorda que chegou a ter mais de uma dúzia de projectos para licenciamento na câmara que, face à anterior situação, acabaram por não avançar, embora agora “alguns estejam a voltar”, tendo já deferido duas construções.
Montarias do Centro em Góis
As Montarias do Centro vão estender-se, este ano, ao concelho de Góis. A próxima prova vai decorrer, no dia 9 de Fevereiro, em Amioso do Senhor, freguesia de Alvares
Organizada pela Região Turismo do Centro, em parceira com a Câmara Municipal de Góis, a Montaria começa, às 8h00, com a concentração em Amioso do Senhor. Prossegue com o “Taco” e, às 10h00, decorre o sorteio das portas. A partida para a Mancha está prevista para as 10h30, seguindo-se, às 11h00, o início da Montaria. O final está previsto para as 15h00. O programa prossegue com o almoço e com a distribuição dos troféus e leilão dos javalis abatidos. Os interessados em participar devem contactar a Associação Florestal do Concelho de Góis, através do telefone 235 778 827/8.
CARTÓRIO NOTARIAL DE COIMBRA
Notário, JOAQUIM MANUEL SALES GUEDES LEITÃO
A Câmara Municipal de Leiria candidatou-se a um projecto europeu para gestão de equipamentos culturais naquele que é um dos primeiros passos para preparar uma candidatura do Vale do Lapedo a Património da UNESCO.
O vereador da Cultura na autarquia de Leiria, Vítor Lourenço, explicou que o projecto, que faz parte do INTERREG e inclui 13 regiões de nove países europeus, visa a “criação de uma estrutura de gestão e formação” de equipamentos naturais. Bases de dados, ferramentas de software, certificação de procedimentos ou harmonização de estratégias de gestão são algumas das valências deste projecto europeu, que tem um orçamento total de 2,7 milhões de euros. Nesta rede, Leiria será uma das cidades principais, cabendo-lhe um investimento de 660 mil euros, já que será ao município português que caberá a responsabilidade de ser o projecto-piloto, explicou Vítor Lourenço. Este é, assim, um dos primeiros passos concretos, para “certificar os procedimentos” de gestão dos equipamentos culturais que permitirá a “candidatura do Lapedo à UNESCO”. Para Vítor Lourenço, a candidatura, a realizar-se a “médio ou longo-prazo”, terá sempre que contar com “metodologias de gestão” adequadas. No início do mês, a autarquia e os arqueólogos que têm acom-
JUSTIFICAÇÃO NOTARIAL
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que neste Cartório e no livro de notas para escrituras diversas número 114-A, a folhas 116, se encontra exarada uma escritura de justificação notarial, outorgada hoje, pela qual, LUÍS MANUEL DA SILVA MANAIA e mulher, MARIA ANTÓNIA DE OLIVEIRA SALVADOR, casados no regime da comunhão de adquiridos, residentes no Caminho da Baldeira, n° 34, no Ribeiro de Vilela, freguesia de Torre de Vilela, concelho de Coimbra, com os NIF 129.318.817 e 175.282.889, declararam, com exclusão de outrém, serem donos e legítimos possuidores do prédio urbano, composto por barracão de rés-do-chão, com duas divisões e logradouro, destinado a recolha de alfaias e produtos agrícolas, com a área coberta de cento e dez metros quadrados e a descoberta de mil oitocentos e vinte metros quadrados, sito na Ponte de Vilela, freguesia de Torre de Vilela, concelho de Coimbra, a confrontar do norte com Joaquim Rodrigues e outros, do sul com estrada nacional, do nascente com Manuel Rodrigues e do poente com José Morais, inscrito na matriz em nome do justificante varão sob o artigo 456, com o valor patrimonial de euros 7.365,80, não descrito na Primeira Conservatória do Registo Predial de Coimbra. O prédio veio à sua posse por doação verbal feita por seus sogros e pais, Manuel da Silva Salvador e mulher, Maria da Luz de Oliveira, residentes que em Ponte de Vilela, freguesia dita de Torre de Vilela, ocorrida no ano de mil novecentos e oitenta e seis, sem que no entanto ficassem a dispor de título formal que lhes permita obter o seu registo na competente Conservatória. Todavia, possuem o referido prédio há mais de vinte anos e tal posse sempre foi exercida de forma pública, pacífica e sem interrupção, tal como se correspondesse ao exercício do direito de propriedade, fazendo as obras de reparação e de conservação, efectuando a sua limpeza, pagando os respectivos impostos e por tal motivo, perante a inexistência do titulo de aquisição, alegam os justificantes terem adquirido o prédio por um outro modo de adquirir, a usucapião, insusceptível, porém, de comprovar pelos meios extrajudiciais normais. DE CONFORMIDADE COM O ORIGINAL Coimbra e Cartório Notarial, 23 de Janeiro de 2008 A colaboradora devidamente autorizada: (Maria Gorete Vaz) “O Despertar” N.º 8469, de 08/01/25
panhado as escavações feitas na zona, defenderam a candidatura do Vale do Lapedo - onde foi descoberto o esqueleto de uma criança com 24.500 anos -, em conjunto com outros locais de relevância arqueológica do Paleolítico Superior, a Património Mundial da UNESCO. Na ocasião, Francisco Almeida, arqueólogo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), desafiou a tutela e a autarquia a promoverem no Vale do Lapedo e no vizinho Vale da Ribeira das Chitas (onde também existem indícios de ocupação humana muito antiga) acções de investigação para, “no máximo dos máximos dentro de dez anos, avançar com uma candidatura a património mundial da UNESCO”. Essa candidatura deverá ser feita “com outros países onde foram feitos achados arqueológicos do paleolítico superior” de grande relevância, explicou o investigador, considerando que existem condições para que o ritmo da investigação aumente exponencialmente. O “menino do Lapedo”, com 24.500 anos, foi descoberto em Dezembro de 1998, tendo marcado uma mudança na compreensão da evolução humana, ao apresentar indícios de convivência e cruzamento entre os Neanderthais e o homem moderno. Até então, os estudiosos julgavam que o Neanderthal fora extinto sem qualquer cruzamento com o homem moderno, mas o fóssil encontrado contrariou pela primeira vez essa teoria.
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CITAÇÕES CASA DAS CITAÇÕES
“Para nós (Sérvia), a Rússia está mais próxima. Mas se a EU quer abrir as suas portas e não nos impuser obstáculos, ficaremos contentes por nos juntar.”
Tomislav Nikolic Cand. mais votado às presid. da Sérvia 21/01/08
Mais de 26 mil crianças morrem por dia no Mundo
Mais de 26 mil crianças com menos de cinco anos morrem por dia em todo o mundo, a maioria das quais por causas evitáveis, alerta o relatório “A Situação Mundial da Infância 2008: A Sobrevivência Infantil”, da Unicef.
O relatório foi apresentado anteontem apresentado no Palais des Nations, em Genebra, com a presença de Ann Veneman, directora-executiva da Unicef, Margaret Chan, directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), e Bience Gawanas, Comissária para os Assuntos Sociais da União Africana. O documento, que reúne dados da Unicef, da OMS e do Banco Mundial, assinala que, apesar destes valores, “o número anual de mortes de crianças foi reduzido para metade, de cerca de 20 milhões em 1960 para 9,7 milhões em 2006”. Ainda de acordo com a agência das Nações Unidas para a infância, “mais de 80 por cento de todas as mortes de menores de cinco anos em 2006 ocorreram na África subsariana e no Sul da Ásia”. À cabeça da lista nesta categoria está a Serra Leoa, com 270 mortes por mil nados-vivos, seguida de Angola, com 260 mortes e do Afeganistão, que regista 257 mortes por mil nados-vivos. Por outro lado, a taxa de mortalidade de menores de cinco anos na China diminuiu de 45 mortes por cada mil nados-vivos em 1990 para 24 em 2006 (uma redução de 47 por cento), enquanto na Índia baixou 34 por cento. Ainda no mesmo parâmetro, entre os países considerados em desenvolvimento, a nota mais positiva vai para Cuba, com sete mortes por mil nados-vivos. As conclusões apresentadas mostram também que as regiões que não estão em vias de cumprir as metas da sobrevivência infantil do ODM 4 (Objectivo de Desenvolvimento do Milénio: Reduzir a mortalidade infantil) se situam no Médio Oriente e Norte de África, Sul da Ásia e África subsariana, incluindo a África Oriental e Austral, Ocidental e Central. Dos 46 países que compõem a África subsariana, apenas três estão a caminho de cumprir o ODM4 - Cabo Verde, Eritreia, e Seychelles - revela a Unicef, que sublinha a necessidade de reduzir de novo para metade as taxas de mortalidade infantil até 2015. “A Situação Mundial da Infância 2008: A Sobrevivência Infantil” refere ainda que, desde 1990, houve 61 países que reduziram a taxa de mortalidade infantil em pelo menos 50 por cento. Para a Unicef, o facto de quase um terço dos 50 países menos desenvolvidos terem reduzido as taxas de mortalidade infantil em 40 por cento ou mais desde 1990 “prova de que os progressos para as crianças podem ser realizados em países pobres se existirem vontade política e estratégias sólidas”. O relatório aponta como exemplares, neste aspecto, os casos das Maldivas, Timor-Leste, Butão, Nepal, Bangladesh, República Democrática Popular do Laos, Eritreia, Haiti, Malauí, Samoa, Cabo Verde, Ilhas Comoros, Moçambique, Etiópia e Ilhas Salomão. De acordo com a Unicef, entre os factores agravantes da mortalidade nas crianças menores de cinco anos estão causas neo-natais (36 por cento), pneumonias (19 por cento), diarreias (17 por cento), malária (oito por cento), sarampo (quatro por cento) e SIDA (três por cento).
“Como um grande produtor de petróleo, não somos contra as renováveis […] O petróleo e o gás, sozinhos, não serão capazes de atender ao desafio de prover suficiente energia para o futuro. Novas soluções têm de chegar ao mercado rapidamente.”
Sultan al-Jaber Administrador do projecto Masdar 22/01/08
“Nestes dias de expectativa, podem esperar-se discursos de Frankfurt, promessas de Bruxelas ou apelos de Lisboa, mas a economia global só não se afunda se Washington permanecer à tona da água.”
Manuel Carvalho Editor 22/01/08
“Que causará maior surpresa nos EUA e no Mundo: a eleição de uma mulher ou a de um negro, este com a ‘agravante’ de ostentar um nome que não esconde as origens?”
José Leite Pereira Director 22/01/08
“A situação do Afeganistão e do Paquistão (barril de pólvora explosivo) só pode trazer dores de cabeça aos países que têm lá tropas em ‘missões de paz’.”
Mário Soares Ex-presidente da República 22/01/08
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FOTO grafias .
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A mãe da pequena Mari Luz, criança espanhola que desapareceu na semana passada, Irene Suarez, durante uma manifestação em Espanha
O Secretário de Estado, João Gomes Cravinho, momentos antes da cerimónia de entrega de material à polícia cabo-verdiana
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PRAÇA PÚBLICA
Ficou preocupado com as ameaças de ataques terroristas que deixaram em alerta alguns países europeus, incluindo Portugal?
“Não muito.”
“Ficamos sempre.”
“Não. Acho que Portugal não está muito ameaçado.”
Ana Machado 21 anos, Estudante
“Acho que nós somos tão pacatos que ninguém quer confusão connosco.”
Elsa Gouveia 42 anos, Empregada Ind. Hoteleira
“Não fiquei preocupada. Quem é que pensa em Portugal?
Tatiana Tomé 21 anos, Desempregada
Rui Santos 17 anos, Estudante
Liliana Santos 25 anos, Empregada Balcão
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ENTREVISTA
Daniel Andrade apela à união de todos os operadores judiciários
“No nosso país prendia-se para investigar”
Zilda Monteiro
Prestigiar a Ordem dos Advogados o mais possível, contribuindo para o reforço do seu papel no contexto nacional e colocando-se, cada vez mais, ao dispor dos advogados e dos cidadãos, é um dos objectivos de Daniel Andrade. Reeleito para mais um mandato (2008-2010), o presidente do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados lamenta “as grandes tensões” que se vivem neste momento no sistema judiciário e que, no seu entender, “se têm agravado nos últimos 10 anos”. Admite que “estas tensões responsabilizam todos os operadores judiciários” e apela, por isso, à união de todos. Em entrevista a “O Despertar”, Daniel Andrade assume que não concorda com “a tendência actual de retirar ou afastar o pequeno litígio dos tribunais” e lembra que “os tribunais administram a justiça em nome do povo e para o povo”. Aborda ainda a questão dos Julgados de Paz, assume que não são a melhor solução para combater a morosidade da justiça e sublinha que essa questão só será resolvida com mais meios. Em relação à nova lei de processo penal, que conduziu à libertação de muitos presos preventivos, admite que “o sistema estava desadequado”, já que “no nosso país prendia-se para investigar”.
“Ao lado do grande e famoso – e agora muito na ordem do dia – mapa judiciário está-se a construir um mapa para-judiciário.”
famoso - e agora muito na ordem do dia - mapa judiciário está-se a construir um mapa para-judiciário. Tenho-lhe chamado até, um pouco ironicamente, a justiça de balcão, a justiça de genéricos jurídicos, que é uma forma de desviar os cidadãos dos tribunais e encaminhá-los para instituições que resolvem ou pretendem resolver os problemas dos cidadãos sem o acompanhamento jurídico. Está a referir-se aos Julgados de Paz? Por exemplo. Eu não tenho nada contra outros mecanismos de redução de conflitos. Têm é que ser mecanismos que estejam dentro do sistema judicial. Até por uma questão de controlo, para que haja uma tutela, porque os tribunais judiciais têm um Conselho Superior de Magistratura e não há um Conselho Superior dos Julgados de Paz. O que é que distingue os Julgados de Paz? Desde logo quando o cidadão se dirige ao Tribunal é citado, abre-se um processo e o funcionário diz-lhe para se dirigir a um advogado para tratar do assunto. Nos Julgados de Paz não é obrigatório. O cidadão dirige-se lá para apresentar determinada demanda contra um terceiro, faz a apresentação oralmente e um funcionário transforma em escrito aquilo que o cidadão diz oralmente. Está a fazer o trabalho do advogado. Depois é notificada a contra-parte, que vai lá e diz de sua justiça, sem qualquer intervenção do advogado. Portanto as pessoas estão a tratar de assuntos jurídicos sem fazerem a mínima ideia do que é que está em causa. Há uma série de circunstâncias que só os advogados, que são os técnicos preparados, é que podem informar os cidadãos. Nestes meios alternativos de gestão de conflitos, o cidadão comum es-
Daniel Andrade, presidente do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados
D. - Foi reeleito para mais um mandato (2008-2010) como presidente do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados (OA). Quais são os grandes desafios para os próximos três anos? D. A. - Os desafios são sempre os mesmos. Queremos prestigiar a Ordem o mais possível e contribuir também para que esse prestígio saia reforçado dentro da Ordem Nacional. Pretendemos, por outro lado, colocar a Ordem ao serviço dos Advogados, através da formação com qualidade, e mantermo-nos ao dispor dos cidadãos, designadamente na gestão do apoio domiciliário. O grande desafio passa, no fundo, por continuar a fazer o que temos feito até aqui, reforçando a qualidade. Durante a sua tomada de posse o Bastonário da OA, Marinho Pinto, defendeu que o cidadão deve poder escolher o seu advogado, limitando-se o Estado a pagar. Qual é a sua opinião? Eu tenho uma opinião contrária. Isso foi muito questionado e tem sido debatido ao longo dos anos na Ordem. Embora do ponto de vista conceptual a escolha do
advogado pelo cidadão seja a melhor solução, a Ordem tem-se deparado com situações de abuso, que dão lugar àquilo que nós designamos de cambão. Significa isso que dentro das instituições há, normalmente, tendência para indicar um determinado advogado. Portanto, a escolha acaba por não ser livre. Se a escolha fosse verdadeiramente livre para o cidadão, aí tudo bem. Nós aqui no Conselho Distrital de Coimbra, ainda no tempo do Dr. José Augusto, chegámos a propor que o cidadão tivesse uma espécie de um voucheur fornecido pela Segurança Social, com preços diferenciados, dependendo daquilo que pretendia. Depois, com esse voucheur dirigia-se a um advogado. Aí sim, seria a escolha livre porque era-lhe dada uma espécie de um talão, com determinado montante para o cidadão poder escolher o advogado. Dentro das próprias instituições há a tendência para aconselhar “fulano ou sicrano”. Isso seria retomar um cambão que praticamente está quase extinto. Era uma má prática porque o cidadão não escolhia livremente o advogado, era-lhe indicado um.
A nova lei sobre o apoio judiciário restringe ainda mais a isenção das custas judiciais, sendo cada vez mais difícil às famílias conseguirem apoios… É verdade. Digamos que há uma tendência para retirar ou afastar o pequeno litígio dos tribunais o que é algo de realmente surpreendente num Estado de Direito. Eu aí concordo inteiramente com o sr. Bastonário, quando ele diz que devem ser os tribunais a dirimir as questões da justiça. Eu, há muitos anos que digo isto e tenho- o escrito, porque de facto os tribunais servem para dirimir as causas do povo e não só as grandes questões. Portanto, definir uma estrema, resolver um problema de condomínio ou de um crédito que um merceeiro tem sobre o seu cliente, são questões do povo. Os tribunais existem para isso. Quando se fala em bagatelas quer civis, quer penais, e até há quem lhes chame “lixo”, está-se a fazer uma ofensa enorme ao cidadão, porque a coisa mais pequenina no âmbito jurídico pode ser para aquele cidadão a maior de todas. Os tribunais não podem distinguir o que é pequeno ou o que é grande. Os tribunais administram a justiça em nome do povo e para o povo. Não é para as grandes questões. O que me preocupa também, nesse particular, é que também ao lado do grande e
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Slide 13: ENTREVISTA
tando desacompanhado do advogado está numa situação de fragilidade. É a mesma coisa que uma pessoa se automedicar. Em termos de resolução, acha que se justificam os Julgados de Paz? Tem sido publicada anualmente a produtividade dos Julgados de Paz e, de facto, a produtividade é muito baixa. Os custos que implica a instalação e a manutenção dos Julgados de Paz comparativamente com a sua produtividade é grandemente deficitária. Entende, portanto, que os Julgados de Paz não são uma solução possível para combater a morosidade da justiça em Portugal? Não. Essa é uma falsa questão porque a morosidade combate-se com mais meios. Acho que se em vez de se instalar um Julgado de Paz se instalasse mais um Tribunal as coisas funcionariam melhor. Nos Julgados de Paz a justiça é informal mas isto também pode ser feito no sistema judicial, quer dizer é uma questão de alterar os mecanismos processuais para as questões mais simples. E já há esses mecanismos processuais e junção de outros mecanismos que tornam a resolução dos conflitos mais rápida mas é de facto uma falsa questão porque a morosidade do sistema judicial decorre das circunstâncias de nos últimos anos não se ter feito nada para que isso fosse evitado. A morosidade do sistema judicial só se resolve com mais meios, com um forte investimento no sistema judicial. A questão das férias judiciais não passou de utopia? Completamente e já toda a gente viu que não resolve nada. O problema é que os tribunais não são uma fábrica ou um estabelecimento comercial que possa ser encerrado durante um mês. Os tribunais não podem encerrar, há questões urgentes que têm que ser tratadas. O que acontece é que há magistrados que começam a gozar férias em Julho, ou antes, e outros que prolongam as férias até 15 de Setembro. Portanto, os únicos operadores judiciais que trabalham são os advogados porque são notificados e têm prazos a cumprir. Mas não têm ninguém no Tribunal para despachar aquilo que o advogado teve que fazer durante as férias judiciais. Pela minha experiência própria como advogado e pela experiência dos meus colegas, posso dizer ainda que antes deste sistema, ou seja, quando as férias judiciais tinham aqueles dois meses as primeiras notificações que recebíamos do Tribunal eram as sentenças que estávamos à espera há muito tempo, sentenças em processos muito complicados. Os juízes aproveitavam aquele período para elaborar aquelas sentenças e despachos. Obviamente que eles não gozavam dois meses de férias. Dizer isso é um insulto que se faz aos juízes e aos outros operadores judiciários. Eles gozavam o mês de férias mas no outro mês estavam a preparar essas grandes decisões porque se os juízes não produzissem nesse mês de férias nós não recebíamos aquelas sentenças. Nota-se que a partir do reinício do ano judicial as pendências eram menores. Nós recebíamos imensas notificações logo nos primeiros dias. Agora não, recebemos apenas as normais.
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“Dizer que os juizes tinham dois meses de férias, é um insulto que se faz aos juizes e aos outros operadores judiciários.”
Como comenta as “tensões” que se vivem neste momento no sistema judiciário? De facto estamos a viver um momento de grandes tensões no sistema judiciário. Estas tensões não são novas e têm-se agravado nos últimos 10 anos. E é algo que responsabiliza todos os operadores judiciários. Não podemos andar a dizer mal uns dos outros. É isso que cria as tensões. Não é possível viver num sistema em que os diversos intervenientes que têm um desígnio que é servir o cidadão andam a dizer mal uns dos outros. Isto tem que acabar. Nós, no Conselho Distrital, temos feito um esforço enorme para termos um relacionamento muito leal, sério e muito respeitador com os outros operadores judiciários. Mas exigimos que seja dado aos advogados o mesmo tratamento. Ao fim ao cabo, somos todos oficiais do mesmo ofício. Obviamente que temos que respeitar as competências de cada um e a sua posição no âmbito do sistema judicial, mas o advogado tem uma função de grande relevo na organização da justiça, tem uma função com um paradigma social de grande inovação. Portanto, é necessário que haja respeito mútuo e que se recupere uma certa fidalguia entre os operadores judiciários. Os advogados, os juízes e os procuradores tinham um relacionamento entre si de grande elevação e isso veio, de facto, deixar de ser um costume. Claro que isso também tem muito a ver com a massificação, com a entrada de muita gente nova nas magistraturas e na advocacia. Foram-se criando estas tensões aos poucos. Penso que ultimamente começa a haver outro alívio, o sistema começa a ficar mais aliviado e essas tensões começam a diminuir. Mas ainda há muitas tensões. O Conselho Distrital tem tido um papel muito importante na postura que tem tido e na relação que mantém com os outros operadores judiciais, nomeadamente os juízes e os procuradores. Posso dizer que a minha tomada de posse estava repleta de magistrados, algo que me alegrou muito e que vem consubstanciar este esforço que temos feito no sentido de procurarmos ter uma relação respeitadora, leal e solidária entre todos. Concorda com a alteração da Lei, que levou à libertação de centenas de presos em Portugal? Concordo. Considera que se estão a libertar pessoas perigosas? É difícil dizer isso. Essa é uma avaliação que não podemos fazer. Uma pessoa que tenha cometido um crime grave pode ser recuperada para a sociedade. Uma conquista da civilização foi a reinserção dos cidadãos na comunidade, ou seja, alguém cometeu um crime, foi punido, cumpriu a sua pena e tem todo o direito de ser reinserido na sociedade. Devia haver mesmo mecanismos para promover essa reinserção social depois de cumprida a pena. Este código de processo veio diminuir o tempo de prisão preventiva, porque no nosso país prendia-se para investigar, ou seja, não se prendia depois da investigação. Prendia-se a pessoa e depois ia-se fazer a investigação. Isto era mau porque havia muita gente que era absolvida ou que era condenada em penas inferiores àquelas que já tinha cumprido. Portanto o sistema estava desadequado. Obviamente que há nesta reforma alguns problemas e a Ordem alertou para eles. Mas no geral este sistema de processo penal veio dignificar o processo penal e veio exigir que os órgãos de administração criminal trabalhem mais rapidamente porque está em causa a liberdade das pessoas. A justiça penal tem que ser eficaz mas tem que ser célere. Enquanto na justiça civil a celeridade é importante mas não é tão importante porque não estão em causa interesses que têm a ver com a dignidade da pessoa humana na sua maioria, no direito penal tem a ver com a própria dignidade da pessoa humana e portanto é importante que haja prazos mais apertados para que haja uma investigação também mais eficaz. Agora obviamente que tudo isto só é possível se, de facto, houver um forte investimento também nos meios de investigação penal. As polícias precisam de meios para poderem investigar com rapidez, os procuradores precisam de meios materiais e humanos para produzirem com rapidez e celeridade. Uma coisa sem outra é impossível. Agora já foi desmontada essa tese de que se estão a pôr perigosos na rua. E nem foram assim tantos aqueles que foram libertados. Só para terminar, continuamos sem o novo tribunal de Coimbra… É verdade. Nem sei o que é que vai acontecer em relação a isso. Com a reforma do mapa judiciário vai alterar-se também o paradigma das comarcas e dos tribunais de competência especializada. Neste momento, estou sem saber onde é que vai ser o novo Tribunal, como é que vai ser e que características terá. Estou em quer que assumindo Coimbra uma nova centralidade no novo figurino judiciário o projecto que estava previsto para a Guarda Inglesa estará desactualizado.
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A CORRESPONDÊNCIA
Graça Morais em Coimbra a convite do Pelouro da Cultura
Esta insigne pintora a convite da Câmara Municipal de Coimbra apresentou parte da sua obra meritória em homenagem ao poeta Miguel Torga, ambos transmontanos, dois seres de formas definidas, In Sofrimento, o título de tão grandiosa mostra a encher as salas do Edifício Chiado. Graça Morais procura a justificação por meio de linhas, traços, desenhos o fundamento de uma determinada percepção transcendental da sua arte, que respira, que se enriquece, ao afirmar convicções estéticas e princípios gerais de cultura. Pintura intelectualizada ou idealista ela representa de maneira eloquente a idiossincracia da pintura, os pormenores somáticos dos seus retratos, e é, por outro lado, um acto de fé nos valores portugueses. Não se contenta com as superfícies nem com meros enfeites, sai de dentro com os seus trabalhos invulgares nos profundos nervos da criadora, ora numa expressão amarga e ora na nostalgia dum sol-posto, mas sempre no seguimento duma forma, ou formas, abstractizantes de leitura demorada, que, paradoxalmente, nos enche de encanto numa metamorfose a bem dizer clássica. Mulher de cultura. Observa. Ausculta. Conhece o nosso povo. Deixando de lado toda a linha racionalista esta pintora usa uma cedora de milhentos prémios nunca se seduziu pela tralha da pintura florentina criou ela própria o seu caminho, a sua escola, e encheu os seus quadros de cenas lusas, do homem de carne e osso e restituiu à sua mulher uma dignidade pouco usual. Desenha com firmeza a óleo, aguarela, acrílico, pastel, técnicas mistas, e nada é ocasionalo, “hasardense” e de exposição em exposição oferece o exclusivo da sua enorme arte. Também poeta na forma de pintar. E pode ser-se poeta sem jamais ter escrito um verso, e Graça Morais, poetisa com os pincéis, com a espátula, num sentido absoluto e onde o vocábulo “poesia”, se encontra, amiúde na sua obra. Canta. Mesmo que o canto seja, tantas vezes, de sofrimento! Diz o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Encarnação “As memórias que acrescenta, os enredos que tece, as figurações que recria, são notas muito fortes, especialmente singulares, na sua
Manuel Bontempo
jornaldespertar@mail.telepac.pt
espécie de abstracção que não olvida o impressionismo da linguagem para fugir como ser culto à catastrofe das ideias ou à falência da arte. Foi uma atitude de viva cultura o convite do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra trazer de nós Graça Morais também ela admiradora incondicional do maior poeta do século XX. Miguel Torga e Graça Morais, duas entidades afectuosas. Tudo sai com noção de estética e a gramática por mais hermética que seja compreende-se muito bem e adverte-nos para as “charadas” esquizofrénicas de tantos artistas que se pavoneiam por aí numa vaidade incontestável… Nesta exposição a estesia e o conteúdo confundem-se, na tristeza das cores, nos claros escuros, nos rostos, na mágoa ou na alegria esparsa, nos temas que rasgam de anseio a alma do espectador. A pintora transmontana ven-
Graça Morais e Miguel Torga em Coimbra no ano de 1986
expressão plástica”. A sua arte, mormente, a pintura é, de facto, uma expressão plástica que identifica em qualquer parte esta prodigiosa pintora, numa tentativa realizada de libertação do quotidiano, ou seja, a criação plena do seu mundo onírico a transbordar de beleza ultra romântica, mas, paradoxalmente, viril na sua própria subjectividade.
E é nesse pathos que a sua arte, ora rural e ora urbana, mas sempre universal reconduz com uma segurança técnica a bem dizer invulgar ao encanto formal. E foi isto que vi, que todos enxergaram no Edifício Chiado pelo valioso contributo do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal, em boa hora convidando os grandes mestres da arte, esteja ela onde estiver!
CARTÓRIO NOTARIAL DE JOÃO MAIA RODRIGUES
JUSTIFICAÇÃO
CERTIFICO, para fins de publicação, que por escritura de quinze de Janeiro de dois mil e oito, iniciada a folhas trinta e oito, do livro de notas para Escrituras Diversas número 2-X, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de justificação, na qual: MARIA AURÉLIA CASTRO SILVANO FREITAS BAPTISTA, natural da freguesia de S. Martinho do Bispo, concelho de Coimbra, casada com Jorge Manuel Freitas Baptista, sob o regime de comunhão de adquiridos, residente na Rua Carminé Miranda, n.° 36, em Coimbra, NIF 171.989.600, declara: Que, na qualidade de cabeça de casal e juntamente com os demais herdeiros na herança aberta por morte de seu falecido pai João Rodrigues Silvano: a) MARIA LUCÍLIA DE CASTRO SILVANO ROSA SANTOS, natural da freguesia de S. Martinho do Bispo, concelho de Coimbra, viúva, ao tempo da abertura de herança casada com Fernando Alberto da Rosa Santos sob o regime da comunhão de adquiridos, residente na Rua Carminé Miranda, n.° 38, em Coimbra, NIF 126.693.765, e; b) MARIA MARTINS LAPA DE CASTRO, natural da freguesia de S. Martinho do Bispo, concelho de Coimbra, viúva, casada que foi com o seu falecido marido sob o regime da comunhão geral de bens, residente na Rua Carminé Miranda, n.° 36, em Coimbra, NIF 146.408.209; Com exclusão de outrém, são donas e legítimas possuidoras do prédio rústico sito na Várzea, Póvoa, freguesia de São Martinho do Bispo, concelho de Coimbra, com a área total de setecentos metros quadrados, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Coimbra sob o número seis mil quatrocentos e dezoito, da referida freguesia. Que este prédio tem a aquisição registada a favor de ARMINDO SILVANO, casado com MARIA ROSA FERNANDES, pela inscrição G - apresentação dez, de vinte e oito de Junho de mil novecentos e setenta e dois. Que este prédio está inscrito na matriz predial rústica da freguesia de São Martinho do Bispo sob o artigo 5225, em nome da herança de - João Rodrigues Silvano, e com o valor patrimonial tributário de seis euros e cinquenta e seis cêntimos, o mesmo que atribuem para os efeitos deste acto. Que por volta do ano de mil novecentos e sessenta e quatro entre aqueles ARMINDO SILVANO, casado com MARIA ROSA FERNANDES, actualmente falecidos, e o seu pai JOÃO RODRIGUES SILVANO, o dito prédio veio à posse do seu falecido pai por partilhas verbais, nunca tendo sido efectuada a necessária escritura pública pelo que não têm qualquer título formal que as legitime como proprietárias do prédio. Que assim, o referido autor da herança entrou na posse e fruição do mencionado prédio desde o ano de mil novecentos e sessenta e quatro, portanto há mais de vinte anos, em nome próprio, na convicção de ser o seu único dono e de que não lesava quaisquer direitos de outrém, à vista de toda a gente e sem a menor oposição de quem quer que fosse desde o início da posse, a qual sempre exerceu sem interrupção, desde então lavrando e semeando o prédio, cultivando a horta, regando-a e recolhendo o que nela produzia, gozando todas as utilidades pelo prédio proporcionadas, avivando estremas, limpando-o, pagando os respectivos impostos tudo como fazem os verdadeiros donos. Assim, trata-se de uma posse com mais de vinte anos, de boa fé, pacífica, contínua e pública, o que conduziu à aquisição do mencionado prédio por USUCAPIÃO, título que invocam para estabelecer o novo trato sucessivo e justificar o seu direito de propriedade que têm legítimo interesse em inscrever no registo predial por forma a gozar da presunção legal e da oponibilidade a terceiros que esse registo proporciona aos titulares inscritos e dado não poderem provar o seu direito de propriedade pelos meios extrajudiciais normais atendendo ao referido modo de aquisição. (Qualquer interessado que se sinta lesado nos seus direitos ao mencionado prédio deverá impugnar judicialmente esta justificação, no prazo de trinta dias, após a publicação). Está na parte respeitante em conformidade com o original. Cartório Notarial de João Maia Rodrigues sito na Avenida 5 de Outubro, número dezassete, primeiro andar, em Lisboa, a quinze de Janeiro de dois mil e oito. O Notário, (Assinatura ilegível) “O Despertar” N.º 8469, de 08/01/25
COMUNICADO
A Fundação Bissaya Barreto tem vindo ao longo dos últimos 50 anos a honrar o legado do seu Patrono, através da implementação e consolidação de um conjunto vasto de projectos, salvaguardando, sempre, o papel que primacialmente incumbe ao Estado. Nesse âmbito estabeleceu parcerias com entidades públicas e privadas. Volvidos todos estes anos a Fundação sente-se na obrigação de demandar o Estado/Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra, na defesa intransigente dos seus princípios e dos direitos de todos aqueles que apoia e continuará a apoiar. Em 02.05.2005 a Fundação Bissaya Barreto estabeleceu com o Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra um acordo de cooperação envolvendo o Centro Geriátrico Luís Viegas Nascimento, sedeado na Figueira da Foz. A Fundação foi cumprindo todas as obrigações que assumiu. Contudo, o Centro Distrital, através do seu Director Senhor Dr. Mário Ruivo, determinou a suspensão de vários direitos resultantes do acordo assinado – concretização da percentagem de idosos residentes em situação de dependência e liquidação de comparticipações relativas a Residentes. A Fundação Bissaya Barreto esgotou o diálogo que manteve ao longo do tempo e viu-se obrigada a reclamar dessas decisões que, do seu ponto de vista, cerceiam legítimos direitos e colocam em causa o apoio a cidadãos carenciados. Não obstante as referidas reclamações terem sido apresentadas em Maio de 2007, os pagamentos não foram efectuados a partir de 31 de Agosto de 2006, e até ao presente a Fundação não obteve resposta definitiva sobre estas questões, mantendo as suas obrigações intocáveis. Em face desta postura inidónea, o Conselho de Administração da Fundação Bissaya Barreto decidiu, por unanimidade, na sua reunião de 14 de Dezembro passado e com o parecer favorável do Conselho Fiscal, accionar os mecanismos judiciais adequados. E fá-lo, pela primeira vez ao longo, dos seus 50 anos de actividade, confiando plenamente na Justiça. O Conselho de Administração da Fundação Bissaya Barreto
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Slide 15: O COMÉRCIO DE COIMBRA
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Quinta das Lágrimas Segredos da tecnologia desvendados no Dolce Vita “Chá com Afectos” no Dia dos Namorados
Está a decorrer, de ontem a amanhã, no Centro Comercial Dolce Vita de Coimbra, a iniciativa “Experimenta!”. Durante estes três dias, sucedem-se um conjunto de experiências, demonstrações e palestras que explicam o fascínio da Física.
Construir o motor mais simples do mundo, descobrir como funciona um comboio de levitação magnética (Maglev) ou uma célula de combustível não poluente, são algumas das possibilidades à disposição dos visitantes da iniciativa “Experimenta!”, organizada pelo Departamento de Física da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). Através de uma série de experiências montadas na praça principal daquele centro comercial, docentes e alunos do Departamento de Física vão demonstrar como a Física está na base da grande maioria da tecnologia e as razões do seu fascínio. As actividades começaram ontem e vão prolongar-se hoje (12 às 15 e das 17 às 20) e amanhã (12 às 20h00). As experiências são especialmente dirigidas a alunos dos ensinos básico e secundário, mas abertas a toda a comunidade. os visitantes terão ainda oportunidade de conhecer as capacidades da Milipeia, o supercomputador mais potente de Portugal e que está sediado no Departamento de Física da FCTUC, de descobrir que cada pessoa é constantemente atravessada por raios cósmicos ou de per-
“Os afectos ao longo da vida” é o tema central da próxima tertúlia do “Chá com Lágrimas” no Hotel Quinta das Lágrimas. A sessão tem lugar a 14 de Fevereiro, pelas 17h30, e conta ainda com poesia e música para completar essa apologia aos sentimentos e ao amor.
Na data em que se assinala o Dia dos Namorados, cujo patrono é São Valentim, o Chá com Lágrimas dedica a sua sessão aos afectos. “Chá com Afectos” reunirá na Sala Jardim do Hotel Quinta das Lágrimas Cristina Vieira, docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, que falará sobre “Os afectos ao longo da vida”. Os afectos estarão também presentes na poesia, com leitura por José Ribeiro Ferreira de poemas do livro “Mil Vezes Mil Beijos. O livro dos beijos”, de Jean Everaerts, com introdução, tradução do latim e notas de Carlos Jesus e chancela das Edições MinervaCoimbra. A música estará, desta vez, a cargo de Luís Alcoforado que interpretará temas contemporâneos brasileiros e portugueses. “Chá com afectos” tem lugar na quinta-feira, dia 14 de Fevereiro, às 17h30, no Hotel Quinta das Lágrimas. O “Chá com lágrimas” é a
ceber como funciona uma mini-hídrica. Para além de terem a oportunidade de construir o motor mais simples do mundo no local, os visitantes da “Experimenta!” poderão repetir essa experiência em casa, uma vez que, durante os três dias, será oferecido um total de 500 kits, com o material necessário para construir um desses motores, patrocinados pelas ISA, uma empresa de base tecnológica que desenvolve soluções nas áreas da telemetria, gestão remota, automação e controlo, fundada por recém-licenciados do Departamento de Física da FCTUC. A “Experimenta!” engloba ainda a realização de duas palestras, por docentes do Departamento de Física. A primeira decorre hoje, às 17h00, no auditório da Livraria Bertrand. João Gil falará sobre “Energias Renováveis: uma Economia de hidrogénio?”. A segunda está prevista para amanhã, à mesma hora, na praça principal do Dolce Vita. José António Paixão abordará o tema “Supercondutores”.
mais recente criação da Fundação Inês de Castro, em parceria com as Edições MinervaCoimbra e o Hotel Quinta das Lágrimas, e tem por objectivo relembrar a ambiência das velhas tertúlias coimbrãs, razão que explica o espaço dado ao diálogo artístico e cultural, num clima da maior informalidade. A
iniciativa conta ainda com o apoio da Empresa Municipal de Turismo. As inscrições para o “Chá com afectos” poderão ser feitas na recepção do hotel ou por telefone, através do 239 802 380. “Chá com imaginação”, “Chá com rosas” e “Chá com música” são os temas das próximas sessões.
MANUEL SUBTIL
Agora também na internet www.manuelsubtil.com
PRAÇA PÚBLICA
Sabia que, de acordo com um estudo realizado em 26 países, os portugueses são os que têm as pensões mais baixas da Europa?
“Não sabia e deplorável que assim seja porque já basta todas as dificuldades que temos que enfrentar antes de chegar à reforma.”
Sara Matos 28 anos, Gestora
“Não sabia. É lamentável.”
“Não tinha conhecimento de que era o mais baixo mas já desconfiava que seria dos mais baixos.”
“Não sabia mas não é nenhuma surpresa.”
“Sabia. E não são só as reformas os salários em geral tem de se di minuir o fosso entre quem recebe muito e quem recebe pouco. Tem que haver este equilíbrio.”
Maria Vergueiro 22 anos, Estudante
Patrícia Queirós 20 anos, Estudante
Michel Pestana 30 anos, Recém-licenciado
Vera Costa 22 anos, Estudante
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BLOGOS FERAS
Pode ser por decreto
Aproveitando “a política do fim” (o fim das férias judiciais, de algumas urgências, de algumas maternidades, de algumas escolas, de algum fumo, e de, por certo, um sem número de outras coisas que agora, com as pressas, não me lembro), acabem por favor com esta treta do “Bom Ano Novo” desejado ad nauseam. Imponham uma data, dia 2 de Janeiro seria razoável (podendo passar para o primeiro dia útil seguinte, se 2 calhar num fim de semana), a partir da qual será severamente punido quem deseje bom ano novo ao próximo. É tão mais fácil e incontroverso do que todas aquelas outras coisas de que vocês deram cabo. Para os viciados, criem salas próprias. Circulares, aluminadas, eles todos à roda, à roda, bom ano novo, bom ano novo, bom ano novo… É que hoje já é dia 8 e quase toda a gente, com quem falei, ou me desejou bom ano novo ou me perguntou se já me tinha visto/falado comigo este ano. Já, já, asseverei eu - caso contrário lá vinha o costumeiro. http://badabingblog.org/
Correcto, correto, korreto, alta berló
Para mais, se a África lusófona, que precisa de livros e alfabetização, for inundada de edições brasileiras baratas numa ortografia comum, isso é bom para os africanos em primeiro lugar, e eu fico contente por eles. E se as editoras portuguesas, que aliás são cada vez mais detidas por espanhóis, não tiveram tempo para se adaptar a um acordo ortográfico que há quinze anos se sabe que vem aí, então estamos pior do que eu pensava.
http://ruitavares.weblog.com.pt/
Intolerância
Conheço alguém que costuma dizer que admite tudo, excepto fanáticos. E eu concordo. Esta história da lei anti-tabaco do oito ou oitenta só podia acabar assim. Os grandes legisladores que temos “esqueceram-se” da regulamentação e aí temos os fumadores perseguidos como criminosos. Estamos num ponto em que os presos são proibidos de fumar, nas o Estado dá-lhes seringas para se drogarem. Quando os Estados se metem a promover revoluções culturais normalmente os resultados são ao contrário do que se pretende. Também os alemães têm uma lei anti-tabaco desde o dia 1 e parece que não estão a achar piada nenhuma. É que na Alemanha já houve antes uma lei contra o tabaco da autoria de Adolf Hitler, que também gostava muito de pessoas altas, magras, loiras de preferência e que praticassem muito desporto. João Paulo Craveiro http://vistodedentro.blogspot.com/
Pecadas
Se “pecado” é um substantivo do género masculino, por que razão os sete pecados mortais são todos substantivos do género feminino? A natureza feminina é assim tão inexorável, tão fatal, tão mortal? http://geracao-rasca.blogspot.com/
Terrorismo islâmico
os dirigentes políticos actuais parecem andar esquecidos, capazes de trocar por um punhado de votos a laicidade que O desmantelamento de uma célula de presumíveis terroristas permitiu conter o proselitismo das diversas religiões. Essa islâmicos em Barcelona é uma boa notícia mas aumenta a cumplicidade está na origem de mentiras que atribuem perplexidade perante a capacidade e determinação dos suicidas objectivos de paz às religiões e aos seus crimes meros desvios islâmicos. Sábado, o jornal El Pais noticiou que Portugal, França, de radicais dementes. Reino Unido e Espanha foram alertados pela secreta espanhola Ora isso não é verdade. O que Bento XVI disse de Maomé, para riscos de atentados durante o périplo europeu do presidente através de uma citação, em Ratisbona, era pura verdade embora Musharraf, do Paquistão, iniciado em Bruxelas. dita por quem lhe minguava autoridade. O respeito pelos islamitas inocentes e por muitos outros que Esquecer que o Corão, um plágio grosseiro dos mitos judeus o terror religioso impede de abjurar, obriga ao comedimento de e cristãos, servido por uma ideologia guerreira, é incapaz de quem sabe que é fácil atear ódios, despertar emoções racistas e renunciar à tortura e à censura – práticas de que judeus e cristãos incitar à xenofobia. É, pois, inaceitável que ao terror islâmico se há muito se privam –, é alimentar um mito politicamente correcto replique com a suspensão do Estado de direito ou o aligeiramento e perigoso. das normas democráticas. Basta ver o júbilo pio da rua islâmica sempre que alguns Carlos Esperança A Europa está, neste caso do terrorismo religioso, a responder infiéis explodem na companhia de um suicida que julga ter 70 http://ponteeuropa.blogspot.com/ de forma irrepreensível e é bom recordar que o que os árabes virgens à espera no Paraíso, numa ânsia de deboche para que a (maioritariamente muçulmanos) mais apreciam na Europa é a repressão sexual o impele. Fantasias de santas alimárias que liberdade religiosa. Mas não se pode desprezar o conteúdo do Corão e a conduta dos pregadores do ódio que usam as mesquitas como campos não imaginam que as virgens prometidas pelos mullahs não passam de um erro de tradução. de doutrinação terrorista e os sermões como veículo de fanatização. Matam e morrem por umas «passas de uvas brancas doces». A Europa conhece o que sofreu, no passado, com as lutas religiosas de que
NOTA DA REDACÇÃO: Por lamentável lapso, atribuímos a autoria do texto da semana passada a Carlos Esperança, sendo o mesmo da autoria de André Pereira. Aos dois bloggers as nossas desculpas.
Ponte Europa
Slide 17: CARTÃO DE VISITA
Não sei o que se passa. Não estou a aguentar esta tensão. Tudo o que me disseste parecia que nos levava ao esquecimento. Não é fácil ser mulher nestas circunstâncias. Estão sempre a exigir-nos abdicação. A verdade é que o outro começou a andar por dentro da minha cabeça. Eu bem me esforcei por limpar. Dizia para comigo não está certo, deves fidelidade ao teu homem, aquele que escolheste e que insistes repetir que amas, mas como se uma faúlha soprada em tarde de verão abrasador, a fogueira cresce, devora as forças de resistir, inunda de luz quente o que de melhor há em nós e sai do fundo desse fogo, dessa floresta em chamas, aquela figura que vai e vem, mas sempre que vem sorri e desafia, tenta e avança, e o sangue aquece, a voz demora na boca, os lábios secam e a língua procura humedecer, passa lenta, ai, que coisa, mesmo só este pensamento. Desculpa imagem velha dentro de mim que agora se esvai e cresce a outra, não há direito, digo-me, não está certo, receio, não pode ser, espanto-me, mas logo me sinto devorar pelo desejo, sim, é isso, não posso mentir mais a mim mesma, afinal o que é viver se não for darmos esta alegria aos sentidos, revolvermos todas as convenções, saltarmos pináculos como os rapazes saltam a jogar ao eixo, os rapazes sempre puderam correr e saltar, abrir as pernas e voar por cima dos obstáculos e nós meninas, sempre
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A outra face do espelho
Pesadelos…
a advertência, estar compostinha, joelhos apertados, a saia como dobrar de sinos, como cúpulas de catedrais, mas que diabo, que tesouro diferente será este que se quer guardar tão ciosamente, ser pura, dizia a minha mãe, a pureza é a grande virtude das mulheres. Mas, mãe, como é isso, então tu, mãe, continuaste pura e eu um dia vi, era pequena, o pai tinha ido de viagem e o primo Francisco foi lá tomar chá, olhava-te de uma maneira que eu estranhava e não sabia bem o que era e depois tu disseste Martinha já podes ir brincar para o teu quarto, dá um beijo ao primo Francisco, despede-te, adeus primo Francisco, adeus Martinha, e ele deu-me uma nota verde, vinte escudos, muito obrigada, aceita Marta, disseste tu, o primo é muito amigo, põe no mealheiro, e eu fui para o quarto mas ainda hoje não sei porque me deu para ficar a espreitar e vi depois que tu e o primo, eu não sabia, nunca tinha visto, tu e o pai iam para o quarto e falavam baixinho, depois respiravam muito depressa e tu gemias e eu tinha medo que te estivesse a fazer mal, mas tu nunca aparecias a chorar, nem triste, nesses dias até andavas mais alegre, como hoje, depois comigo, tão cavalheiro e dedicado, eu sei, estou a pensar isto cheia de vergonha, como é possível, tens de ser pura tu disseste, ser pura até ao casamento, é assim que Deus quer, dizias, sempre que vínhamos da missa e os rapazes começaram a olhar para mim, eram lindos alguns rapazes, mas nenhum como o Ivo quando depois fui para a faculdade e ele caminhou a meu lado e disse que havia luz nos meus passos, ó mãe, pode ser uma banalidade mas naquela altura eu percebi porque olhavas assim para o primo Francisco, coitadinho do pai, mas estava a um passo de tudo acontecer. O Ivo foi sempre muito limpo, muito correcto, esperou pelo casamento e naquela noite foi tão delicado, foi sempre tão delicado, mas, olha, eu não sei que fazer quando este Fernando se aproxima e me diz coisas que nunca ouvi, parece virem da terra, ele cheira a homem, mãe, o Ivo sempre me cheirou a marido, que hei-de eu fazer? Estou a respirar junto da frincha, no fundo da arca, respiro devagar, será que não vem ninguém levantar a tampa, tirar-me, e eu poder dizer ao Ivo, olha,
José Henrique Dias*
hdias@net.sapo.pt
que o primo Francisco se foi embora e foste para junto de mim no quarto. Sabes, viver é complicado, hoje que sou uma mulher e tenho o Ivo lembro que cresci com aquela sensação de ter sido fechada numa arca, muito escura, mas depois aprendi que para não morrer tinha de encontrar uma frincha, nas arcas há sempre uma frincha, encosta-se a boca e respira-se devagar, é preciso aprender a respirar devagar, mãe, tu não ensinaste fui eu que tive de aprender mas agora estou sem saber como sair disto, daquele fogo de que falava, porque ele aparece e eu tenho o Ivo, eu quero guardar-me por causa do Ivo, sempre tão bom, tão atencioso
querido, acabou, agora eu vou atrás daquele cheiro e vou ser mulher, vou sentir que vale a pena viver, quero correr pelo tempo corça espantada no sabor do vento, quero resistir o tempo de dizer despudorada e livre, mãe, como se diz despudorada e livre a alguém que há sempre algo melhor que nunca soubemos sentir? Isto de ser mulher é muito complicado. Sabes, Ivo, hoje tive um horrível pesadelo. Sonhei que estava fechada dentro de uma arca, que precisava de encontrar uma frincha para respirar, devagar, com a boca encostada. Minha mãe não sabia que eu estava lá dentro e sentou-se sobre ela a falar com o primo Francisco, tão velhos os dois, minha mãe já não o via há mais de quarenta anos, disse-me, ele foi para a Austrália e por lá ficou. Lembro-me dele, quando eu era pequena uma vez deu-me uma nota para eu comprar chocolates. Nunca mais o vi. Mas no sonho eram novos, minha mãe sentou-se sobre a arca e eu queria respirar e não podia. Ouvia a minha mãe a dizer meu amor e o primo Francisco dizia querida e ficavam calados. Eu estava mesmo a morrer, não encontrava a frincha, acordei quando me abanaste e me disseste Marta, acorda, é um pesadelo. Ó Fernando, que horror, estava a fazer amor contigo e tu dizias-me não gosto que me chames Ivo…
*Professor universitário
Neste fim-de-semana que culminou com o dia de reis, gastei largo tempo a ver alguns desafios de futebol nacionais e estrangeiros. Eu confesso a minha paixão pelo chamado desporto-rei e isso leva-me a gastar mais de duas dezenas de euros por mês com a assinatura do canal de desporto (agora desdobrado) da TV Cabo. Além de futebol, também desfruto do prazer de ver alguns jogos de hóquei em patins, basquetebol e de futebol de salão, dando-me até certo ponto ressarcido do dinheiro gasto, embora considere uma arbitrariedade pagar-se tanto por um canal codificado que tem importantes patrocínios e consequentemente significativas doses de variada publicidade. Mas voltando, ao fim-de-semana: em todos os jogos de futebol cá dos nossos de que fui telespectador atento, pude constatar que os estádios em que se realizaram estavam com as bancadas com aspecto desolador isto é quase vazias, proporcionando um ambiente digamos frio o que não se coaduna bem com o calor posto no rectângulo de jogo, para disputa dos ambicionados pontos que propiciem boa posição na tabela classificativa. Nem sequer o Benfica, que tra-
Fim de semana futebolístico
dicionalmente arrasta multidões, conseguiu “ornamentar” satisfatoriamente o estádio do Bonfim em Setúbal. Também vi partidas de outros campeonatos e pude observar que, ao contrário dos jogos do nosso, havia em todos uma densa moldura humana que vibrava intensamente com as peripécias do jogo, contrastando com esta nossa tristeza doméstica. Nas Ligas inglesa, espanhola e italiana, principalmente, os jogos são de outra “galáxia” pois revestem-se de técnica mais apurada dado que os respectivos clubes, financeiramente mais poderosos do que os nossos, recrutam (compram) os futebolistas que mais se destacam no “ranking” mundial. Portanto, se a técnica é boa e a disciplina mais rigorosa, os jogadores preocupam-se mais com a bola do que com as pernas dos adversários. Há muito menos faltas (há dias observei que num desafio da Liga Inglesa decorreu quase meia hora sem se registar qualquer atropelo às regras do jogo) e por consequência mais tempo útil da partida, o que faz com em regra mais pequenos, enchem-se obviamente com mais facilidade, o público está mais perto dos atletas e o contagiante calor humano que se transmite para dentro do terreno de jogo é mais intenso. Nos estádios grandes, como os dos nossos principais clubes, o espectador só com um binóculo é que consegue identificar os jogadores! Temos visto pela TV jogos lá fora, das equipas portuguesas em torneios da Liga dos Campeões ou da Taça UEFA, que se realizam muitas vezes em estádios de países mais desenvolvidos do que o nosso, que chegam a ter somente um quarto da capacidade do estádio da Luz. Além da grande irreflexão que houve no desmantelamento de alguns estádios ainda em excelentes condições, houve muita dose de megalomania na arquitectura dos novos que lhes sucederam, não colhendo a argumentação de que era para não nos “deixar ficar mal” a quando da realização do Euro 2004. Agora, subaproveitados, (o do Algarve então está um autêntico mono) além de não renderem o previsto, a respectiva manutenção
José Andrade zandress@gmail.com
que o público não se sinta defraudado, dando por bem empregue o dinheiro do bilhete de ingresso. Quem projectou os nossos novos estádios, de bárbaro custo para um país que ainda só dá débeis passos na via do desenvolvimento, o que mereceu na altura justas criticas , não pensou que as grandes dimensões desses recintos desportivos não se coadunavam com as nossas escassas expectativas de os lotar com alguma regularidade. E assim surgiram “mastodontes” que só se “enfeitam” quando são palco de grandes “dérbys” ou de desafios internacionais. Na Inglaterra, chamada “a pátria do futebol” a realidade é outra. Os estádios são
constitui um pesadíssimo encargo para os clubes e para as autarquias. Em cada ano que passa, menos espectadores vão aos nossos campos de futebol. – Qual a razão desta realidade? – Preço elevado dos bilhetes, face à magreza gradual da bolsa da maior parte dos portugueses que vai perdendo poder de compra cada ano que passa? (a taxa de inflação é ciclicamente superior à que os governos prevêem para servir de base à actualização dos salários e pensões de reforma) - Transmissão de muitos jogos pela TV? – Desinteresse pelo facto de as equipas estarem pejadas de jogadores estrangeiros que naturalmente não sentem o mesmo orgulho dos nacionais na representatividade dos emblemas insertos nas suas camisolas? - (nesta premissa não creio muito dado que o mesmo fenómeno se verifica em quase todos os países europeus dada a abrangência da globalização). Violência progressiva nos estádios protagonizada por muitos marginais que integram as claques? Será um pouco de tudo isto que provoca a desertificação das arquibancadas dos nossos recintos de jogos, talvez com maior acentuação na primeira premissa.
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A CORRESPONDÊNCIA
Um arraial de Sobas
Teve lugar em Lisboa a Cimeira Europa-África, coisa muito precisa mas que costuma dar absolutamente nada. Foi este o caso, quando tanto se podia fazer e estiveram presentes todos os déspotas que infringem os Direitos Humanos nesse Continente. Vamos a ver... Veio Robert Mughabe, presidente vitalício da antiga Rhodésia, hoje Zimbabué, que nestas últimas décadas tem infringido todos os direitos humanos possíveis e imaginários. E nisso o homem não é racista, pois tanto manda assassinar brancos como pretos, tanto ordena e apoia homicídios de colonos, como os das tribus rivais à sua. Claro que em estados de direito Mughabe tem a cabeça a prémio, menos...neste “canteiro florido à beira-mar plantado”. Isto impediu que Robert Brown, primeiro-ministro da nada imperialista Albion, cá pusesse os pés. Não se notou a falta! Enfim, Lisboa converteu-se num autêntico “arraial de sobas”, com aja apelidada “rapaziada da peúga branca” a pulular em carros de luxo pelas ruas alfacinhas, atravancando ainda mais a já caótica situação do trânsito da capital. Também não faltaram os “sobas” das nossas ex-colónias, começando pelo democrata e amigo José Eduardo dos Santos, presidente da República Popular de Angola, o que tem o jacto presidencial privado mais caro do mundo e toda a família na liderança dos negócios e projectos de Angola. Mas como Sócrates tinha que agradecer o ter-lhe permitido uma correria ou “jogging” pela marginal de Luanda, lá tinha que ser recebido o representante do país onde maior número de cidadãos sem assistência médica vão morrendo todos os dias, sem lhes assistir sequer o direito de se manifestarem contra. Viva a democracia!!! Mas a “estrela da companhia” foi, sem sombra de dúvida, o democrático presidente líbio, Muhamar Kadafi, há mais de três décadas no poder, num país sem eleições, nem referendos. O beduíno quis montar a tenda do seu circo privado e o nosso governo, nada subserviente nem “lambebotas”, lá lhe concedeu o forte de S. Julião da Barra, todas as exigências que o homem do cobertor à cabeça exigiu, mais a instalação das centenas de “valquírias” cavalonas que o homem chama “sua guarda pessoal”. O toque picaresco FIGUEIRA DA FOZ, vende-se bom apartamento, perto da praia, usado, em belíssimo estado por ter pouco uso. Boas áreas e acabamentos de qualidade. O investimento ideal para férias, arrendamento ou habitação. Telm. 964 464 315
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Vamos então agora até à cidade da RONDA…. No coração da montanha, depois de galgarmos montes e vales, tudo à roda, de “treparmos” a Serrania de Ronda, a cidade arrumada, estende-se por uma planura de 480,87 km2. Lá bem no alto, Ronda, aparece na zona mais norte ocidental da província de Málaga, comunidade autónoma de Andaluzia, em Espanha. Andaluzia que muitos roteiros turísticos dizem incluir todos os esteriótipos de Espanha – toureiros, praias, flamenco, vilarejos de casas brancas, habitações em cavernas, festas exuberantes, procissões religiosas, tapas e xerez. Tudo isto integrado num grande universo, em que a Arte e a Arquitectura grandiosas se inscrevem, assim como reservas naturais e vida tranquila. E de facto chegamos a Ronda, e abundam vestígios de Arte e Arquitectura ancestrais, um importante campo de touros, anúncio de festas e de uma vida comunitária activa, longe de todo o bulício e confusão. Ronda foi cobiçada por celtas, fenícios, romanos e arábes É atravessada por um rio num desfiladeiro de
Eduardo Proença-Mamede
Santa Maria la Mayor (Ronda)
mais de 150 metros de profundidade. Inacessível e altiva, vista de longe, a cidade faz-nos adivinhar a sua ancestralidade pré-histórica. São resquícios dessa época, a Gruta de la Pileta, relíquia de arte rupestre andaluza e muitos restos de monumentos megalíticos. O Dólmen del Chopo é disso um exemplo. Vestígios da passagem dos romanos por Ronda, estão espalhados pela urbe. A cidade romana de Acinipo é testemunho dessa presença. Os árabes, esses fizeram desta cidade muçulmana, a capital das cinco Coras de al-Andalus. Gastronomia, urbanismo, tradições, agricultura e outros hábitos falam da presença de todos estes povos que amaram e engrandeceram Ronda. No século XV (1485), os reis católicos conquistam-na e dão à cidade um novo rosto. Iniciam a construçao da Igreja de St.ª M.ª Maior, concluída apenas no século XVII e que apresenta uma mescla
de estilos. A Ponte Nova e a Arena tornam-se monumentos emblemáticos. Desta cidade entre montanhas, trouxemos o perfume de um romantismo que terá servido de cenário a algumas histórias de amor que noutra ocasião contaremos. Mais perto do céu e com uma paisagem, ainda que agreste, a perder de vista, temos uma sensação de liberdade incrível. Apetece voar. O ar é fresco e lavado. A gastronomia é muito especial. Abunda o queijo de cabra. A morcela rondenha é uma das especialidades procuradas. Quanto a vinhos, dizem os enólogos e os amantes do bom vinho, que é excelente. Talvez pela privilegiada exposição ao sol no alto da ampla montanha … ……………………………………………… Joana, não sei se continuas interessada neste relato ou se preferes ver televisão ou navegar na internet, novas formas de diversão. Não dispenses o discorrer e a efabulação, quando mergulhas na leitura e és guiada pela mão do escritor. Nos modernos meios audiovisuais, no mundo de Mac Luhan, tudo é dito tão explicitamente que logo o esqueces. Não fica mais nada, para tu criares, como leitora que aí já não és, porque não precisas. Esqueces muito mais depressa a mensagem, quando ela não nasce na leitura, podes ter a certeza. Os livros (devias reler o que disse Padre António Vieira sobre os mesmos) têm um encanto eterno, por mais que se inventem novas técnicas. Na próxima, falo-te dos sabores, das cores e do movimento na Costa del Sol. Para meu gosto é superior à Cote d’Azur, salvo Mónaco, naturalmente. Esse é um espaço novo de encontro que retenho como algo especial ao longo da costa francesa e a que me referirei um dia destes. Recebe Joana, um xi coração da tua amiga
linmare@clix.pt
NOTA: Esta Joana simboliza o leitor.
de tudo isto (pago por nós, de resto!), mostrou toda a diferença entre o mundo que quer parecer civilizado e o mundo que o não é. Mas “Sócrates & Companhia” devem-se ter babado de inveja ao ver os estratagemas que Kadafi usa para chamar as atenções. Por mim, fico esperando que as mulheres dos nossos deputados passem a fazer fogueirinhas à porta de S. Bento para cozinhar as refeições para os seus maridinhos. É só o que falta ver é Madame Pinto de Sousa a abanar o fogareiro à porta de S. Bento?!... Estando num café e perante essas imagens televisivas, ouvi da boca de um homem do povo, ex-soldado da Guerra Colonial, a definição de tudo aquilo em poucas palavras e bom resumo vernáculo : “_Um Arraial de Sobas”. Dentro de dias, após nada se ter resolvido, cansados de tanto paleio e com um saco cheio de nada, terá lugar o chamado “Tratado de Lisboa”, que será mais um arraial de sobas brancos. Haverá mesmo um jantar no Museu dos Coches que promete ser coisa farta e regalada. Eu gostarei de ver tal, pois visitei sempre o Museu dos Coches, mas nunca lá vi dentro cavalos e bestas que eram o complemento de tudo aquilo. Assim o quadro a óleo ficará completo e carros e tracção unir-se-ão em opípera refeição, mostrando que passado e presente estão sempre de mãos dadas, unindo esforços, do mesmo modo que os relinchos e resfolgar dos cavalos acompanhavam muitos daqueles veneráveis coches de outras eras. Só lamento que não saia tudo para a rua, com a Família Real e o séquito dentro deles. Pelo menos saberia que Portugal estava no bom caminho para ser governado e haveria quem trouxesse um pouco de bom senso a toda esta fantochada. Fico por aqui, não vá alguém imitar o Rei de Espanha e me venha perguntar: - “Porque não te callas?...” MORADIA T3 quase nova, bem dividida, bons acabamentos, aquecimento central, estores eléctricos, sala com lareira, garagem dupla anexa e pequeno quintal, no campo, dentro da cidade (12 kms. do centro, zona norte. Tel. 917 092 708 (só particulares)
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INTERCULTURALIDADE NOS ENCONTROS DE INVERNO NA ESEC Decorreram na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) os III ENCONTROS DE INVERNO. A iniciativa pertenceu a alunos de animação socioeducativa. Fomos convidados para relatar num dos painéis, com base na nossa experiência de vida, a forma como entendemos o contributo que os media têm dado ao DIÁLOGO INTERCULTURAL. O tema da sessão era Des(enlaces) entre Povos. Sendo 2008 o Ano Europeu para o Diálogo Intercultural, sentimos ser um privilégio deixar algumas reflexões, quer no aspecto em que os media são preponderantes como espaço público de interculturalidade, quer no contributo forte que devem dar na educação para a cidadania. A Lusofonia é um aspecto incontornável, laço que nos merece um enfoque especial e porque são oriundos dos Palops (África e Brasil) a maioria dos imigrantes que trabalham em Portugal, quase quinhentos mil. Um número a retirar visibilidade aos imigrantes do Leste europeu. De povo que emigrou com “mala de cartão”, e ainda continua a emigrar, somos hoje um destino de acolhimento de imigrantes, e em concreto de população oriunda do
CULTURA & SOCIEDADE
Brasil e de países de África onde se fala o português. Para muitos brasileiros seremos talvez uma placa giratória de quem ruma ao resto da Europa. Para os povos de África somos um destino final e de esperança. Mário Montez, numa intervenção nos Encontros, deu conta, a propósito de um trabalho apresentado com base em práticas de intervenção, que estamos perante um “desafio para renovar enlaces, desenlaçando as relações de que há 35 anos nos esquecemos, e que ficaram do outro lado do mar”. Temos de saber acolher o Outro com as suas diferenças e não impor a nossa cultura. É preciso harmonizar. Saber respeitar a cultura de quem chega e saber INTEGRAR. E sem dominar. A muitos é preciso dar competências específicas para poderem ser competitivos, eles e nós, como um Todo. Diversidade Cultural, sem dominações culturais, que (julgo) não nos foram impostas quando procurámos terras de França, Suíça, Luxemburgo e Alemanha. Os média são palco privilegiado para o discurso e acção da interculturalidade. A esse propósito relembro o trabalho que está a fazer a RDP/África e também a RTP/África. O slogan da RDP/África “muitos povos, uma só estação” é identificador de 2002, PIERRE BOURDIEU, um sociólogo de combate, que no seu primeiro livro abordou o “sistema colonial” e que avisou, com argúcia, para o facto de uma certa atitude “matematizada” da economia provocar uma ideologia dominadora que destrói as estruturas de integração e de protecção social, e alertou ainda para o facto de os media serem reflexo de lógicas comerciais que concedem a palavra a “ensaístas palradores e incompetentes”. A seta, como se percebe, apontava, em especial, na direcção da televisão… Claro: Os media deixaram de gostar dele, mas faz falta o vigor do seu pensamento cada vez mais actual. Um autor que abordou com mestria a questão da “dominação”. Faz-nos, de facto, muita falta, a forma heróica como lutou contra (a imparável) globalização… ou certas políticas de globalização. EDOUARD GUIBERT, JORNALISTA E MESTRE Jornalista combatente, pedagogo, homem que ensinou jovens franceses e francófonos, EDOUARD GUIBERT deixou-nos também há seis anos, na transição de Dezembro para Janeiro. Tive o privilégio de o conhecer e de o ter por mestre num curso de jor-
Sansão Coelho*
sansaocoelho@sapo.pt
da convivialidade, da convivência democrática. Podemos escutar em FM em Coimbra, o mesmo que escuta, ao mesmo tempo, um ouvinte do Sal, da Boavista, de Nampula, do Príncipe, da Beira ou de Bissau. RTP/África e RDP/África, tribunas que informam e formam. Unidos na diversidade, temos todos o sublime dever de observar o valor da dignidade do Homem e dos seus Direitos Universais. O planeta fragmenta-se em práticas culturais diferentes que devem conviver pacificamente apesar de certos discursos e de certos “pesos” - em concreto na área económica - denotarem ser impositivos. PIERRE BOURDIEU, SOCIÓLOGO DE COMBATE Morreu há seis anos, em Janeiro
nalismo feito em Paris como bolseiro do governo francês no Instituto Nacional de Audiovisual. Ficámos amigos. Veio, mais tarde, a partir dos anos 80, dar formação em Portugal na RDP, na RTP e na SIC. Moldou muitos dos jornalistas no activo. EDOUARD GUIBERT era um homem-de-esquerda, “herói” radiofónico e televisivo do Maio de 68...era jornalista de uma integridade de referência: um exemplo de vida profissional em todos os aspectos. Veio visitar-me a Coimbra, cidade que procurou conhecer mas não a entendeu, o que me parece óbvio. Guibert não percebia as “teias” da cidade, o “sistema”. Era um homem superior com formulações elevadas onde não entrava na sua compreensão mental, mesquinhez ou espírito de saloiice. Adiante! Lamento que haja um certo esquecimento deste homem que deu uma grande ajuda ao jornalismo radiofónico e televisivo português. ...ELES FAZEM FALTA Pierre Bourdieu e Edouard Guibert fazem falta a França e ao mundo. Precisamos de “COMBATENTES” deste género que denunciam a miséria cultural e social e o galopante neo-liberalismo. Em Coimbra, em Paris, em Cambridge, ou noutra qualquer cidade.
Instituto Bissaya Barreto e Universidade Atlântica assinaram acordo
Obesidade Infantil preocupa instituições
A obesidade infantil atinge em Portugal níveis alarmantes. Para contribuir para a prevenção desta doença, que exige cada vez mais atenção da sociedade, o Instituto Superior Bissaya Barreto (ISBB) e a Universidade Atlântica assinaram, na terça-feira, um protocolo de colaboração e investigação.
Promover a colaboração, a troca de experiências e estimular a investigação no campo da alimentação/nutrição, contribuindo para a compreensão, prevenção e abordagem da obesidade infantil em Portugal é o principal objectivo deste acordo. Helena Reis, directora do ISBB, sublinha que as questões relacionadas com a nutrição exigem particular atenção, já que a obesidade é considerada uma doença que atinge actualmente níveis alarmantes. Este protocolo
Helena Reis, Amaro da Luz e Artur Torres Pereira presidiram à cerimónia protocolar Diversas personalidades das duas instituições assistiram à assinatura do protocolo entre o ISBB e Universidade Atlântica
surge, por isso, no seu entender, como um novo passo em termos de “avanço no conhecimento destas problemáticas”. O presidente da Universidade Atlântica, Artur Torres Pereira, sublinhou, por sua vez, a importância da aposta na investigação e formação, duas vertentes tão importantes para as duas instituições. De acordo com os dados divul-
gados, em Portugal, cerca de 32 por cento das crianças com idades entre os sete e os nove anos apresentam excesso de peso, das quais 11 por cento são obesas. Além disso, 24 por cento das crianças em idade pré-escolar apresentam excesso de peso e a obesidade atinge 7 por cento. Na idade adulta os indicadores são ainda mais preocupantes, pois 15 por cento da população é considerada obesa.
Neste sentido, o ISBB e a Universidade Atlântica consideram que “é fundamental que as Instituições Universitárias desenvolvam projectos que contribuam para a prevenção dos problemas ligados à má nutrição e à obesidade”. A cooperação resultante deste protocolo permitirá a conjugação dos diferentes conhecimentos e experiências, sobretudo,
através da partilha de informações e da consolidação da investigação. Este protocolo visa a troca de saberes no que se reporta aos campos das tecnologias, dos conteúdos informativos no sector da saúde e, particularmente, nas áreas da nutrição e da obesidade, permitindo desenvolver programas e trabalhos específicos de interesse mútuo.
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SOCIEDADE
Reformados
Portugueses têm das pensões mais baixas da Europa
Os portugueses têm das pensões mais baixas da Europa e associam a idade da reforma a ‘velhice’, ‘doença’ e ‘dificuldades financeiras’, de acordo com os dados de um barómetro revelados.
Segundo as conclusões do estudo, que envolve 26 países de todo o mundo incluindo Portugal, as pessoas activas gostariam de se reformar mais cedo do que a idade actualmente prevista, mas isso acontece de facto cada vez mais tarde. Portugal é o país europeu com as pensões mais baixas, a seguir à Hungria e à República Checa, e tem ainda um desfasamento de menos 109 euros entre o que é recebido e o montante que seria necessário para fazer face às despesas domésticas. No entanto, neste caso os campeões pela negativa são a França (-362 euros) e Bélgica (-271). Na generalidade dos países, reforma significa um decréscimo do rendimento, mas Hungria, Marrocos e Portugal são os países com piores expectativas sobre a evolução da qualidade de vida nesta fase. reforma, seguido da Suíça, EUA, Canadá, Austrália, Alemanha, Reino Unido e Bélgica. À semelhança dos italianos, húngaros e japoneses, os portugueses, tanto activos e reformados, são quem tem uma visão mais negativa da reforma, a que associam “morte, velhice, doença e dificuldades financeiras”. Os japoneses são os que mais trabalham ou querem trabalhar depois de reformados, com 78 por cento da população activa a pretender ter uma actividade remunerada durante a reforma. A seguir a Marrocos, Portugal e a Hungria são dos países com maior percentagem de activos que prevê continuar a trabalhar. Apesar de o maior desejo dos portugueses ser viajar, na realidade isto é conseguido pelos franceses e a principal actividade dos reformados portugueses é cuidar da família. De todos os países inquiridos, Portugal é, junto com Marrocos, o que tem a maior percentagem de activos que desconhece o valor da sua futura reforma. Portugal, Espanha, Itália e Hungria são os países que menos se preparam a reforma, numa lista em que a República Checa e EUA (ambos com 79 por cento) são os mais preparados. Em Portugal, começa-se a poupar para a reforma ligeiramente mais tarde do que nos outros países e tendencialmente só depois de um acontecimento, como doença ou um acidente. O montante poupado por mês para a reforma pelos portugueses está, no entanto, acima dos países da Europa do Sul (Itália e Espanha), apesar dos rendimentos portugueses serem significativamente mais baixos. Portugueses, espanhóis e marroquinos são os que maior importância dão ao apoio emocional dos filhos para com os pais e Portugal é o país europeu em que a ajuda financeira dos filhos é mais esperada. Suíça, Canadá, Estados Unidos, Japão e Austrália são os países onde mais se poupa e os países anglo-saxónicos, especialmente Austrália e EUA, são os que mais investem em produtos de alto rendimento mas mais arriscados, enquanto os portugueses, marroquinos e espanhóis são os que menos arriscam em investimentos dedicados à reforma. Na maioria dos países europeus, as reformas dependem do Estado, mas a responsabilidade individual é em Portugal, Espanha e Itália menos considerada do que noutros países da Europa Ocidental.
Os reformados portugueses têm as pensões mais baixas da Europa
O Japão (63 por cento) é o país onde a reforma é sinónimo de nível de vida mais baixo, assim como em Portugal e também
França. A China é o país onde os inquiridos referem conseguir mais conforto financeiro através da
Estreia realizada com 100 vídeos
Instituto Miguel Torga no Youtube
O Instituto Superior Miguel Torga acaba de lançar um canal próprio no Youtube. O “YOUTORGA”, disponível em www.youtube.com/youtorga, destina-se sobretudo à divulgação de trabalhos realizados pelos alunos desta instituição universitária, incluindo também vídeos reportando a iniciativas desenvolvidas pelo ISMT.
A estreia é feita com uma centena de vídeos, conteúdos que atingem perto de duas dezenas de horas de emissão. No Canal “YOUTORGA” poderão os cibernautas visualizar os trabalhos desenvolvidos pelos alunos em unidades curriculares ligadas à produção audiovisual (Cursos de Licenciatura em Comunicação Social e em Multimédia). A publicação destes vídeos encerra uma série de virtualidades. Constitui-se como um incentivo para os estudantes, ao verem premiado o seu esforço com uma divulgação à escala mundial; permite aos novos estudantes acederem, de forma célere e em qualquer lugar, aos trabalhos dos seus colegas, funcionando assim como uma base de vídeos de apoio a novas produções; possibilita à comunidade, em geral, nomeadamente aos pais/encarregados de educação de actuais e futuros alunos, conhecer o que se vai fazendo no Instituto Superior Miguel Torga. O “YOUTORGA” cumpre ainda outro desiderato tão em voga nos dias de hoje, ao funcionar como instrumento fomentador da convergência de meios: são já bastantes os alunos que trabalham as matérias-base de molde a poderem potenciá-las na escrita, na rádio, na televisão e na web. O acompanhamento da “carreira” de estudantes já licenciados é outra aposta do “YOUTORGA”, através de entrevistas nas quais os ex-alunos dão conta das suas experiências profissionais. O mesmo vale para produções videográficas da autoria dos ex-alunos. Encontra-se, neste caso, por exemplo, o vídeos “Higino, o Rei” produzido por ex-alunos que se encontram a frequentar workshop’s das “Produções Fictícias”. Ao mesmo tempo, atendendo aqui à diversidade de assuntos tratados e à significativa área geográfica coberta pelos vídeos produzidos, funciona também como montra de actividades desenvolvidas por colectividades, instituições e empresas da Região Centro do país. Coimbra, Mealhada, Cantanhede, Condeixa, Miranda do Corvo, Seia, Lousã, Montemor-o-Velho, são alguns dos concelhos com vídeos publicados no “YOUTORGA”. Neste canal poderão os interessados encontrar ainda a cobertura integral da cerimónia de Abertura Solene das Aulas no ISMT (2007/2008), da Aula Aberta sobre Fotojornalismo com o especialista Paulo Petronilho, ou do “Café com Dinossauros da Comunicação”. O recurso ao Youtube encerra mais esta vantagem: permite a todos os que não puderam estar presentes nestas iniciativas assistirem às intervenções ali efectuadas. Vantagem não apenas para a comunidade estudantil, docentes e funcionários do ISMT, antes alargada a todo o público que se interessa pelas temáticas abordadas nesses encontros. Nos próximos meses, e para além da inclusão dos vídeos produzidos pelos alunos no primeiro semestre do corrente ano lectivo, está prevista a colocação, em versão integral, de outras conferências, seminários e colóquios realizados por iniciativa do ISMT. Recorde-se que o Youtube, actualmente pertença da Google, regista muitos milhões de visualizações diárias dos vídeos disponibilizados, e uma impressionante cadência de entrada de novos vídeos, rondando os 75 mil por dia.
Slide 21: A VOZ DESPORTIVA
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Eleições marcadas para 9 de Fevereiro
CITAÇÕES CASA DAS CITAÇÕES
“Tenho estado a jogar muito bem nas últimas semanas. Neste momento, estou a tentar ser muito agressivo no court.”
Juan Carlos Ferrero Tenista 21/01/08
União de Coimbra procura solução para a crise
O histórico União de Coimbra vai a eleições no próximo dia 09 de Fevereiro e aquele que se afigura como futuro presidente, Carlos Félix, quer sanear a crise financeira para devolver representatividade ao clube.
“O meu projecto abraça o grande Projecto da Arregaça, que passa pelo pagamento das dívidas ao Fisco, algumas dívidas do clube e a construção das infra-estruturas necessárias para o clube”, afirmou à Lusa Carlos Félix, cabeça da única lista candidata. Terminado o prazo de apresentação de listas no passado sábado, dia 12, Carlos Félix será o próximo presidente do União de Coimbra, mas este dirigente não quis acrescentar nada mais que isto, preferindo falar depois das eleições. Quem falou do projecto foi o actual presidente da Comissão Administrativa, Carlos Balteiro, também elemento constituinte da lista concorrente. “O Projecto já foi aprovado: prevê a construção de dois blocos imobiliários, a construção do campo sintético e a construção da sede do clube. Estamos unicamente à espera das credenciais da Câmara Municipal de Coimbra para a cedência dos terrenos, o que deverá acontecer muito em breve. Quem esperou tantos anos, também pode esperar mais algum tempo”, afirmou o actual dirigente do clube à Lusa. Com a viabilidade da construção dos andares junto ao Campo da Arregaça, o União ganha novas infra-estruturas desportivas e sociais e um encaixe financeiro que lhe permitirá resolver as muitas dívidas acumuladas ao longos destes últimos anos, que já levaram à penhora de autocarros e mobiliário do clube. João Rebelo, vereador da câmara e responsável por este pelouro, que reconhece a aprovação do projecto e a assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Coimbra e o clube, no ano passado, diz desconhecer o que impede no momento que o projecto avance de imediato. O União de Coimbra já não tem eleições há dois anos e tem sido presidido por uma Comissão Administrativa, encabeçada por Carlos Balteiro. Mergulhado neste crise directiva e financeira, o clube tem caído sucessivamente nos escalões do futebol nacional, descendo da II Divisão até aos campeonatos distritais, onde se encontra agora.
“Estamos no caminho certo. Foi uma vitória inequívoca e justa. Não nos deixámos intimidar em qualquer momento do jogo, mesmo quando estivemos em desvantagem.”
Ulisses Morais Treinador da Naval 1.º Maio 21/01/08
“O futebol de Ricardo Quaresma é sinónimo de talento, de arte e de magia. As pessoas deviam compreender e aceitar que um jogador como o Quaresma, que gosta de ter a bola dominada nos pés, arrisca-se, por vezes, a falhar. Não há igual ao Quaresma no FC Porto.”
Rui Moreira Economista 21/01/08
Judo Clube de Coimbra “emprestou” trio à selecção
Filipe Reis, Jorge Fernandes e Joana Cesário integraram a primeira convocatória de 2008 da selecção nacional. Um factor de motivação para o trio de atletas do Judo Clube de Coimbra
O ano de 2008 começou da melhor forma para o Judo Clube de Coimbra, que viu três (Filipe Reis, Jorge Fernandes e Joana Cesário) dos seus judocas serem convocados para integrar os trabalhos da selecção nacional – Ana Patrícia Vicente, da Académica, também foi chamada –, assumindo-se, assim, como o clube da Associação Distrital de Judo de Coimbra mais representado. No sector masculino, Filipe Reis, sénior há três anos, revelou que «o estágio correu bem», atestando que, apesar de Diogo César e Pedro Dias, dois judocas que, também, competem na categoria -66 quilogramas, terem estado ausentes num estágio na Áustria, «estava forte». «Treinei bem e acho que isso é o mais importante», acrescentou. Apesar de ainda estar no início, Filipe Reis pretende, em 2008, «renovar o Campeonato Nacional de Sub-23 e, talvez, ir ao Campeonato da Europa de Sub-23». «Sei que é difícil, porque tenho de ganhar ao Diogo César, que foi campeão nacional de séniores», admitiu, embora tenha sublinhado que «vai ser uma disputa muito grande», antes de recordar que perdeu o Campeonato Nacional de Séniores «por pontuação mínima com ele». «Ganhar alguns títulos e conseguir que seja um pouco melhor que 2007» são as metas traçadas pelo atleta de 21 anos, que pretende, ainda, continuar a ser chamado aos trabalhos da selecção nacional. «Quero estar lá em cima e ser convocado», reforçou Filipe Reis, que, em Julho, acabou o curso de hotelaria. Aos 17 anos, Jorge Fernandes é um dos judocas mais vezes chamados aos trabalhos da equipa nacional. «O estágio correu dentro do normal», divulgou, antes mesmo de assumir que, para já, «quero ser campeão nacional e, depois, há o Torneio de Portugal de nível A». «Ganhar era o objectivo, mas já ficava satisfeito com uma medalha», acrescentou. Em 2008, Jorge Fernandes, que cumpre o segundo ano de júnior e compete em -73 quilogramas, quer, também, «conseguir os mínimos para os campeonatos da Europa e do Mundo», antes de sonhar com a presença nos Jogos Olímpicos «lá para 2012», motivo pelo qual vai trabalhar nos estágios da selecção para «manter o nível e, de preferência, subir». Com as lesões de 2007 já superadas, o atleta de 17 anos diz que não pode «olhar para baixo», caso queira, afirmou, «estar sempre na selecção». Estudante do 12.º ano, pretende entrar no Ensino Superior para «seguir desporto», explicando já estar, nesta altura, a frequentar um «curso ligado ao desporto».
“O Rio Ave, apesar de militar na Liga de Honra, é um dos primeiros classificados da competição. Reconheço-lhe grande valor e competência, pelo que, será um jogo de grau de dificuldade elevada. Temos de nos preparar bem, para não sermos surpreendidos.”
Ulisses Morais Treinador da Naval 23/01/08
PRAÇA PÚBLICA
Acha que os novos reforços da Académica, vindos do FC Porto, Luís Aguiar e Edgar, vão tornar a equipa mais competitiva?
“Não gosto de futebol por isso não sei.”
Marta Peixoto 23 anos, Estudante
“Não sou da Académica mas espero que venham ajudar a equipa.”
Angelino Sousa 46 anos, Ajudante de Pedreiro
“Não sei quem são.”
“Não os conheço mas espero que sejam um bom reforço.”
Ricardo Cruz 28 anos, Distribuidor
“Não conheço os reforços mas se fossem muito bons não tinham saído do FC Porto.”
Nádia Correia 20 anos, Estudante
Geandro Firmino 36 anos, Vendedor
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SOCIEDADE
FAZEM ANOS: HOJE: Deolinda Alves Rodrigues; Gonçalo André Oliveira Lousado. AMANHÃ: Prof. Dr.ª Ana Paula Castelo de Figueiredo Simões; José Marques Monteiro. DOMINGO: Sofia Pereira; Maria da Graça Vale Mano Dias; Rosa Maria Alves Rodrigues; Maria de Fátima Matos Silva; Isabel Maria Barata Borges; Dr.ª Esmeralda de Fátima Correia Alves Teixeira; Dr. Amadeu José de Sousa Teles Marques; Marco Filipe da Cruz Penetra; Francisco Martins; Adelaide Maria Coimbra Marta Mendes.
O PREGOEIRO
HOJE
06.30 Bom Dia Portugal 10.00 Praça da Alegria 13.00 Jornal da Tarde 14.10 Prova de Amor 15.15 Portugal no Coração 18.00 Portugal em Directo 19.05 O Preço Certo 20.00 Telejornal 21.00 Contra 21.30 Sabe Mais Do Que Um Miúdo de 10 Anos? 22.30 Sexta, à Noite 00.30 Magazine 01.00 Última Sessão: “O Último Combatente” 03.00 Só Visto! Televendas 04.00 Televendas 07.00 Euronews 07.20 Zig Zag 13.00 Hora Discovery 14.00 Sociedade Civil 15.30 Da Terra ao Mar 16.00 National Geographic 17.00 Zig Zag 18.30 A Fé dos Homens 19.00 A Alma e a Gente 19.45 Zig Zag 20.45 Friends 21.15 National Geographic 22.00 Jornal 2 22.40 Amor no Alasca 23.30 Do Outro Lado do Espelho 00.30 Noites da 2 01.15 Sempre em Pé 02.15 Palco 03.30 Sociedade Civil 07.00 Euronews 07.30 África 7 Dias 08.00 Notícias de Portugal 09.00 Universidade Aberta 09.50 Hora Discovery 10.30 Bastidores 11.00 Filme: “Balbúrdia No Oeste” 12.30 A História da Índia 13.30 Couto & Coutadas 14.00 Parlamento 15.00 Desporto 2 19.00 AB Ciência 19.30 Kaboom 21.00 Diga Lá Excelência 21.45 A Hora da Sorte 22.00 Jornal 2 22.40 Sessão Dupla: Tanto “De Tanto Bater O Meu Coração Parou”; “A Insustentável Leveza do Ser” 07.00 Euronews 07.30 Áfric@Global 08.00 Músicas de África 09.00 Caminhos 09.30 70x7 10.00 Nós 11.00 Da Terra Ao Mar 11.15 Consigo 12.00 Vida Por Vida 12.30 Economia do Mês 13.00 Kulto 13.30 Bombordo 14.00 Hora Discovery 14.45 A Voz do Cidadão 16.00 Desporto 2 19.00 Bombordo 19.40 A Alma e a Gente 20.30 Os Simpsons 21.00 A História da Índia 22.00 Jornal 2 22.40 Câmara Clara 23.50 Britcom 00.50 Onda Curta 02.20 A Alma e a Gente 07.00 Floribella 07.45 SIC Kids 09.15 Floribella 10.00 Fátima 13.00 Primeiro Jornal 14.15 Terra Nostra 15.15 Contacto 18.00 Sete Pecados 19.00 Os Malucos do Riso 20.00 Jornal da Noite 21.30 Camilo Em Sarilhos 22.00 Desejo Proibido 22.45 Duas Caras 00.00 Socorro 01.00 Filme a definir 02.45 Quando o Telefone Toca 04.15 O Jogo 07.00 Diário da Manhã 10.15 Você na TV! 13.00 Jornal da Uma 14.00 As Tardes da Júlia 17.00 Quem Quer Ganha 18.15 Morangos Com Açúcar 20.00 Jornal Nacional 21.15 Euromilhões 21.30 Os Batanetes 22.00 Fascínios 23.00 Deixa-me Amar 00.15 Filme: “O Santo” 02.30 Toca a Ganhar 03.45 TVI Negócios 04.00 Filme: Voo Meia-Noite” “O Voo da Meia-Noite” 05.30 Televendas
SEGUNDA: Júlia Pereira Pimenta; Mariana dos Santos Fonseca; Rosalina de Almeida Rodrigues; Maria José da Silva; Amália da Conceição Gonçalves; Maria das Dores de Almeida Duarte; Maria Teresa Nogueira Dias da Silva; Telmo Alexandre Loureiro Dias; José Maria da Silva. TERÇA: Maria Rosa Domingos; Maria Adelaide de Pinheiro dos Santos Oliveira; Elisabete Cristina Simões Correia. QUINTA: Maria Marques Seabra; Mário José Tinoco Tomé; José Carvalho Simões; Armando Pereira de Lemos; António Lopes Mendes dos Santos.
F ARMÁCIAS DE SERVIÇO
HOJE S. P. - SILCAR: R. Ferreira Borges, 88-94 Coimbra - Tel: 239 822 923 S. P. - BARROS: R. Cruz Nova, 4 - Eiras Coimbra - Tel: 239 431 205 S. P. - ADRIANA: Praça daRepública, 20-22 Coimbra - Tel: 239 823 609 S. R. - LUSITANA: R. Soldado Fernando M. Gomes - Corujeira - Tel: 239 440 014 AMANHÃ S. R. - MARIA CÉU ALBUQUERQUE - Adémia Coimbra - Tel. 239 431 205 S. P. - MACHADO - R. Bernardo Albuquerque ,19B (Celas) - Coimbra - Tel. 239 482 067 S. P. - LUCIANO & MATOS - R. da Sofia 7-11 Coimbra - Tel. 239 822 147 DOMINGO S. R. - MIRANDA - Praça do Comércio, 41 Coimbra - Tel. 239 823 261 S. P. - SANTA ISABEL - Av. Sá da Bandeira, 28 Coimbra - Tel. 239 824 916 S. P. - ROCHA - R. do Brasil (frente ao S. Teotónio) Coimbra - Tel. 239 711 526 SEGUNDA S. R. - GASPAR: Rua Carlos Seixas, Nº 102 Coimbra - Tel: 239 405 504 S. P. - SITÁLIA: R. Gen. Humberto Delgado, 400 Coimbra - Tel: 239 702 500 S. P. - CENTRAL: Rua da Sofia, 19-21 Coimbra - Tel: 239 822 089 S. R. - LOBO: Estrada da Beira, 340 - Ceira Tel: 239923 253 TERÇA S. R. - SILVA SOARES - R. Vasco da Gama, 44 (B.° Norton de Matos) - Tel. 239 711 454 S. P. - DONATO - Estrada dos Covões, Bloco G S. Martinho do Bispo - Tel. 239 812 444 S. P. - RAINHA SANTA - Av. Fernão Magalhães, 425 - Coimbra- Tel. 239 836 307 S. R. - LOUREIRO: Lg. Casa Meada-Antanhol Tel: 239 822 043 QUARTA S. P. - LOPES RODRIGUES: R. Fern.Tomás, 2 Coimbra - Tel: 239 822 634 S. R. - CELAS: Av. Armando Gonçalves, lt. 15 Coimbra - Tel: 239 484 045 S. P. - FIGUEIREDO: Rua da Sofia,107-109 Coimbra - Tel: 239 822 837 S. R. - TAVEIRO: Lgo. Ten. Reinaldo Leite, 19-21 Taveiro - Tel: 239 981 267 QUINTA S. R. - DUARTE - Calçada Sta Isabel, 46 Sta. Clara - Coimbra - Tel: 239 445 830 S. P. - S. JOSÉ: Al. Calouste Gulbenkian, Lote 5 Coimbra - Tel: 239 484 497 S. P. - RODRIGUES DA SILVA: R. F.Borges, 32 Coimbra - Tel: 239 824 348 S. R. - LUSITANA: R. Soldado Fernando M. Gomes - Corujeira - Tel: 239 440 014
06.30 Espaço Infantil 07.10 Brinca Comigo 08.00 Bom Dia Portugal 11.00 Mudar de Vida 11.30 A Floresta Tropical Profunda 12.30 Contra 13.00 Jornal da Tarde 14.15 Top+ 15.30 A Missão de Joan 17.15 Sessão da Tarde: “Um Dia Louco Em Nova Iorque” 19.15 O Preço Certo 20.00 Telejornal 21.00 A Voz do Cidadão 21.15 Gala RTP África 10 Anos 23.15 “Lackawanna Blues” 01.15 “Combate no Campo”
07.00 SIC Kids 08.30 Disney Kids 10.00 Action Man A.T.O.M 10.30 Chiquititas 12.00 Nosso Mundo 13.00 Primeiro Jornal 14.00 Êxtase 15.15 Futsal: Benfica-Fundação Jorge Antunes 17.15 Os Malucos do Riso 17.30 Filme a designar 20.00 Jornal da Noite 21.30 Os Malucos do Riso 22.30 Desejo Proibido 23.45 Resistirei 01.00 Hora H - Best of 02.00 Filme: “Veronica “Veronica Guerin” 04.00 O Jogo
07.00 Animação 09.15 Smakdown Wrestling 10.30 Detective Maravilhas 11.15 De Luxe 12.15 Bwinliga-Antevisão 13.00 Jornal da Uma 14.00 Eureka 16.00 Filme a designar 17.45 Filme a designar 20.00 Jornal Nacional 21.15 Bwinliga: V. Guimarães-Benfica 23.15 Deixa-me Amar 00.30 Filme: “A Vingança Sem Rosto” 02.30 Toca a Ganhar 03.45 Filme: “Crime Sob Pressão” 05.30 Televendas
OBSERVAÇÃO:
S. P. - Serviço Permanente
• Inicia às 9h e encerra às 9 do dia seguinte
DOMINGO
06.30 Brinca Comigo 08.00 Bom Dia Portugal 10.00 Eucaristia Dominical 11.00 Equipados Para Matar 12.00 AB Ciência 12.30 Mr. Bean 13.00 Jornal da Tarde 14.15 Só Visto! 15.30 Traveler 17.30 “Parque Jurassic III” 19.10 O Preço Certo 20.00 Telejornal 21.00 As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa 21.30 Conta-me Como Foi 23.30 Lotação Esgotada: “Gandhi” 02.30 Última Sessão: “Entre Os Poucos” 04.30 Televendas 06.05 Nós 06.45 SIC Kids 08.30 Disney Kids 10.00 Action Man A.T.O.M 10.30 Chiquititas 12.00 BBC Vida Selvagem 13.00 Primeiro Jornal 14.00 Entre Vidas 15.00 Jericó 16.00 Filme a designar 18.00 Filme a designar 20.00 Jornal da Noite 21.00 Grande Reportagem SIC 21.30 Os Mini Malucos do Riso 22.30 Resistirei 23.45 Aqui Não Há Quem Viva 00.45 A Vedeta 01.45 Filme: Vermelha” “A Serpente Vermelha” 03.30 Amazónia 07.00 Batatoon 09.30 O Bando dos 4 11.15 Missa 12.30 Oitavo Dia 13.00 Jornal da Uma 14.00 Filme a designar 16.00 Filme a designar 17.45 Bwinliga - Golos 18.00 Filme a designar 20.00 Jornal Nacional 21.15 Morangos Com Açúcar 22.15 Casos da Vida 00.00 Bwin Liga - Jornada 00.45 Bwin Liga - Casos 01.30 Bwin Liga - Fórum 02.00 Toca a Ganhar 03.30 O Escritório 04.00 Os Escolhidos 05.00 Televendas 06.30 Todos Iguais
S. R. - Serviço de Reforço
TELEFONES URGENTES
BOMBEIROS Mat. D a n i e l d e M a t o s ....... 239 403 060 Bombeiros Sapadores ... 239 792 800 Instituto Maternal .............. 239 480 400 Bombeiros Volunt. ........... 239 822 323 H o s p i t a l M i l i t a r ................. 239 403 080 “ “ ....................... 239 405 058 H O S P I TA I S SERVIÇOS Emergência Social ........... 239 822 139 PSP Urgência ........................................... 112 Universidade ...................... 239 400 400 Polícia Segurança Pública ....... 2 3 9 797 640 Covões ................................. 239 800 100 Telefone SOS ....................... 239 721 010 Celas ...................................... 239 404 030 Socorro e Emergência .... 239 792 808 Pediátrico ............................ 239 484 163 S e r v. E l e c t r i c i d a d e ......... 800 506 506 Sobral Cid ........................... 239 404 422 S O S E s t u d a n t e .................. 808 200 204
TELEFONES ÚTEIS
Linha Cidadão Idoso .................. 800 203 531 SOS Solidão ............................... 800 205 535 (Diariamente das 16 à 1 hora) Programa Turismo Sénior ........ 217 901 023 (Linha Directa 24 Horas) Provedor da Justiça .................. 808 200 084 (Linha destinada a Idosos) Portugal Telecom Pensionistas.. 800 206 206 Linha Mulher ............................... 800 201 805 SOS Voz Amiga ......................... 800 202 669 Intoxicações .................................. 808 250 143 Com. Iguald. e Dir. da Mulher ..... 800 202 148 APAV ....................... 218 884 732 / 218 876 351 Cons. Nac. Pol. da 3.ª Idade ....... 217 816 530 Fund. Port. Cardiologia ............... 213 815 000 Assoc. Def. Diabéticos ................. 213 628 675 Assoc. Port. Osteoporose ........... 213 633 314 Inst. Port. de Reumatologia ......... 213 572 326 Ass. Apoio Doentes Depressivos e Bipolares. .............................. 239 810611/12
SEGUNDA
06.30 Bom Dia Portugal 10.00 Praça da Alegria 13.00 Jornal da Tarde 14.15 Prova de Amor 15.15 Portugal No Coração 18.00 Portugal Em Directo 19.05 O Preço Certo 20.00 Telejornal 21.00 Notas Soltas 21.30 Quem Quer Ser Milionário? 22.30 Prós e Contras 01.30 A Encruzilhada 03.30 Cromos de Portugal 04.00 Televendas 06.05 Nós 07.00 Euronews 07.30 Zig Zag 13.00 Hora Discovery 14.00 Sociedade Civil 15.30 Da Terra Ao Mar 16.00 National Geographic 18.30 A Fé dos Homens 19.05 Eurodeputados 19.45 Zig Zag 20.45 Friends 21.15 National Geographic 21.50 A Hora da Sorte 22.00 Jornal 2 22.40 Seis Graus 23.30 Bastidores 00.30 Noites da 2 01.15 Universidades 01.45 Hora Discovery 02.45 Diga Lá Excelência 07.00 Floribella 07.45 SIC Kids 09.30 Floribella 10.00 Fátima 13.00 Primeiro Jornal 14.15 Terra Nostra 15.45 Contacto 18.30 Sete Pecados 20.00 Jornal da Noite 21.30 Os Malucos do Riso 22.00 Desejo Proibido 23.00 Duas Caras 00.15 CSI Miami 01.15 Filme: “RFK” Tigres 03.00 Tigres Brancos 03.30 Quando o Telefone Toca 07.00 Diário da Manhã 10.15 Você na TV! 13.00 Jornal da Uma 14.00 As Tardes da Júlia 17.00 Quem Quer Ganha 18.15 Morangos Com Açúcar 20.00 Jornal Nacional 21.30 Especial Informação 22.00 Fascínios 23.00 Deixa-me Amar 00.15 Filme: “Nome de Código: Mercúrio” 02.00 Toca a Ganhar 03.45 TVI Negócios “Nervos 04.00 Filme:“Nervos de Aço” 05.30 O Escritório
classificados
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Slide 23: O YO-YO
23
spert rtar O D e spe rt ar
25| JANEIRO |08
E espirrar?
Fumar ao volante faz mal, sim senhor. E a seguir proíbam os espirros ao volante, também. E meter mudanças? Não se trata de uma operação perigosa, que distrai o condutor? E olhar com pose de galã para a boazona do carro ao lado também deve ser proibido. Se o galanço for feito por um condutor que esteja a fumar, aí três meses de prisão e onze chibatadas…
O verdadeiro pregador
Não venham cá com estórias de que A, B ou C, desta ou daquela confissão religiosa, são uns grande pregadores. Este sim, este é que é o verdadeiro Pregador. Mete o Padre António Vieira num bolsinho…
Erro de cálculo
Fumar faz muito mal
Use pijama, use pijama!
Pois é, não usar pijama pode ser muito confortável, mas depois surgem estes problemazitos. O homem da foto esqueceu-se de que haveria alguém a fumar lá em casa, o fumador pegou fogo à habitação e ele teve que descer peladinho da silva pela escada dos bombeiros. Uma terrível humilhação. Já sabe, a partir de agora nunca mais durma sem o pijama vestido. Principalmente se tiver fumadores em casa!
Só pode ter sido um fumador, o causador desta tragédia!
Perguntar não ofende
Porque é que as mulheres perdidas são as mais procuradas?
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O D e spert ar spert rtar
24 Bloco-Notas
Hoje “Mulher”
O CREPÚSCULO
Últimas
SAÚDE O presidente do conselho de administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) afirmou, quarta-feira à noite, que o encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) nos concelhos limítrofes não sobrecarregou as urgências daquela unidade. Fernando Regateiro, que falou no debate “A Saúde, os HUC e a Cidade”, promovido pelo Conselho da Cidade, garantiu que as urgências hospitalares “não aumentaram” após o encerramento de 10 SAP nos Centros de Saúde do distrito e que até começaram a “decrescer a partir de Maio”. DESEMPREGO As turbulências da economia internacional, motivadas pela crise no mercado do crédito e pelo aumento do preço do petróleo, poderão aumentar em 5 milhões o número de desempregados em 2008, segundo a Organização Internacional do Trabalho. De acordo com o relatório as Tendências Mundiais do Emprego 2008 da OIT, o impacto da crise do mercado de crédito nas economias industrializadas e na União Europeia resultará na redução de 240.000 empregos.
Agenda Desportiva
EQUIPAS DE COIMBRA
DOMINGO: U. Leiria-Académica, às 16h00, no Estádio de Leiria Águias - União de Coimbra, às 15h00, no Estádio do Águias
Na Casa Museu Bissaya Barreto, junto aos Arcos do Jardim, está patente ao público, até dia 30, a exposição de pintura intitulada “Mulher”.
TRANSMISSÕES TELEVISIVAS
HOJE: SPORTV – 20.10H – Sp. Braga-Belenenses AMANHÃ: TVI – 21.15H – V. Guimarães-Benfica DOMINGO: SPORTV – 20.15H – Sporting-FC Porto SPORTV - 20h15: FC Porto-Naval
Freguesias
No átrio da Câmara Municipal de Coimbra está patente a exposição sobre a freguesia de Botão. Esta mostra, promovida no âmbito da exposição “As freguesias nos paços do município”, apresenta ao público aquilo que de melhor esta freguesia tem para oferecer. Pode ser visitada até 1 de Fevereiro.
O tempo
HOJE: Céu geralmente muito nublado, em especial por nuvens altas. Vento em geral fraco. Pequena descida da temperatura máxima. AMANHÃ: Céu pouco nublado, temporariamente muito nublado. Vento fraco. Neblina ou nevoeiro matinal. DOMINGO: Céu pouco nublado ou limpo. Vento fraco. Neblina ou nevoeiro matinal.
Amanhã Nova loja em Eiras
A Loja de Coimbra da Staples Office Centre, situada em Eiras, inaugura amanhã aquela que será a 25.ª loja da marca em Portugal. Esta nova loja vai criar 45 novos postos de trabalho directos e outros tantos indirectos. A nova loja vai servir uma população de 230 mil habitantes. O investimento global nesta nova unidade comercial de 2.100 m2 de área coberta foi de cerca de 5 milhões de euros.
O Despertar
O SEMANÁRIO DE COIMBRA
Entrega de Medalha
MUDANÇAS • JARDINAGEM • PINTURAS FESTAS DE ANIVERSÁRIO NA QUINTA PEDAGÓGICA “JOANINHA SABE TUDO”
ASSOCIAÇÃO INTEGRAR - Sede Nacional: Rua do Teodoro, n.º 1 • 3030-213 Coimbra Telfs.: 239 705 697 / 239 723 705 - Fax 239 713 782 Telms. 969 064 529 / 914 729 357 Email: associacao.integrar@clix.pt integrar@integrar.org • www.integrar.org
as ` 6. AS FEIRAS
Rua Pedro Roxa, 27 a 31 • 3000-330 COIMBRA Tel. 239 85 27 10/11/12 • Fax 239 85 27 19 • jornaldespertar@mail.telepac.pt
Sexta feira • 25 de Janeiro de 2008 • Ano 90 • N.º 8469
O Município de Coimbra entrega amanhã, pelas 21h30, no Teatro Gil Vicente, a Medalha de Mérito Cultural ao Grupo de Instrumentos de Sopro de Coimbra na Gala dos 25 anos do Grupo. O acto da entrega do galardão será durante o espectáculo que juntará no palco do TAGV, para além do Grupo distinguido, o Sax Ensemble - Quarteto de Saxofones de Coimbra, os Dixie Gringos e o Ensemble de Metalles de la Orquestra Sinfónica Juvenil del Estado de Lara, da Venezuela.